Débora Motta
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| Mesa de abertura da cerimônia de lançamento do edital de Apoio à Divulgação Científica e Popularização da Ciência no RJ: a partir da esq., Ana Tereza Vasconcelos, Ronaldo Damião, Juana Nunes, Antonio Claudio Nóbrega, Christy Pato, Mônica Dahmouche e Andréa Costa (Foto: Guilherme Madureira) |
A Fundação anunciou, nesta quarta-feira, 21 de outubro, em cerimônia no Palácio Guanabara, sede do governo estadual, o lançamento da chamada Apoio à Divulgação Científica e Popularização da Ciência no Estado do Rio de Janeiro (Edital FAPERJ Nº 33/2026). O programa tem o objetivo de apoiar, nos municípios fluminenses, projetos que promovam a Divulgação Científica e a Popularização da Ciência, a fim de aproximar a população do trabalho que vem sendo realizado pelos cientistas nas universidades e centros de pesquisa e contribuir para a democratização do conhecimento acadêmico.
Por meio do edital, serão contempladas iniciativas como olimpíadas científicas, feiras, clubes de ciência, ações itinerantes, formação de jovens cientistas e projetos de comunicação pública. A iniciativa abrange ainda o apoio a museus, centros de ciência, planetários e diversas outras formas de difusão do saber. O prazo para submissão online de projetos vai até 10 de novembro.
Na mesa de abertura, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Antonio Claudio da Nóbrega, destacou a importância do apoio à Popularização da Ciência como política de estado. “A ciência é um instrumento fundamental para promover o desenvolvimento e a soberania. Um dos nossos eixos de trabalho na Secretaria é promover uma maior aproximação dos cientistas com a sociedade, por meio do fortalecimento da divulgação dos projetos de pesquisa, e, nesse espírito, se encaixa o conjunto de ações lançadas por esse edital da FAPERJ”, disse o secretário.
Ele acrescentou que, para que a população valorize mais o trabalho científico, é preciso ampliar a divulgação do conhecimento, além dos muros da academia. “O processo civilizatório se deu como resultado dos esforços de produção e de compartilhamento da ciência, com a descoberta dos antibióticos e vacinas, por exemplo. Precisamos ter gerações sucessivas que não duvidem da credibilidade da ciência”, justificou. Nóbrega citou ainda, entre as ações adotadas recentemente na Secretaria Estadual de CT&I (SECTI), a institucionalização do Conselho Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (CONECTI-RJ) – ente colegiado voltado à formulação e avaliação da Estratégia Estadual de CT&I –, por meio de decreto publicado nesta terça-feira, dia 20 de outubro, no Diário Oficial.
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| O secretário estadual de CT&I, Antonio Claudio Nóbrega, exibe, ao lado dos integrantes da mesa de abertura do evento, o documento que oficializou o lançamento do edital, concebido para apoiar projetos de Difusão Científica e de Popularização da Ciência em municípios fluminenses (Foto: Guilherme Madureira) |
A coordenadora da recém-criada Comissão Permanente de Popularização da Ciência do Estado do Rio de Janeiro, Mônica Dahmouche, que representou a presidente da FAPERJ, Caroline Alves, na solenidade, afirmou que o edital marca um novo ciclo para a Popularização da Ciência no estado. “Agradeço à sensibilidade da nossa presidente por instituir, pela primeira vez na FAPERJ, essa comissão voltada especificamente à Popularização da Ciência, e também pelo lançamento desse edital. Há 12 anos a Fundação não lançava um edital concebido especificamente para fomentar projetos de Divulgação Científica e Popularização da Ciência”, assinalou.
Em seguida, Mônica apresentou os objetivos e critérios de seleção do edital à plateia, que lotou o auditório do prédio anexo do Palácio Guanabara. “O edital contempla iniciativas de Divulgação e Popularização da Ciência concebidas para um público diverso, que inclui alunos das escolas, o público que frequenta os museus e os frequentadores dos eventos de rua, de todas as idades. Nosso objetivo é fortalecer a cultura científica da população. Segundo a pesquisa ‘Percepção Pública da C&T no Brasil’ – coordenada pelo Ministério da CT&I e pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) –, o brasileiro se interessa, sim, por ciência, mas não visita mais os museus porque temos poucos. Em Duque de Caxias, na Região Metropolitana do Rio, temos apenas um museu de ciências, e eles se tornam mais raros ainda no interior do estado”, citou.
Também participaram da mesa de debates o secretário estadual de Saúde, Ronaldo Damião; a diretora de Popularização da Ciência, Tecnologia e Educação Científica da Secretaria de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social (Sedes/MCTI), Juana Nunes; o secretário-executivo do Conselho Nacional de Educação, órgão vinculado ao Ministério da Educação (MEC), Christy Ganzert Pato; a presidente da Associação Brasileira de Centros e Museus de Ciências, Andréa Fernandes Costa; e a professora Ana Tereza Ribeiro de Vasconcelos, representando a presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Francilene Garcia.
Estiveram presentes diversos gestores, pesquisadores e autoridades, entre eles, a reitora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Gulnar Azevedo Silva; o subsecretário da Secretaria Extraordinária de Representação do Governo do Estado do Rio de Janeiro em Brasília, Gustavo Boto; e o subsecretário de Inovação da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado do Rio de Janeiro, Mauricio Guedes.
Leia abaixo o edital na íntegra: