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Publicado em: 05/11/2026 | Atualizado em: 05/11/2026

Notas – Semana de 5 a 11 de novembro de 2026

Ações de equidade de gênero na ciência fluminense consolidam investimento institucional da FAPERJ 
A Comissão Permanente de Equidade, Diversidade e Inclusão (CPEDI) da FAPERJ divulgou seu primeiro Boletim Informativo, que apresenta os resultados da avaliação de políticas públicas voltadas à promoção da equidade de gênero na ciência fluminense. O documento destaca os programas Apoio às Cientistas Mães, iniciativa pioneira no Brasil, e Meninas e Mulheres nas Ciências Exatas e da Terra, Engenharias e Computação, desenvolvidos no âmbito das ações da comissão desde sua criação, em 2023. Por meio de questionários respondidos pelas pessoas contempladas, os dois programas receberam avaliações bastante positivas, com notas médias superiores a 9,2 e recomendação unânime de realização de novas edições. Os resultados evidenciam a importância dessas iniciativas para a continuidade das trajetórias científicas de pesquisadoras mães e para o estímulo à participação de meninas em áreas historicamente marcadas pela desigualdade de gênero. O boletim também apresenta um diagnóstico das desigualdades no acesso ao financiamento científico, revelando disparidades persistentes nas taxas de aprovação de propostas associadas a gênero e raça no edital Cientista do Nosso Estado. O documento aborda ainda o chamado "efeito tesoura", caracterizado pela redução da participação feminina nos níveis mais elevados da carreira científica, e destaca as políticas de apoio à maternidade implementadas pela FAPERJ, em consonância com o Marco Legal Mães na Ciência, instituído pela Lei Estadual nº 11.213/2026. Apesar da avaliação positiva, as participantes apontaram desafios relacionados ao financiamento, aos prazos de execução e às modalidades de bolsas, oferecendo subsídios para o aperfeiçoamento das próximas edições. O boletim reúne também os principais resultados e encaminhamentos do Seminário Integrado FAPERJ sobre Mulheres na Ciência, realizado em outubro de 2026, reforçando o compromisso da Fundação com o monitoramento e a construção de políticas públicas de equidade baseadas em evidências. Leia a íntegra do Boletim Informativo aqui.

Fisweek 2026 vai movimentar a Marina da Glória para discutir novas tendências na Saúde
A FAPERJ está apoiando a Fisweek 2026, maior festival de inovação, empreendedorismo e tendências da Saúde da América Latina, que acontece de 11 a 13 de novembro, na Axia Marina da Glória. A programação contará com mais de 500 palestrantes, que irão debater os principais desafios e as transformações do setor. Entre os temas em destaque estão longevidade, atividade física, liderança feminina, aplicação da inteligência artificial na saúde e o perfil dos profissionais 5.0. As apresentações contarão com representantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fundação Oswaldo Cruz – Bahia (Fiocruz/BA), Universidade Federal do Paraná (UFPR), Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Fiocruz-RJ, Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Universidade Federal Fluminense (UFF), Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), University of Greenwich, Idomed e Ensino Einstein. Além dos painéis, o festival terá uma área dedicada a startups de diferentes segmentos da saúde, com mais de 200 participantes previstos. Realizado paralelamente à Fisweek, o Rio Health Forum reunirá autoridades e lideranças para discutir caminhos para a saúde brasileira. A programação completa e inscrições em: www.fisweek.com.br

