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Publicado em: 12/03/2026 | Atualizado em: 12/03/2026

Notas – Semana de 12 a 18 de março de 2026

Uma vida dedicada à pesquisa: Eliete Bouskela é laureada como Professora Emérita da Uerj, em reconhecimento à sua trajetória acadêmica (Foto: George Magaraia)

Eliete Bouskela recebe título de Professora Emérita da Uerj
A Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) concedeu à médica, pesquisadora e diretora Científica da FAPERJ, Eliete Bouskela, o título de Professora Emérita, uma das mais altas distinções acadêmicas da instituição. A homenagem reconhece a trajetória de uma das cientistas brasileiras de maior projeção internacional e sua contribuição para o desenvolvimento da pesquisa científica na universidade e no País. A cerimônia foi realizada nesta quarta-feira, 11 de março, na Capela Ecumênica do campus Maracanã. A honraria é concedida a docentes aposentados da Uerj que tenham se destacado por sua atuação no ensino, pela produção científica ou pela prestação de serviços relevantes à universidade. Egressa do Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (Ibrag), Eliete é especialista em Fisiologia cardiovascular (microcirculação) e pesquisa clínica em obesidade, resistência à insulina, choques séptico e hemorrágico, além do uso de métodos não invasivos para detecção precoce de risco cardiovascular em doenças crônicas. Em 2024, tornou-se a primeira mulher presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM) em quase dois séculos de história da instituição. Eliete também é membro titular da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da European Academy of Sciences and Arts, da The World Academy of Sciences (TWAS) e membro associado estrangeiro da Academia Francesa de Medicina, entre outras distinções acadêmicas. A mesa solene foi presidida pela reitora da Uerj, Gulnar Azevedo e Silva. A presidente da FAPERJ Caroline Alves, participou da cerimônia.

FAPERJ recebe REARI-RJ para primeira reunião da Rede em 2026
A Fundação recebeu nesta quinta-feira, dia 12 de março, representantes da Rede de Assessorias Internacionais das Instituições de Ensino Superior do Rio de Janeiro (REARI-RJ) para a realização da sua primeira reunião em 2026. O encontro teve como objetivo apoiar a aproximação da FAPERJ com as instituições de ensino e pesquisa do estado do Rio de Janeiro, bem como promover a troca de informações sobre as cooperações internacionais já em andamento nessas instituições. A iniciativa integra as ações do novo plano de internacionalização da Fundação, voltado ao fortalecimento das parcerias estratégicas e à ampliação da inserção internacional da ciência fluminense. A REARI-RJ é uma rede que reúne as assessorias internacionais das Instituições de Ensino Superior (IES) do estado, com o objetivo de fortalecer a articulação entre as instituições, compartilhar boas práticas e fomentar estratégias conjuntas de internacionalização acadêmica e científica. Participaram da reunião assessoras da Diretoria Científica e da Assessoria Internacional da FAPERJ, além de representantes do Cefet/RJ, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Universidade Federal Fluminense (UFF), Instituto Federal Fluminense (IFF), Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ) e Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). Durante o encontro, a FAPERJ também compartilhou perspectivas sobre as próximas iniciativas de cooperação internacional, informando que a previsão é que o calendário das chamadas internacionais da Fundação seja divulgado a partir de maio.

