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Publicado em: 15/12/2023 | Atualizado em: 15/12/2023

Notas – semana de 14 a 20 de dezembro de 2023

1º Prêmio FRIPERJ-FAPERJ-IPP reúne laureados em solenidade na Casa Firjan
O auditório da Casa Firjan foi palco nesta sexta-feira, 15 de dezembro, da entrega do primeiro Prêmio FRIPERJ-FAPERJ-IPP, que selecionou as melhores teses e dissertações de doutorado e mestrado sobre o Estado do Rio de Janeiro e a Região Metropolitana. A premiação é uma colaboração entre o Instituto Pereira Passos (IPP), autarquia da Prefeitura do Rio; o Fórum de Reitores das Instituições Públicas de Educação do Estado do Rio de Janeiro (Friperj) e a FAPERJ. Doze trabalhos foram premiados, entre primeiro e segundo lugares de Doutorado e Mestrado, além de sete menções honrosas – quatro de Mestrado e três de Doutorado, e uma menção honrosa especial, para um trabalho que aborda a capital fluminense. A comissão julgadora recebeu 242 trabalhos, dos quais 141 dissertações de Mestrado e 101 teses de Doutorado. A análise dos trabalhos ficou a cargo de uma banca formada por doutores indicados de diversas universidades públicas do Rio. Foram distribuídos R$ 46 mil em prêmios, sendo R$ 18 mil para o primeiro colocado na categoria doutorado – além de uma bolsa de pós-doutorado oferecida pela FAPERJ; e R$ 12 mil para o segundo colocado. Na categoria mestrado, os prêmios são de R$ 10 mil e R$ 6 mil, respectivamente. A Coordenadora Técnica de Projetos Especiais do IPP, Andréa Paulo da Cunha Pulici, comandou a solenidade, que contou com mesa formada pelo anfitrião do evento, o diretor de Educação e Cultura da Firjan Vinícius Cardoso, pelo presidente da FAPERJ, Jerson Lima; pelo presidente do Friperj, Roberto Rodrigues, reitor da UFRRJ; pelo presidente do IPP, Carlos Krykhtine; e pela Secretária Municipal de Ciência e Tecnologia, Tatiana Roque; e pelo professor, economista e doutor em Planejamento Urbano e Regional Mauro Osorio da Silva. Na solenidade, o presidente da FAPERJ prometeu publicar todos os trabalhos vencedores, ressaltando que, como uma agência regional, a FAPERJ tem que se voltar para os problemas do Estado do Rio de Janeiro. Ele anunciou ainda o lançamento do  programa Nova Trip, que, nos moldes do programa da Embrapii, fará uma ponte entre as demandas das empresas e as soluções apresentadas pelas instituições. O primeiro lugar na categoria doutorado foi o trabalho “A produção “Mães do Crack”: desconstruções e deslocamentos”, de Zelia Freire Caldeira, doutoranda do Programa de Pós-graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Uerj (PPFH/Uerj). O trabalho trata das lógicas das políticas públicas instituídas no Brasil, relacionadas às práticas de cuidados de mulheres gestantes, usuárias de crack em situação de rua no Rio de Janeiro. Já o primeiro lugar das dissertações de Mestrado ficou para Leandro Galheigo Damaceno, com “Trajetória institucional e desigualdade na Região Metropolitana do Rio de Janeiro”, mestrando também do PPED/UFRJ. A Menção Honrosa Especial foi concedida ao trabalho “Patrimônio cultural e memória do subúrbio de Madureira: o mapeamento cultural como ferramenta de valoração”, pesquisa de Alyne Fernanda Cardoso Reis. Veja aqui a lista completa dos contemplados e suas pesquisas.

Programas de mestrado e doutorado da UFRJ oferecem mais de 680 vagas
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abriu inscrições para os seus programas de mestrado e doutorado com início em 2024.  Os destaques são o Programa de Pós-Graduação em Química e o Programa de Engenharia Química, cada um com 100 vagas. Há ainda vagas na pós-graduação em Geologia, Nanotecnologia, Nutrição, Biotecnologia Vegetal e Bioprocessos e nas áreas de Engenharia Elétrica, Mecânica, Nuclear, de Transportes, de Sistemas e Computação, de Processos Químicos e Bioquímicos. Saiba mais sobre o número de vagas de cada curso, a data limite de inscrições e os editais AQUI.