Mevitih 2026 reúne especialistas do Brasil e do exterior na PPC/Uerj
O Laboratório de Vibrações Mecânicas e Práticas Integrativas (Lavimpi), na Policlínica Universitária Piquet Carneiro (PPC/Uerj), promove, de 10 a 13 de novembro, a quarta edição do Mevitih (The 4th Congress on Mechanical Vibration and Technological Innovation in Health). O congresso internacional, que conta com o apoio da FAPERJ, tem por objetivo estimular a discussão sobre os resultados obtidos em pesquisa translacional, pesquisa clínica e prática clínica com relação ao uso da inovação tecnológica e da terapia vibratória em Saúde. O Mevitih 2026 terá como tema “Ciência, Tecnologia, Sustentabilidade e Impacto Social em Saúde”. Durante os quatro dias de evento serão abordadas questões como tecnologias inovadoras aplicadas à saúde, soluções sustentáveis para o setor, políticas de impacto social e estratégias que promovam a equidade e a melhoria da qualidade de vida. Com palestras, mesas-redondas e sessões de pôsteres, o congresso será uma oportunidade de compartilhar conhecimento, experiências e inovações capazes de transformar a pesquisa, as práticas e a gestão em saúde. O público-alvo do encontro são graduandos, pós-graduandos, residentes, mestrandos, doutorandos, pós-doutorandos, profissionais formados, pesquisadores, professores e gestores em saúde. Os interessados em participar poderão se inscrever aqui. As atividades serão realizadas das 8h às 16h, no Auditório Rubens Tosta Gabetto, no Centro de Estudos Luiz Miguel da Silva, da PPC/Uerj, localizada na Avenida Marechal Rondon 381, bairro São Francisco Xavier, no Rio de Janeiro. Haverá transmissão online.Os interessados podem consultar a programação e outras orientações na página do evento, aqui. Informações e inscrições também estão disponíveis no Instagram em: @mevitih

Conceição Evaristo é homenageada pela UFRJ com o título de Doutora Honoris Causa 
A escritora e linguista Maria da Conceição Evaristo de Brito foi laureada, nesta quinta-feira, 5 de novembro, por unanimidade, com o título de Doutora Honoris Causa, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Ela recebeu a distinção das mãos do reitor da universidade, Roberto Medronho. A decisão de homenageá-la foi tomada pelo Conselho Universitário da instituição, após indicação de estudantes e professores da Faculdade de Letras. Ex-aluna da graduação em Letras da UFRJ, onde se formou em 1990, Conceição Evaristo possui mestrado em Literatura Brasileira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e doutorado em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense (UFF). Ao longo de sua trajetória, tornou-se uma das vozes mais potentes e influentes da literatura brasileira contemporânea. A escritora foi uma das homenageadas no Prêmio FAPERJ, na Sala Cecília Meireles, em 2025. Em seu trabalho, Conceição Evaristo criou o termo "escrevivência", que une as palavras “escrever” e “vivência”. Esse conceito literário defende a vivência, especialmente de mulheres negras e ancestrais, na literatura. Entre as suas obras, estão os livros Ponciá Vicêncio, Becos da Memória e Olhos d’Água, premiado na categoria contos e crônicas em 2015, na premiação Jabuti em São Paulo.

Professora de Arqueologia da Uerj lança, no Maranhão, livros sobre cultura material
Financiados com recursos do Edital E-13/2023 – Programa Auxílio Básico à Pesquisa (APQ1), da FAPERJ, os livros Estudos de cultura material: um campo e suas interfaces – volume 2 (São Paulo: Annablume, 2026, 284 p.) e Arqueologías del contemporáneo y lós estúdios de cultura material: um campo e suas interfaces – volúmen 3 (São Paulo: Annablume, 2026, 82 p.), serão lançados por sua organizadora, Camilla Agostini, professora do Departamento de Arqueologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no dia 24 de novembro, entre 9h e 12h, durante o XII TAAS – Encontro de Teoria Arqueológica da América do Sul. O evento acontece entre 23 e 27 de novembro, no Centro de Ciências Humanas da Universidade Federal do Maranhão. Coordenadora do Núcleo de Estudos de Cultura Material (NUPECM–Uerj) e líder do Grupo de Pesquisa do CNPq Estudos de Cultura Material, Camilla é especialista em Estudos de Cultura Material, História Social da Cultura, Diáspora Africana, Arqueologia do século XIX, Arqueologia do Passado Recente, Arqueologia do Contemporâneo e Teoria e Método em práticas interdisciplinares, e Estudos de cultura material. Em conjunto, os textos oferecem uma introdução acessível e crítica às arqueologias do contemporâneo, explorando seus vínculos com os estudos da cultura material, as políticas patrimoniais, os estudos sobre resíduos e os desafios éticos, teóricos e metodológicos que suscita a investigação arqueológica do presente. Prevista para três volumes, o primeiro, dedicado a questões teóricas, será lançado posteriormente. Mais informações aqui.
 