Mychael Lourenço recebe o Prêmio ALBA-Roche de Excelência em Pesquisa em Neurociência
Professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mychael Lourenço foi agraciado com o Prêmio ALBA-Roche de Excelência em Pesquisa em Neurociência de 2026 em reconhecimento às suas contribuições excepcionais para a compreensão dos mecanismos moleculares que impulsionam o declínio cognitivo e as alterações de humor em doenças neurológicas. O anúncio aconteceu nesta terça, dia 10 de março, pelo Comitê Organizador do prêmio. A cerimônia de premiação será realizada no Fórum da Federação de Sociedades em Neurociência da Europa, em 8 de julho. Apoiado pela Roche e apresentado pela Rede ALBA, o prêmio reconhece cientistas em meio de carreira que demonstraram conquistas excepcionais em neurociência e destaca a originalidade, a independência e a pesquisa em neurociência que oferece potencial para aprimorar a compreensão dos mecanismos causais das doenças cerebrais. Bacharel em Genética, Lourenço obteve os títulos de Mestre e Doutor em Química Biológica, prosseguindo com pesquisa no pós-doutorado em neurociência, sob a orientação de Sergio Ferreira e de Fernanda De Felice, com um breve período como pesquisador visitante em Neurociência na Universidade de Columbia (EUA). De volta ao Brasil, estabeleceu seu programa de pesquisa na UFRJ, onde atualmente atua como professor no Instituto de Bioquímica Médica. A pesquisa de Lourenço aborda um dos desafios mais urgentes da neurociência: o declínio cognitivo precoce e debilitante na doença de Alzheimer. Suas contribuições científicas foram reconhecidas com o Grande Prêmio Capes de Tese, o Prêmio Blas Frangione de Realização em Início de Carreira (Associação de Alzheimer), e a seleção entre os "Pesquisadores em Início de Carreira para Observar" da Nature Medicine. Em sua trajetória, Lourenço foi contemplado em diversos programas de fomento à pesquisa da FAPERJ, incluindo o “Jovem Cientista do Nosso Estado”, um dos mais concorridos da Fundação, que prevê apoio financeiro por três anos. O pesquisador também recebe o apoio da Ciência Pioneira, iniciativa do Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino (IDOR), da qual a FAPERJ é parceira. Mais informações: https://www.alba.network/alba-roche-prize

Canal da FAPERJ no YouTube traz reportagem sobre monitoramento ambiental na costa do RJ
Vídeo publicado nesta quinta-feira, 12 de março, no Canal da FAPERJ no YouTube, traz detalhes dos estudos de um grupo de pesquisadores do Laboratório de Avaliação e Promoção da Saúde Ambiental (Lapsa) do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz). A equipe monitora tubarões e raias a fim de avaliar a contaminação marinha e a segurança alimentar da costa fluminense. Entre os principais achados está a existência de uma forte contaminação por metais pesados, como arsênico e mercúrio, que já impacta negativamente a saúde desses animais. O grupo de pesquisa é coordenado por Rachel Ann Hauser-Davis, que conta com o apoio da FAPERJ por meio dos editais Cientista do Nosso Estado e Pensa Rio (Apoio ao Estudo de Temas Relevantes e Estratégicos para o Estado do Rio de Janeiro - 2025). Assista ao vídeo em https://youtu.be/eknBx8SYqVU. Você também pode nos ajudar a atualizar o Canal, sugerindo pautas sobre o seu projeto ou as atividades do seu laboratório, instituição ou empresa. Envie sua colaboração para: boletim@faperj.br

SBPC e UFF lançam os trabalhos para o início da 78ª Reunião Anual em Niterói
A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Universidade Federal Fluminense (UFF), a Prefeitura de Niterói e a FAPERJ participam, nesta sexta-feira, 13 de março, às 10h, no Auditório do Caminho Niemeyer, da solenidade que irá marcar o início da mobilização para a 78ª Reunião Anual da SBPC, maior evento científico da América Latina, que será realizado de 26 de julho a 1º de agosto de 2026, na universidade em Niterói. Realizada desde 1949 e reconhecida como o maior encontro científico da América Latina, a Reunião Anual da SBPC reúne pesquisadores, professores, estudantes e público interessado em ciência para discutir temas centrais da agenda nacional nas áreas de Ciência, Educação, Tecnologia e Inovação. A edição de 2026 terá como tema “Ciência para todos: soberania, desenvolvimento e inclusão” e a expectativa é reunir cerca de 50 mil participantes ao longo de sua programação científica, educacional e cultural.