Projeto de ampliação das coleções biológicas do JBRJ ganha vídeo
Contemplado no edital "Ampliação e digitalização do maior acervo botânico da América do Sul: construindo subsídios à conservação da diversidade vegetal fluminense e brasileira", da FAPERJ, o Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) registrou em imagens e entrevistas o desenvolvimento do projetode ampliação das suas coleções biológicas. Os recursos recebidos foram utilizados nas obras de ampliação da capacidade de armazenamento e de impermeabilização do telhado do Herbário, na aquisição de novos equipamentos e no trabalho de bolsistas Faperj nas Coleções Biológicas. Segundo Rafaela Forzza, pesquisadora do JBRJ e Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, a ampliação do espaço do Herbário e a aquisição de novo mobiliário permitirão ampliara capacidade de armazenamento em 20%. As melhorias também proporcionarão o melhor armazenamento da exsicatas (amostras). Assista ao vídeo AQUI.

Programa de Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário Pedro Ernesto comemora 400 procedimentos
O Programa de Cirurgia Bariátrica do Hospital Universitário Pedro Ernesto da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Hupe/Uerj) chegou à marca de 400 operações, desde setembro de 2021, quando esse tipo de procedimento foi retomado na unidade. Para comemorar a conquista, foi realizada, dia 15 de dezembro, uma cerimônia no Centro de Pesquisa Multiusuário (CePeM) do hospital. Participaram do evento, Ivanice Arouche, representando a secretária estadual de Saúde, Cláudia Mello; o diretor-geral do Hupe, Ronaldo Damião; a diretora Científica da FAPERJ e presidente eleita da Academia Nacional de Medicina (ANM), Eliete Bouskela; e o coordenador do Programa, professor Luiz Guilherme Kraemer, entre outros. O Programa, que conta com apoio da FAPERJ, é oferecido pelo Serviço de Atendimento Integral ao Portador de Obesidade (SAI-Ob) do Hupe/Uerj. Trata-se de uma ação conjunta com a Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro (SES-RJ). O objetivo é atender a pacientes com obesidade associada a diversas comorbidades e que necessitam de tratamento de alta complexidade. As atividades do Programa foram registradas em um vídeo do Canal da FAPERJ no YouTube, que pode ser conferido em: https://youtu.be/S3gCvOsfwbU?si=Mh1UfmiVwYiT6Y5V

Pesquisadora da UniRio é premiada por estudos sobre poluentes plásticos em ambientes aquáticos
A pesquisadora Raquel de Almeida Ferrando Neves, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), é uma das vencedoras da edição 2023 do prêmio Para Mulheres na Ciência, concedido pelo Grupo L’Oréal Brasil, em parceria com a Academia Brasileira de Ciências (ABC) e a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil. Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ, Raquel Neves é bióloga do Departamento de Ecologia e Recursos Marinhos do Instituto de Biociências (Ibio/UniRio) e professora do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade Neotropical (PPGBIO). Em 2023, foi contemplada pelo Programa de Apoio à Jovem Cientista Mulher com vínculo em ICTs do Estado do Rio de Janeiro da FAPERJ. Bolsista de produtividade do CNPq, Raquel foi premiada na categoria Ciências da Vida pelos resultados do projeto PlastiTox, que acompanha os impactos da poluição por plásticos em ambientes aquáticos. Com seus estudos, a pesquisadora e sua equipe vêm avaliando como a poluição tem afetado os serviços ambientais fornecidos pelos sistemas aquáticos. O prêmio – bolsa-auxílio no valor de R$ 50 mil para desenvolvimento de projetos ao longo de 12 meses – foi entregue no dia 4 de dezembro, em cerimônia realizada no Centro de Pesquisa e Inovação da L’Oréal, no Rio de Janeiro.  Mais de 400 projetos foram escritos neste ano, que marcou a 18ª edição do prêmio. Um júri formado por 14 membros da ABC, por um representante da L’Oréal Brasil e outro da Unesco, selecionou as vencedoras. Além da pesquisadora da UniRio foram contempladas na categoria Ciências da Vida: Flávia Figueira Aburjaile, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Jade de Oliveira, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Jaqueline Góes de Jesus, da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública; em Ciências Químicas: Tayana Tsubone, da Universidade Federal de Uberlândia (UFU); em Ciências Físicas: Verônica de Carvalho Teixeira, do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM); e em Ciências Matemáticas: Carla Lintzmayer, da UFU.