Antropóloga da UFF, apoiada pela FAPERJ, lança livro sobre conflitos fundiários no Paraná
Doutora pelo Programa de Pós-graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (PPGAS-MN-UFRJ), e professora do Programa de Pós-graduação em Território, Sociedade e Políticas Públicas (PPG-TSPP), da Universidade Federal Fluminense (UFF), a antropóloga Dibe Ayoub lança, no próximo sábado, 7 de novembro, às 17h30, na Livraria Alento (Rua Senador Vergueiro, 80, Flamengo), o livro Os faxinais do Pinhão: Uma etnografia de terra e conflito no interior do Brasil (Papéis Selvagens, 2026, 464 p.). Fruto de 15 anos de pesquisa, o trabalho analisa os conflitos decorrentes da apropriação de terras pela indústria madeireira na floresta de araucárias paranaense, entre 1940 e 2020. A obra detalha as disputas territoriais entre os moradores das matas do município de Pinhão — conhecidos como povos de faxinais (pastagens que permeiam as florestas) — e indústrias locais. O livro ancora-se nas memórias e no cotidiano dessas comunidades, que se organizam em movimentos como o Movimento de Posseiros, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Articulação Puxirão dos Povos Faxinalenses e Movimento dos Pequenos Agricultores. A etnografia dá centralidade às vivências das mulheres e ao modo de vida local para compreender as políticas de permanência na terra. Além da formação dos faxinais, a autora aborda os mecanismos de dominação, os danos ambientais e a atuação de jagunços e pistoleiros na região. A pesquisa contou com o apoio da FAPERJ, por meio do Programa Pós-Doutorado Nota 10 de 2018. Mais informações aqui. 

Rede Dr. Empreendedor realiza seu segundo encontro
Com o tema “Ciência, conexão e oportunidades para transformar o futuro”, a Rede Dr. Empreendedor realizará seu 2º Encontro dias 26 (das 8h30 às 18h30) e 27 (das 8h30 às 17h30) de novembro, no Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais (IBMEC) Barra. A Rede foi criada pelos próprios participantes do programa, cujo objetivo é criar um espaço de conexão, troca de experiências e fortalecimento do empreendedorismo científico e tecnológico no estado do Rio de Janeiro. Durante dois dias, o 2º Encontro Dr. Empreendedor reunirá pesquisadores empreendedores, startups, representantes de instituições de ciência e tecnologia, empresas, investidores e atores do ecossistema de inovação para compartilhar conhecimentos, apresentar soluções e construir novas oportunidades de colaboração. A programação contará com palestras, painéis temáticos, workshops, pitch reverso, apresentações institucionais e momentos dedicados ao networking, promovendo o diálogo entre ciência, mercado e sociedade. Os participantes poderão conhecer iniciativas inovadoras, ampliar conexões estratégicas, identificar possibilidades de parceria e discutir caminhos para transformar o conhecimento científico em soluções com impacto econômico, social e ambiental. O IBMEC Barra está localizado na Avenida Armando Lombardi, 940, Barra da Tijuca. Ingressos podem ser adquiridos neste link.

Fórum de Pós-Graduação da Uenf discute internacionalização para fortalecer a pesquisa regional
A Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) realiza, nos dias 9 e 10 de novembro, o Fórum de Pós-Graduação 2026, com o tema “Formação global, impacto local: a Pós-Graduação da Uenf construindo conexões”. Segundo a pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação, Maria Cristina Canella, o objetivo é discutir a internacionalização na graduação e na pós-graduação, com foco maior na pós. Ela ressaltou que as inscrições estão abertas a todos os segmentos da universidade. Maria Cristina destacou que, por estar no interior, a comunidade acadêmica pode se sentir distante do cenário internacional. A proposta do fórum é mostrar aos estudantes que a experiência fora do país é possível e que a universidade também tem muito a ensinar. A pró-reitora ressaltou ainda que a internacionalização pode acontecer dentro da própria Uenf, por meio de aulas e cursos em parceria com instituições estrangeiras, da recepção de pesquisadores e estudantes de outros países e do aprendizado de idiomas. Outro caminho é por meio da participação da Uenf na Rede Bridges, do Programa Redes para Internacionalização Institucional (Capes Global), formada por seis universidades brasileiras, o que significa um selo de internacionalização, importante para alcançar níveis mais altos de excelência na avaliação da Capes. O Capes Global é voltado ao fomento de redes de cooperação acadêmica entre instituições de ensino superior brasileiras, cujo principal objetivo é fortalecer o protagonismo internacional da pesquisa e da pós-graduação do Brasil. Entre os convidados do evento estão Charlotte Grawitz, coordenadora regional da Euraxess LAC, Geovana Lunardi Mendes, vice-presidente da World Education Research Association, e Rodrigo Carmo, diretor do Núcleo de Internacionalização da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O fórum terá ainda mesa-redonda com os coordenadores dos hubs da Rede Bridges, relatos de experiências internacionais de estudantes e a Festa das Nações.

Docentes da UFF desenvolvem aplicativo gratuito para apoiar o planejamento de pesquisas acadêmicas
Os docentes da Universidade Federal Fluminense (UFF) Sérgio França e Mário Reis desenvolveram o aplicativo Mapa da Pesquisa, ferramenta gratuita que utiliza inteligência artificial para auxiliar estudantes, docentes e pesquisadores no planejamento de projetos científicos. A ferramenta oferece suporte desde a formulação da ideia inicial até a definição do problema de pesquisa, objetivos, revisão da literatura e metodologia. A plataforma é voltada à elaboração de trabalhos de conclusão de curso (TCCs), monografias, dissertações, teses e artigos científicos. Por meio de um percurso guiado, oferece sugestões que podem ser revisadas e adaptadas pelo usuário. A proposta é facilitar a organização da pesquisa e o diálogo entre estudantes e orientadores, preservando a autoria e a autonomia do pesquisador nas decisões acadêmicas. Para começar, o usuário pode inserir uma descrição livre da ideia de pesquisa, na modalidade Mapa Rápido, ou responder a cinco perguntas orientadoras, na opção Mapa Avançado. Ao final do processo, a estrutura elaborada pode ser exportada em PDF. A ferramenta funciona diretamente pelo navegador, em computadores e dispositivos móveis, sem necessidade de instalação. O trabalho contou com apoio da FAPERJ por meio do programa Cientista do Nosso Estado, outorgado a Mario Reis. Mais informações no site do Mapa da Pesquisa.

Labimi/Uerj promove VII Seminário Internacional Migrações e Cidades nas Américas
O Laboratório de Estudos de Imigração da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Labimi/Uerj) promove, de 24 a 26 de novembro, no formato on-line, o VII Seminário Internacional Migrações e Cidades nas Américas. O convidado para a conferência de abertura, dia 24, às 17h, é Daniel Tacher, da Universidad Autónoma de la Ciudad de México, que apresentará “Modelos de representación política de los emigrantes en México”. Na sequência, uma mesa redonda coordenada pelas pesquisadoras Érica Sarmiento e Gisele Pinheiro (ambas da Uerj) debaterá o tema “Grandes migrações, perspectivas históricas dos processos”. No dia 25 o tema da mesa redonda será “Cidades: desafios e questões contemporâneas”, coordenada por Mario Brum e Maria Clara Barbieri (ambos da Uerj) e Renato Soares Coutinho, da Universidade Federal Fluminense (UFF). No dia 26 o tema será “Populações vulneráveis e deslocamentos na América Latina do tempo presente”, mesa coordenada por Bianca Dias e Sharleny Pereira (Uerj). A organização do evento é dos pesquisadores Érica Sarmiento, André Azevedo, Rafael Araujo, do Labimi. Saiba mais aqui.  

Academia Brasileira de Ciências lança seu novo site
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) lançou nesta quarta-feira, 4 de novembro, seu novo site institucional, no endereço www.abc.org.br. O portal foi inteiramente reformulado para facilitar o acesso às informações sobre a Academia e ampliar seu diálogo com a comunidade científica, os formuladores de políticas públicas e a sociedade. O site agora está disponível em português, inglês e espanhol e se adapta a computadores, tablets e celulares. Entre as novidades, um banco de membros com busca por nome, área do conhecimento, região, nacionalidade e ano de posse, com link para o currículo Lattes; publicações organizadas por tipo, autor e tema, incluindo os Anais da ABC e os estudos estratégicos; páginas de eventos com programação, galeria de fotos e inscrições; notícias com indicação de conteúdos relacionados e das mais lidas; busca em todo o site e compartilhamento de conteúdo nas redes sociais; recursos de acessibilidade, como ajuste de contraste e de tamanho da fonte e tradução para Libras (Língua Brasileira de Sinais) pelo VLibras. A ABC informa que, neste período inicial, o site poderá passar por ajustes e que sugestões são bem-vindas e podem ser enviadas pelo formulário de contato do próprio site.