Livro que analisa a relação entre hospitalidade e turismo no Vale do Café fluminense tem lançamento em 20/03
Será lançado no próximo dia 20 de março, sexta-feira, a partir das 14 horas, na Sala de Defesas do Programa de Pós-Graduação de Ciências Sociais em Desenvolvimento, Agricultura e Sociedade da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (CPDA-UFRRJ), o livro Hospitalidade como tecnologia no turismo: produção e consumo no Vale do Café fluminense (Rio de Janeiro: Mórula Editorial, 2026, 400 p.), de Dan Gabriel D’Onofre, professor do Departamento de Hotelaria e Serviço Social do Instituto de Ciências Sociais Aplicadas da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e dos Programas de Pós-graduação em Ecoturismo e Conservação da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (PPGEC/UNIRIO). Financiado pelo programa Apoio à Editoração, da FAPERJ, o livro apresenta uma abordagem original e criativa do emergente turismo rural fluminense. Este tema foi recentemente abordado no livro da pesquisadora Valéria Maria de Souza Lima, Turismo rural no estado do Rio de Janeiro: contexto, reflexões e perspectivas (Rio de Janeiro: Fólio Digital, 2024, 448 p.), financiado também pelo programa de apoio editorial da FAPERJ. O trabalho de Dan D’Onofre é centrado na região conhecida como Vale do Café, no Sul Fluminense, polo turístico regional que abrange um conjunto de 15 municípios vinculados historicamente à pujança da economia cafeeira no País representando, em meados do século XIX, cerca da 75% do café consumido no mundo e que deixou como legado patrimonial em torno de 30 fazendas históricas abertas para visitação. O autor trabalha o conceito de "hospitalidade" como uma articulação que envolve técnicas e estratégias de recepção, hospedagem comercial, hotelaria, alimentação/gastronomia e entretenimento, sempre mediadas pela cultura material (valorização da arquitetura, do mobiliário, de artefatos característicos do local etc.), sem descuidar do elemento fundamental no turismo, que é a paisagem. Trata-se de uma contribuição importante não apenas para os estudos sobre turismo e hospitalidade, mas também para os debates sobre o novo rural, a paisagem, a cultura material e sua relação com a tecnologia. Além disso, ao lançar luzes sobre os atores, políticas, processos e práticas que conformam o turismo no Vale do Café fluminense do século XXI, o autor oferece insights valiosos para gestores públicos e aqueles interessados nas dinâmicas que moldam o processo de turistificação. Mais informações: https://morula.com.br/produto/hospitalidade-turismo/

UFF abre inscrições para 81 vagas de professores
Estão abertas as inscrições para os concursos públicos que vão selecionar 81 professores para a Universidade Federal Fluminense (UFF). Os editais, publicados no Diário Oficial da União, contemplam oportunidades para o magistério superior e para o Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT). Do total, 76 vagas são destinadas ao magistério superior, com atuação em unidades da UFF em Niterói, Angra dos Reis, Campos dos Goytacazes, Macaé, Volta Redonda, Santo Antônio de Pádua e Rio das Ostras. As inscrições seguem até o dia 2 de abril e devem ser feitas exclusivamente pelo endereço eletrônico https://app.uff.br/cpd/. As oportunidades abrangem diferentes áreas do conhecimento, entre elas, Ciência Política, Ciências Atuariais, Direito, Economia, Engenharia Eletrônica, Inteligência Artificial, Língua Inglesa, Marketing, Medicina e Psicologia. As outras cinco vagas são destinadas ao EBTT, com lotação no Colégio Universitário Geraldo Reis (Coluni-UFF). Nesse caso, as inscrições podem ser realizadas até o dia 24 de março, pelo site. Os candidatos devem consultar atentamente os editais para verificar requisitos, etapas de seleção, cronograma e demais orientações: Edital nº 33/2026 e Edital nº 32/2026.

Projeto de parque-esponja da UFRJ propõe redução de enchentes na Baixada Fluminense
Diante das enchentes e deslizamentos causados pelas chuvas de verão, soluções desenvolvidas nas universidades podem ser importantes instrumentos de apoio à gestão pública. Um exemplo é o projeto desenvolvido na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) para criar um parque-esponja capaz de absorver as águas de enchentes dos rios Iguaçu e Sarapuí, na Baixada Fluminense, e ainda preservar sítios arqueológicos e vegetação remanescente da Mata Atlântica. O Parque Estadual do Quilombo do Bomba ocuparia uma área de mais de 3,3 milhões de metros quadrados com equipamentos públicos, ciclovia e mirantes para a Baía de Guanabara. A proposta prevê a preservação de uma área equivalente a 530 campos de futebol e um minucioso planejamento de integração com o entorno, na região conhecida como Campo do Bomba, às margens da Rodovia Washington Luiz (BR-040), beneficiando não só os moradores vizinhos do bairro de São Bento, em Duque de Caxias, mas também quem vive em Nilópolis, Mesquita, Belford Roxo, São João de Meriti e Nova Iguaçu. O projeto coordenado pela professora Ana Lúcia Britto, do Programa de Pós-Graduação em Urbanismo (Prourb) da UFRJ, já recebeu um prêmio internacional, o Design For a Better World Award (Prêmio Design para um Mundo Melhor), mas ainda tem um longo caminho para se tornar realidade. O projeto foi inspirado no conceito de cidade-esponja, criado pelo arquiteto chinês Kongjian Yu, para atender a uma demanda das associações de moradores de Duque de Caxias. O Parque Estadual do Quilombo do Bomba prevê a criação de áreas gramadas e jardins, 17 quilômetros de ciclovias, quadras esportivas, parquinho com brinquedos infantis e áreas para piqueniques. O projeto, que contou com apoio da FAPERJ (veja o video), também sugere a construção de uma estação de trem, pontos de ônibus, mirantes para a Baía de Guanabara, creche e outras instalações que atendam às necessidades da comunidade. As edificações teriam tijolos produzidos localmente, sendo uma solução sustentável de intervenção e respeitando a tradição local da autoconstrução.

Programa Claf-Conicet abre inscrições para pós-doutorado em Cooperação Latino-Americana em Física na Argentina
Estão abertas, até 16 de março, as inscrições para a chamada 2026 de Bolsas Internas Pós-Doutorais promovida pelo Consejo Nacional de Investigaciones Científicas y Técnicas (Conicet) e pelo Centro Latino-Americano de Física (Claf). Ao todo, são ofertadas cinco bolsas, com duração de 36 meses e início previsto para 1º de agosto de 2026. O edital é destinado a candidatos estrangeiros provenientes de países membros do Claf (com exceção da Argentina) que tenham concluído suas teses de doutorado e busquem aperfeiçoar sua formação acadêmica ou especialidade, bem como desenvolver atividades de pesquisa básica, aplicada ou de desenvolvimento tecnológico. As áreas temáticas contempladas são Física de Altas Energias e Astropartículas, Física Nuclear e Física de Plasmas, Física de Materiais e Nanotecnologia e projetos de pesquisa associados a grandes infraestruturas científicas. O Conicet será responsável pelo financiamento das bolsas, no entanto, pessoas interessadas deverão submeter suas candidaturas por e-mail ao Claf, que conduzirá a etapa inicial do processo de seleção. Informações complementares, assim como o edital completo, podem ser encontradas no site do Conselho. E-mails para submissão: claf@cbpf.br (cc: ulisses@cbpf.br).

ABC está com vaga aberta para estágio em Mídias Sociais e Audiovisual
A Academia Brasileira de Ciências (ABC) está com processo seletivo aberto para estágio em mídias sociais e audiovisual. A vaga é destinada a estudantes a partir do 2º período da graduação em Comunicação Social, Estudos de Mídia, Cinema e Audiovisual, ou correlatos, e faltando pelo menos dois anos para a conclusão. A experiência permitirá ao selecionado aprimorar suas habilidades no manejo das redes sociais da ABC, sob supervisão de profissionais da Gerência de Comunicação. O estágio oferece bolsa de R$ 1.200,00; vale refeição e/ou alimentação no valor de R$ 40,46 por dia; e auxílio transporte no valor de R$ 320,00. A carga horária é de 30 horas semanais, com um dia home-office e quatro presenciais no Centro do Rio de Janeiro. Acesse aqui o edital.

INCT Futebol promove primeiro webinário de 2026
O primeiro webinário de 2026 do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Estudos do Futebol Brasileiro (INCT Futebol) será na próxima quarta-feira, 18 de março, às 19h20, com o tema: "Futebol de mulheres e memórias da década de 1980". A entrevistada será Lúcia Reis, que foi atleta de futebol na década de 1980, tendo atuado no Esporte Clube Radar. Graduada e mestra em Educação Física pela Universidade Gama Filho, Lúcia atualmente, trabalha como professora de Educação Física no município do Rio de Janeiro. Ela também já atuou no ensino superior como docente do Centro Universitário Augusto Motta e da Universidade Gama Filho, com dedicação à formação de professores. No webinário, Lúcia irá compartilhar sua experiência com o futebol de mulheres na década de 1980 e refletir sobre os desafios e conquistas alcançadas nesse período. A mediação será das professoras Caroline de Almeida e Mariane Pisani, ambas do INCT Futebol. O webinário será transmitido pelo YouTube do INCT Futebol (@INCTFutebol).

Uerj realiza simpósio inédito com alunas de escolas públicas para estimular participação de meninas e mulheres na ciência
Com o objetivo de incentivar a inserção feminina nas ciências, a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) promoveu o I Simpósio de Meninas e Mulheres nas Ciências, nesta quarta-feira, 11 de março, no Teatro Odylo Costa, filho, no campus Maracanã. Na ocasião, foram apresentados diversos projetos universitários que valorizam a presença das mulheres nas áreas de Ciências Exatas e da Terra, Engenharias e Computação. O evento contou com a presença de cerca de 500 alunas de escolas públicas dos ensinos fundamental e médio. As apresentações foram ministradas pelos coordenadores responsáveis, com o objetivo de explicar como são as experiências práticas e as perspectivas de carreira para as estudantes. Luana Pinho, coordenadora do simpósio e do projeto "O mar é delas", da Faculdade de Oceanografia, destaca o ineditismo do evento, que reuniu vários projetos para apresentá-los de forma conjunta à sociedade. Um dos projetos apresentados foi o "Meninas pelo Clima: ciência, tecnologias e inovação para o enfrentamento das mudanças climáticas", da Faculdade de Educação da Baixada Fluminense (FEBF). A iniciativa desenvolve, em sete escolas públicas de Duque de Caxias, atividades de educação científica e justiça climática com o uso de tecnologias digitais e práticas investigativas. O evento contou com o apoio da FAPERJ e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Aula Magna do Impa Tech terá Maria Silvia Bastos e Virgílio Almeida
Com a chegada de mais 100 alunos de todo o Brasil, a graduação gratuita do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) entra no terceiro ano. A assessora-chefe da Prefeitura do Rio de Janeiro, Maria Silvia Bastos Marques, e o professor emérito da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Virgílio Almeida, darão as boas-vindas aos novos alunos do Impa Tech, programa de graduação do Instituto. O bacharelado gratuito, que atrai estudantes de todo o país, recebe sua terceira turma no dia 16 de março, no Porto Maravalley, na Zona Portuária do Rio de Janeiro. Os 100 novos alunos, selecionados em todo o Brasil pelo desempenho em olimpíadas do conhecimento, como a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) e o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), vão se juntar às duas primeiras turmas do curso. Premiado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) por pesquisas em Inteligência Artificial, Virgílio Almeida é uma das principais referências brasileiras no tema. Primeira mulher a presidir o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Maria Silvia construiu carreira de destaque na administração pública. Com proposta de formação integral e currículo interdisciplinar, o Impa Tech inicia o ano letivo apostando em palestras inspiradoras. Assim como nos anos anteriores, o processo seletivo de 2026 reservou até 80% das vagas para candidatos medalhistas em cinco olimpíadas científicas. O restante foi destinado aos jovens com bom desempenho na prova de Matemática do Enem.

