Cristina Cruz
![]() |
| Os estudos buscam compreender diferentes dimensões dos transtornos relacionados à saúde mental e desenvolver estratégias de intervenção capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar da população (Foto: Freepik) |
Pesquisas conduzidas na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) vêm ampliando o conhecimento científico sobre saúde mental ao abordar temas como ansiedade, autoestima, depressão e suas relações com doenças neurológicas. Os estudos buscam compreender diferentes dimensões desses transtornos e desenvolver estratégias de intervenção capazes de contribuir para a melhoria da qualidade de vida e do bem-estar da população. A campanha "Janeiro Branco", que acontece sempre no primeiro mês do ano, procura sensibilizar a sociedade para os impactos do adoecimento mental.
Um dos projetos em andamento analisa os impactos psicofisiológicos da ansiedade em estudantes universitários, grupo que apresenta índices crescentes de sintomas ansiosos. A pesquisa investiga como esses sintomas afetam aspectos acadêmicos, sociais, econômicos e a saúde mental dos jovens, além de propor estratégias de intervenção voltadas ao manejo da ansiedade e à redução de seus efeitos negativos.
Outro estudo apoiado pela Fundação avalia a eficácia de uma intervenção terapêutica em grupo para o aumento da autoestima, baseada no protocolo T’AMA, desenvolvido por Fennell. A pesquisa será conduzida por meio de um ensaio clínico randomizado, com grupos controle ativo e passivo, e tem como objetivo gerar evidências científicas sobre a aplicação dessa abordagem no contexto brasileiro. A baixa autoestima está associada a diversos desfechos negativos, como depressão, ansiedade, distúrbios alimentares e dificuldades no tratamento de outros transtornos psicológicos.
Na área biomédica, uma terceira pesquisa investiga as conexões moleculares entre a doença de Alzheimer e a depressão, duas condições frequentemente associadas, especialmente na população idosa. O estudo busca compreender como alterações na síntese proteica cerebral podem representar um elo entre essas doenças, contribuindo para a identificação de novos mecanismos fisiopatológicos e potenciais alvos terapêuticos.
Para a presidente da FAPERJ, Caroline Alves, o apoio a pesquisas em saúde mental é estratégico para o desenvolvimento científico e social do estado. “A saúde mental é um dos grandes desafios da atualidade e exige respostas baseadas em evidências científicas. Ao apoiar pesquisas que vão da clínica à biologia molecular, a FAPERJ reafirma seu compromisso com a produção de conhecimento de excelência, capaz de gerar impactos concretos na vida das pessoas e subsidiar políticas públicas mais eficazes”, destaca.
Ao fomentar pesquisas que abordam diferentes aspectos da saúde mental, a FAPERJ fortalece a ciência produzida no estado do Rio de Janeiro e contribui para o desenvolvimento de soluções inovadoras, com potencial de beneficiar tanto a prática clínica quanto a formulação de estratégias de cuidado em saúde.