Cristiane Caruso
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| Plataforma desenvolvida pela Nimbus permite acompanhar a janela climática por horário, ajudando na tomada de decisões empresariais mais estratégicas. Por exemplo, se vale manter o maquinário em campo durante uma obra, ou liberar o equipamento antes que o aluguel vire prejuízo (Foto: Divulgação) |
Em áreas em que o clima afeta os custos, a produção e os riscos das operações, contar com previsões meteorológicas adaptadas à rotina de cada negócio pode contribuir para decisões empresariais mais estratégicas. É nesse contexto que surge a startup fluminense Nimbus Meteorologia, impulsionada pelo fomento da FAPERJ, por meio do edital Programa HUB RJ Startup, criado pela Fundação visando o desenvolvimento e a qualidade do ecossistema de empreendedorismo digital no estado do Rio de Janeiro.
Focada na gestão de riscos associados aos impactos climáticos, atuando no planejamento e pré-execução de operações vulneráveis e críticas dentro dos setores ferroviário, rodoviário, portuário e na construção civil, a empresa realiza planejamento dinâmico com até 15 dias de antecedência frente a um possível desequilíbrio, indicando janelas de oportunidade para a execução de tarefas, oferecendo ações preventivas e não apenas reativas.
“Quando falamos de tempestades, ventos fortes, estamos tratando de vários problemas para a cadeia de infraestrutura, desde atrasos devido a paralisações de operações, até a perda de materiais, perda de mão de obra, desperdícios e prejuízos financeiros”, analisou o meteorologista Luiz Filippe Silva, idealizador e proprietário da Nimbus.
De acordo com ele, a empresa quando surgiu em 2020, utilizou dados meteorológicos, de georreferenciamento e modelos analíticos para desenvolver a plataforma de apoio à tomada de decisão, que, com a validação de mercado, levou ao reposicionamento da solução para construção civil e infraestrutura, consolidando, assim, a Nimbus Meteorologia. Hoje, a empresa opera em diferentes estados da federação, reúne uma carteira com inúmeros clientes no setor privado, além de ter faturamento anual superior a R$ 2,5 milhões, funcionários contratados e previsibilidade de expansão para novos mercados de atuação. O fomento recebido da FAPERJ pelo pesquisador para criar a startup foi de R$ 60 mil.
Mas quanto custa, numa obra, cada dia de maquinário pesado parado esperando o solo secar? Segundo dados da Nimbus, os contratos de locação de maquinário não descontam os dias que a obra parou por chuva. Rolo compactador, motoniveladora, escavadeira: parado ou operando, o aluguel continua igual. Numa obra de terraplanagem travada por solo saturado, isso significa pagar por equipamento parado, por equipe mobilizada sem entregar, e ainda absorver o atraso que essa interrupção empurra para as etapas seguintes. Quem acompanha a janela climática por horário consegue decidir quando vale manter o maquinário em campo e quando vale liberar antes que o aluguel vire prejuízo puro, o que representa uma decisão financeira, não técnica de obra.
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| Luiz Filippe Silva: para o idealizador da Nimbus, as intempéries podem ocasionar problemas diversos para a cadeia de infraestrutura, desde atrasos devido a paralisações de operações, até a perda de materiais, perda de mão de obra, desperdícios e prejuízos financeiros (Foto: Divulgação) |
Para realizar a previsão do tempo no local da obra e avaliar os riscos das condições no cronograma de execução, na perda de materiais e na segurança dos trabalhadores, tornando a decisão do gestor mais ágil e assertiva, o que gera redução de prejuízos e aumento de produtividade, a startup aposta em novas aplicações de dados combinando tecnologia e informações coletadas diretamente no território para reduzir a distância entre a previsão meteorológica e a realidade de cada local.
“Somos uma plataforma de inteligência climática, que está em plena expansão. E tudo inicia a partir do fomento da FAPERJ que viabilizou todo o nosso Produto Mínimo Viável, além de nos ajudar na definição do modelo de negócio e do mercado alvo. Sem o fomento da FAPERJ teria sido muito mais difícil ter o sistema, os clientes e o mercado alvo que atuamos hoje. Esse fomento foi fundamental para criar a base do que temos”, finalizou Silva.
O edital Programa HUB RJ Startup reside no estímulo ao desenvolvimento de ideias capazes de gerar modelos funcionais e fortalecer empreendedores, a exemplo da startup Nimbus Meteorologia. “Com esse edital apostamos na expansão e interiorização do programa para democratizar o acesso ao empreendedorismo inovador, gerar oportunidades, promover a inclusão social e fortalecer o desenvolvimento econômico em todo o estado do Rio de Janeiro, especialmente em comunidades em situação de vulnerabilidade social.”, definiu Caroline Alves, presidente da FAPERJ.