Associação Nacional de Pós-Graduandos realiza 30º Congresso Nacional de Pós-Graduandos
A Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) realiza, de 26 a 29 de novembro, em Vitória, o 30º Congresso Nacional de Pós-Graduandos (CNPG), principal fórum de debate e deliberação política da entidade. Com o tema "A esperança das ruas para construir o futuro", o encontro reunirá representantes da pós-graduação brasileira para discutir os desafios da ciência, da educação e do desenvolvimento nacional. O congresso acontece após importantes mobilizações da comunidade acadêmica, incluindo a aprovação, na Câmara dos Deputados, do projeto de lei que prevê direitos previdenciários para pós-graduandos. A expectativa da ANPG é ampliar o debate sobre as condições de pesquisa no país e transformar as reivindicações do movimento científico em avanços concretos para quem produz conhecimento no Brasil. Segundo o presidente da ANPG, Vinícius Soares, a entidade pretende debater o futuro do Brasil e exigir que a pauta das ruas seja implementada pelo governo e pelo Congresso. A entidade espera que esta edição seja a mais representativa dos 40 anos de história da associação. As inscrições são destinadas a delegados e suplentes eleitos pelas instituições de ensino. O formulário de inscrição está disponível neste link. A taxa de inscrição inclui hospedagem, almoço e jantar no restaurante universitário da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), além de traslado interno durante a programação. Os valores variam de R$ 200 para participantes com Documento Nacional do Estudante (DNE) e R$ 400 para quem não possui o documento, no primeiro período de pagamento, até 10 de novembro. O congresso também contará com uma estrutura de apoio à parentalidade, incluindo Espaço Criança, cuidadoras e área para alimentação, além de espaço reservado para amamentação. Mais informações aqui. 

CNPq abre inscrições para bolsas de Produtividade
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) torna pública a Chamada CNPq nº 33/2026, que irá conceder bolsas nas seguintes modalidades: Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), Produtividade em Pesquisa (PQ) e Produtividade em Pesquisa Sênior (PQSr). A Chamada tem como objetivo valorizar pesquisadores que possuam produção científica, tecnológica e de inovação de destaque em suas respectivas áreas do conhecimento; incentivar o aumento da produção científica, tecnológica e de inovação de qualidade; selecionar projetos de pesquisa que sejam propostos considerando o rigor e o método científico, bem como outros conceitos fundamentais para a produção do conhecimento científico. Os projetos deverão ser inseridos em uma das seguintes Linhas de pesquisa: Linha 1 - Bolsas de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT), destinada aos pesquisadores que se destaquem entre seus pares, valorizando sua produção tecnológica e atividades de extensão inovadora segundo critérios normativos, estabelecidos pelo CNPq, e específicos, pelo Comitê de Assessoramento. Linha 2 - Bolsas de Produtividade em Pesquisa – (PQ), destinada aos pesquisadores que se destaquem entre seus pares, valorizando sua produção científica segundo critérios normativos, estabelecidos pelo CNPq, e específicos, pelos Comitês de Assessoramento. Linha 3 - Bolsas de Produtividade em Pesquisa Sênior (PQ-Sr), destinada ao pesquisador que se destaque entre seus pares como líder e paradigma na sua área de atuação, valorizando sua produção científica e/ou tecnológica, segundo requisitos e critérios normativos estabelecidos pelo CNPq e pelos Comitês de Assessoramento. Acesse aqui a Chamada. As inscrições seguem até 7 de janeiro de 2027.