Grupo de estudos da Uerj une ciência e afeto em pesquisa sobre autismo e serviços assistidos por animais
Na Faculdade de Formação de Professores (FFP), campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em São Gonçalo, pesquisadores, estudantes, pais e mães de crianças com transtorno do espectro autista (TEA) têm comprovado que o vínculo entre seres humanos e animais pode ir além do afeto e se tornar também um eficiente apoio terapêutico, com bases científica e educacional. Criado em 2015 e coordenado pela professora Vanessa Breia, o Grupo de Estudos e Pesquisas em Autismo e Intervenções Assistidas por Cães (Gepac) é um projeto de pesquisa e extensão que visa oferecer atendimento de qualidade em serviços assistidos por animais (SAA). O trabalho interdisciplinar reúne profissionais e estudantes das áreas de Educação, Psicologia, Biologia, Comportamento Animal, Letras, Enfermagem e Psicomotricidade. O Gepac é estruturado em três eixos: pesquisa, extensão e formação. O grupo realiza estudos acadêmicos, publica artigos científicos e promove eventos — como a Jornada de Autismo da Uerj, que chegou à sua quinta edição em 2025 — nos quais são organizadas rodas de conversa e oficinas práticas sobre temas como inclusão escolar, mercado de trabalho para pessoas neurodivergentes e políticas públicas de atenção ao autismo. As atividades são abertas à comunidade e reúnem familiares, profissionais da educação, estudantes e pessoas com TEA. O objetivo é construir um espaço de diálogo horizontal, onde a produção de conhecimento esteja conectada à vivência cotidiana e às demandas sociais. A proposta abrange práticas que envolvem o uso planejado e supervisionado de animais treinados para contribuir com processos terapêuticos, educacionais ou de socialização. No caso do Gepac, as pesquisas buscam compreender como a presença e a interação com cães podem favorecer a comunicação, a atenção e o bem-estar emocional de crianças e jovens com autismo. Além do impacto individual, as ações do Gepac têm também reflexos comunitários, promovendo mudanças na percepção social sobre o autismo, no combate a maus tratos a animais e sobre o papel dos animais na educação e na saúde. As inscrições para estudantes da Uerj e pessoas da comunidade externa interessados em conhecer mais sobre o Gepac ou participar das atividades de extensão, voluntariado e eventos acadêmicos podem ser feitas pelo email gepactea@gmail.com

UniRio instala o banco vermelho da campanha contra o feminicídio
A Pró-Reitoria de Ações Afirmativas, Diversidade e Inclusão (Proaf) da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) promoveu nesta segunda-feira, 9 de março, uma ação que visa reforçar a campanha nacional contra o feminicídio, iniciativa sob orientação da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes). A ação inaugurou o “Banco Vermelho – Nos Queremos Vivas!”, no campus da Reitoria. O Projeto Banco Vermelho é coordenado pelo Instituto Banco Vermelho (IBV), que incentiva instalações dos bancos em espaços públicos, agregando conteúdos, palestras e ações cujo enfoque é o feminicídio zero no Brasil. A  instalação do banco vermelho na Praça Antônio Caetano Dias, no campus da Reitoria, além da intervenção simbólica na paisagem, representa ainda um espaço para encontro, reflexão e acolhimento. O Projeto Banco Vermelho foi criado pela lei 14.942/2024, que prevê ações preventivas de enfrentamento da violência de gênero, do feminicídio e de todas as formas de violência contra as mulheres.

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