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Publicado em: 05/05/2022 | Atualizado em: 19/05/2022

Startup desenvolve programa aberto de robótica para educação

Paula Guatimosim

Falta comprometimento e paixão pelo que realmente importa: inovar na educação, diz o empreendedor Eduardo Larrubia (Foto: Luana Larrubia)

Bacharel em Sistemas de Informação e com pós-graduação em Governança de Tecnologia da Informação (TI), Eduardo Fernandes Larrubia, diz que quando iniciou seu projeto, em 2019, encontrou um cenário no qual os colégios, sejam tradicionais ou especializados, precisavam de algo que fosse interessante, em especial na área de robótica, que atraísse a atenção dos usuários, fosse barato de executar e consertar, e que agregasse valor às mensalidades de seus alunos. “Ao mesmo tempo em que atrai interesse dos alunos, a robótica atende às expectativas dos pais, que veem na construção dos robôs um resultado concreto”, diz Larrubia, em relação à preferência dos colégios pela robótica. 

Àquela época, ele havia ingressado no Programa Startup Rio: Apoio à Difusão de Ambiente de Inovação em Tecnologia Digital no Estado do Rio de Janeiro, uma parceria entre a FAPERJ e a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), onde permaneceu até 2020.  “Estamos entrando na metade de 2022, várias iniciativas, sejam na forma de startups ou projetos internos de iniciativas maiores, já queimaram dinheiro público e privado e nenhuma trouxe uma solução efetiva”, desa-bafa o desenvolvedor. Segundo ele, ainda hoje os colégios continuam tendo que recorrer ao caro e restritivo Lego®, um produto estrangeiro que pouco condiz com a realidade da maior parte das instituições educacionais. 

O profissional de TI explica que essa carência ainda persiste, em parte, pela incapacidade das lideranças dos projetos em reunir os conhecimentos necessários para a execução; e também devido ao que ele chama de ‘surdez virtual’, ou seja, a incapacidade do desenvolvedor de ouvir as necessidades dos que mais deveriam ser ouvidos, como diretores, pedagogos, professores. Outro entrave à resolução do problema, na opinião de Larrubia, é a falta de comprometimento e paixão pelo que realmente importa: inovar na educação agregando conhecimentos que vão desde soft skills (habilidades relacionadas à personalidade de um profissional) que vêm sendo relegadas a mero discurso de vendas, até conhecimentos práticos de ciências exatas, algo fundamental no mundo atual e futuro que requer maior produtividade. 

“Atualmente, quem desenvolve, ouve apenas a si mesmo”, acredita o Governante de TI, para quem os robôs brasileiros parecem excessivamente rudimentares quando comparados aos chineses e americanos. Por continuar vendo o cenário nacional se degradar, com soluções comercialmente fechadas que mal conseguem continuar funcionais ao longo de um ano letivo, ele decidiu tornar o seu projeto 100% nacional open source para que qualquer instituição de ensino ou da área possa livremente fazer uso de todo o conhecimento produzido. Isso significa disponibilizar de forma digital e gratuita arquivos para impressão 3D das peças plásticas para a montagem dos robôs, dos programas de controle e interação entre alunos e professores, instruções detalhadas para uso por leigos, e do conteúdo letivo que efetivamente é ministrado em sala de aula. 

 Aos 35 anos, Larrubia conta que se interessa por TI desde o segundo grau, quando estudou Eletrônica na Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), passando pelo desenvolvimento de games, inclusive para empresas estrangeiras, até se formar em Governança de TI pela Faculdade Única de Ipatinga (MG). Segundo ele, tal formação veio agregar às suas aptidões a capacidade de liderança em projetos, que já vem rendendo consultorias, inclusive para startups do estado do Paraná. 

Certo de que incomodou o mercado criando um produto aberto, Larrubia acredita que o melhor caminho é capacitar o cliente para que ele tenha todo o controle nas mãos. Para ‘colocar o projeto em pé’, o empreendedor irá lançar um patreon, ou seja, uma ferramenta online de captação de recursos. Semelhante ao crowdfunding, no qual cada apoiador recebe benefícios proporcionais ao seu apoio, a patreon difere por não ter prazo limite para as doações. Está sempre aberta e é conveniente para quem decide acreditar e investir no projeto. “Esta decisão vinha sendo ponderada desde o final da edição do Startup Rio 2019, e agora ela faz mais sentido ainda, quando os patrocinadores viabilizarão maior velocidade e resultados mais rápidos”, garante Larrubia, que inicialmente vem hospedando o projeto em sua página http://www.vrphantom.com

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