NPTU/Unigranrio realiza VIII Encontro de Inovação e Empreendedorismo em Turismo
O Núcleo de Pesquisa em Turismo (NPTU) da Afya Unigranrio realiza, no dia 10 de novembro, das 9h às 17h, no Museu Ciência e Vida, em Duque de Caxias, o VIII Encontro de Inovação e Empreendedorismo em Turismo, com o tema Esporte, Saúde e Bem-estar. O evento, presencial e gratuito, abrigará a exposição “Movimente-se”, com destaque para a intervenção “Chuteira Rosa: futebol feminino para muito além dos gramados”, iniciativa que busca valorizar e dar visibilidade ao futebol feminino, destacando sua importância para além das quatro linhas e abordando o esporte como ferramenta de inclusão, promoção da saúde, bem-estar e transformação social, especialmente no contexto da preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027. São esperados atletas, treinadores, profissionais e gestores esportivos, além de pesquisadores, professores e estudantes, para debaterem a participarem das atividades sobre esporte, saúde, inclusão e transformação social. O evento tem o apoio da FAPERJ. Inscrições em www.chuteirarosa.com.br. Escolas podem agendar visitas de estudantes por este link.

Tecnologia digital transforma a reabilitação de pacientes com perdas ósseas e dentárias na UFF
O programa de Residência da Faculdade de Odontologia da Universidade Federal Fluminense (UFF) vem se valendo da tecnologia para recuperar a qualidade de vida e a autoestima de pessoas que enfrentam casos clínicos graves com perda de ossos e dentes. O tratamento, realizado em fluxo totalmente digital, permite maior precisão, agilidade e previsibilidade. Com o objetivo de criar e implantar próteses da arcada dentária, o projeto restabelece a função mastigatória, além de reintegrar psicossocialmente os pacientes. Coordenado pelo professor do Programa de Pós-Graduação da Faculdade de Odontologia, Vittorio Moraschini Filho, bolsista do programa de Pós-Doutorado da FAPERJ, a clínica de residência atua em parceria com o Hospital Federal dos Servidores do Estado (HFSE) que encaminha os pacientes às quintas-feiras para tratamentos na UFF. A partir dessa iniciativa, a equipe passou a documentar as ocorrências, além de estabelecer protocolos e técnicas para reabilitar os pacientes dentro de um fluxo digital. A digitalização dos procedimentos permite a agilização e uma maior precisão nos processos através de scanners, fresadoras e tecnologias de modelagem e impressão tridimensional. Os pacientes chegam à clínica com exames de tomografia realizados previamente no hospital. Os casos são apresentados e discutidos em seminário com os residentes da UFF, que avaliam caso a caso, para o planejamento mais adequado de tratamento. Após o planejamento digital, a fase cirúrgica de instalação dos implantes é viabilizada por meio da tecnologia de impressão 3D. Três alicerces são fundamentais para o tratamento: recuperar a parte estética do sorriso, restabelecer a função mastigatória, possibilitando que os atendidos voltem a se alimentar regularmente, e contribuir para sua reinserção psicossocial. O projeto atende em sua maioria pacientes com baixa renda, provenientes do Sistema Único de Saúde (SUS), que passaram por cirurgias para remoção de lesões císticas, ou quadros de necrose, que frequentemente resultam na perda de segmentos do maxilar/mandíbula, dentes e em grandes cicatrizes. A gratuidade das próteses, ajuda os pacientes a retomarem sua confiança, o convívio social e a superarem barreiras psicológicas decorrentes de graves sequelas faciais, promovendo sua plena reintegração à sociedade e uma transformação profunda em sua qualidade de vida.

SNCT na Zona Oeste mostra projetos de pesquisa e extensão da Uerj e destaca mulheres na produção científica
Pilhas feitas com batata, moedas e papel-alumínio. Filtros de carvão que limpam água contaminada por ferro. Um jogo da memória que apresenta Ada Lovelace, matemática e escritora que criou um algoritmo considerado a primeira linguagem de programação. E uma roleta que celebra cientistas como Mildred Dresselhaus, chamada de “Rainha da Ciência do Carbono”. Essas foram algumas das atrações que ocuparam o ginásio do Centro Esportivo Miécimo da Silva, em Campo Grande, nos dias 20 e 21 de outubro, durante a 22ª Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT) na Zona Oeste. Com o tema “Ciência Delas” — o mesmo da 23ª edição da SNCT e da I SNCT Uerj —, em homenagem às mulheres cientistas, o evento coordenado pela Uerj expôs mais de 80 projetos de pesquisa e extensão nos estandes da Universidade. Financiada com recursos da FAPERJ e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), a SNCT Zona Oeste reuniu diversas instituições de ensino e ciência com presença na região, além de escolas das redes públicas estadual e municipal. Para Ida Carolina Neves Direito, professora da Faculdade de Ciências Biológicas e Saúde (FCBS) da Uerj-ZO e organizadora da feira, a iniciativa consolida um trabalho iniciado em 2012, desde que a Uerj Zona Oeste passou a atuar na região, buscando integrar essas instituições em prol da ciência e da tecnologia. Entre os mais de 80 projetos expostos, muitos colocaram a presença feminina na ciência como tema central ou como marca de suas equipes.

UFRJ lidera projeto nacional que valoriza saberes alimentares de quilombos e povos de terreiro para fortalecer o SUS
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio do Grupo de Pesquisa e Extensão CulinAfro, lidera um projeto nacional que investiga as práticas alimentares e ancestrais de seis quilombos e seis comunidades de terreiro em todos os biomas brasileiros. Coordenado pela professora Rute Costa, do Instituto de Alimentação e Nutrição (IAN), do Centro Multidisciplinar Macaé, e do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências e Saúde (Ppgecs), a iniciativa visa produzir materiais educativos que subsidiem o trabalho dos profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS) do SUS com foco em equidade e competência cultural. Intitulado como “Promoção de Alimentação Adequada e Saudável em Afroperspectiva”, o projeto analisa práticas culinárias, sistemas alimentares, quintais produtivos e narrativas comunitárias para promover o diálogo entre os conhecimentos tradicionais e as recomendações do Guia Alimentar para a População Brasileira. A iniciativa será lançada em novembro, mês do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. A pesquisa, que teve início neste ano e se encerra no começo de 2027, com visita a 12 comunidades, considera que a alimentação praticada nas comunidades quilombolas e nas unidades tradicionais de terreiro está em confluência com o Guia Alimentar. O Sistema Único de Saúde (SUS), especialmente na Atenção Primária à Saúde, destaca um atributo chamado competência cultural, que deve ser desenvolvido por profissionais e serviços para que tenham capacidade de identificar e compreender diferentes dinâmicas e práticas culturais dos indivíduos e comunidades. O objetivo é garantir um atendimento que considere a identidade e as crenças e combata preconceitos nos atendimentos. A proposta do projeto é ofertar aos profissionais caminhos para o desenvolvimento desse atributo no que se refere aos quilombos e Potmas. O trabalho é realizado em parceria com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Ministério da Saúde (MS), por meio da Coordenação-Geral de Alimentação e Nutrição (Cgan), do Departamento de Promoção da Saúde (Depros) e da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (Saps). Além da UFRJ, a equipe conta com dezenas de pesquisadores negros de diversas regiões e representantes da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e da Universidade do Estado da Bahia (Uneb).

III Mostra de Programas de Pós-Graduação do Rio de Janeiro consolida espaço de integração e divulgação científica
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro, campus Zona Oeste (Uerj-ZO), realizou, em paralelo à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia na Zona Oeste (SNCTZO 2026), a III Mostra de Programas de Pós-Graduação do Rio de Janeiro. Em sua terceira edição, o evento é um espaço de integração, divulgação científica e inovação. Coordenada por Maria Cristina de Assis, da Faculdade de Ciências Biológicas e Saúde (FCBS), em parceria com João Bosco de Salles, da mesma faculdade, a mostra nasceu em 2023 com o objetivo de reunir os alunos dos programas de pós-graduação da Uerj-ZO — Ciência e Tecnologia Ambiental, Ciência e Tecnologia de Materiais e Biotrans (Biomedicina Translacional) — e, desde então, ampliou sua abrangência, agregando instituições como Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), Universidade Federal Fluminense (UFF), Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Unigranrio e Estácio de Sá. Para Maria Cristina, o tema “Ciência Delas” deste ano é especialmente relevante diante do fato de a mulher possuir um histórico de opressão, mas, ainda assim, hoje ocupar todos os campos da sociedade, em todas as áreas. Segundo ela, há grandes nomes de mulheres na pesquisa, mas a divulgação da mulher como pesquisadora ainda é muito incipiente.

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