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Publicado em: 19/05/2022 | Atualizado em: 19/05/2022

Uma plataforma para medir a emissão de carbono por veículos de modelos variados

Claudia Jurberg

Projeto prevê a realização de cálculo, em tempo real, das emissões específicas de carbono de veículos automotores individuais e frotas, capaz, ao mesmo tempo, de estimar a compensação ecológica para neutralizar as emissões de CO2 através de negócios sustentáveis, como os créditos de carbono

Monitoramento de veículos automotores com a medição das emissões de gases que provocam efeito estufa e quais as possíveis compensações ecológicas estão dentro do projeto do empreendedor Ricardo Augusto Braun, que ganhou recursos FAPERJ dentro do edital Programa Doutor Empreendedor: Transformando Conhecimento em Inovação.

A equipe, liderada por Braun, desenvolve o projeto Mobilidade C3 que significa Carro, Compensa, Carbono. Uma plataforma 3 em 1, que mede em tempo real, a distância percorrida (km), a quantidade de CO2 emitida pelo tipo e marca do veículo durante o percurso e o número de árvores para compensar as emissões geradas pela viagem.

Aprovado em processo seletivo para integrar a incubadora do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), o grupo pretende desenvolver uma forma comercial de alinhamento ao sistema mundial de precificação de carbono e, a partir de parcerias com empresas e instituições de silvicultura, em diversos biomas brasileiros, estabelecer formas de compensação ecológica.

Segundo Braun, ainda não existe no mercado plataforma ou aplicativo que calcule, em tempo real, as emissões específicas de carbono de veículos automotores individuais e frotas e, ao mesmo tempo, estime a compensação ecológica para neutralizar as emissões de CO2 através de negócios sustentáveis, como os créditos de carbono.

Ricardo Braun: pesquisador espera conseguir, por meio de plataforma digital, calcular compensações ecológicas de cada veículo monitorado 

Dentro do projeto, já está em funcionamento um laboratório off-line que mediu, de forma piloto, emissões de carbono por veículos de modelos variados, de diferentes anos de fabricação, em diferentes estados brasileiros. Foram avaliados carros de 2001 a 2022, durante vários dias, calculado a emissão de carbono por cada um dos veículos e qual seria a necessidade de plantio de árvores ou a preservação de florestas para compensar as emissões de CO2, seguindo as recomendações do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPPC) e o objetivo 13 das Nações Unidas para sustentabilidade.

O desafio atual é a busca por uma saída do universo off para o online, transformando poucos dados em milhares de informações e formas de compensações. E o objeto do desejo é uma ferramenta que traga soluções econômicas e ambientais, permitindo o arquivamento de dados gigantescos e o processamento de análises variadas.

Pós-doutor em Participação Social e Mudanças Climáticas, pela Universidade de Aberdeen, do Reino Unido, Braun explica que, a partir das parcerias com empresas de rastreamento de veículos, quer analisar veículos automotores e frotas via plataforma digital de monitoramento ambiental, e espera conseguir calcular compensações ecológicas de cada veículo monitorado e com isso contribuir com ações de combate às mudanças climáticas. O projeto Mobilidade C3 recebe apoio FAPERJ desde 2021.

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