Livro sobre Geografia Marinha e Cultura Oceânica será lançado dia 20 de dezembro
O livro “Geografia Marinha e Cultura Oceânica: contribuições da Geografia ao ensino sobre oceano e áreas costeiras nas escolas” (Paco Editorial) será lançado na próxima quarta-feira, 20 de dezembro, às 18 horas, na Blooks Livraria, do Espaço Itaú de Cinema, na Praia de Botafogo, 316. A obra é organizada pela professora Flavia Moraes Lins-de-Barros, do Departamento de Geografia e do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenadora do Laboratório de Geografia Marinha e Gestão Costeira Integrada da UFRJ. Editado com apoio da FAPERJ e do PPGG, o livro, já disponível no site da editora, em  https://www.pacolivros.com.br/geografia-marinha-e-cultura-oceanica, se propõe a fazer um diálogo entre a pesquisa e o ensino, trazendo experiências de projetos e de professores dentro do universo escolar, conceitos, temas e conteúdos de maneira integrada e sistêmica, além de ricas análises do sistema costeiro e marinho e da gestão costeira do Brasil. O trabalho é resultado do projeto de extensão Mar à Vista, também coordenado por Flavia. A obra reúne 14 artigos de pesquisadores de diferentes instituições, organizados em quatro partes: “Desafios e potencialidades do ensino de Geografia Marinha”; “Oceano, zonas costeira e marinha e gestão integrada na atualidade”; “Conteúdos e temas da Geografia Marinha para as escolas”; e “Aplicando os temas e conceitos da Geografia Marinha nas regiões litorâneas brasileiras”. Finalizando as mais de 300 páginas, o livro traz fichas didáticas de temas para serem utilizados em sala de aula. Recentemente, o trabalho realizado no Laboratório de Geografia Marinha e Gestão Costeira Integrada da UFRJ foi tema de um vídeo do Canal da FAPERJ no YouTube, que pode ser acessado pelo link: https://youtu.be/TSN31HD6vAE?si=pUaNJeo_0OyGiDx3.

Uerj e UFRJ avaliam soluções baseadas na natureza para prevenção de enchentes
Uma pesquisa da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) avaliou que, caso fossem implementadas, as estratégias de Soluções baseadas na Natureza (SbN), projetadas pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea), poderiam reduzir o risco de enchentes no estado do Rio de Janeiro, com aumento de até 57% na quantidade de água que pode ser absorvida pelo solo – o que permitiria a retenção de até quase 200 milhões de metros cúbicos a mais de chuva no solo. O estudo foi desenvolvido por Aliny Pires, professora do Departamento de Ecologia e coordenadora do Laboratório de Ecologia e Conservação de Ecossistemas (Lece), da Uerj, e Stella Manes e Mariana Vale, pesquisadoras da UFRJ. As cientistas avaliaram os riscos com base na impermeabilidade à precipitação e o papel da vegetação natural no aumento da permeabilidade à água da chuva no solo, que diminui o escoamento superficial, um dos principais fatores responsáveis pelas enchentes. De acordo com as pesquisadoras, a regeneração natural é uma estratégia barata que consiste em propiciar as condições para que a natureza se recupere, principalmente, próximo a áreas conservadas, permitindo que a biodiversidade contribua com a propagação de sementes. Já a restauração ativa requer um viveiro de mudas e a participação humana é necessária no processo de reflorestamento, o que encarece o trabalho. A SbN também pode auxiliar na mitigação dos efeitos das mudanças climáticas, através da retirada de carbono da atmosfera com o aumento de áreas reflorestadas, e na adaptação do ser humano a essas novas condições ambientais, como no controle das inundações.

Horto Botânico da Uerj é reinaugurado após revitalização
O Horto Botânico da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) foi reinaugurado nesta terça (12 de dezembro), com a colocação de uma placa comemorativa. O espaço reúne uma coleção viva de plantas medicinais e reabre após dois anos de um projeto de revitalização conduzido pelo Centro Biomédico e pelo Instituto de Biologia Roberto Alcantara Gomes (Ibrag). O objetivo é desenvolver ações integradas para uso e conservação de espécies terapêuticas no âmbito do ensino, da pesquisa, da extensão e da inovação no estado do Rio de Janeiro. O Horto Botânico fica no Boulevard 28 de Setembro, 109, fundos, Vila Isabel.

Estudo na UFF explora o uso de planta nativa para combater o mosquito transmissor da dengue
Professores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal Fluminense (UFF), em colaboração com a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal de Viçosa (UFV) e a Universidade Federal do Amapá (Unifap), desenvolveram um estudo que explora o uso do óleo essencial de uma planta nativa para combater o Aedes aegypti. Intitulado “Nanoemulsion of Ocotea indecora (Shott) Mez essential oil: Larvicidal effects against Aedes aegypti”, o artigo foi publicado na revista Industrial Crops & Products e tem como objetivo propor um novo produto para combater o desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue. O nanobioinseticida é derivado da canela-sassafrás (Ocotea indecora), uma planta endêmica do Brasil, que pode ser encontrada nos estados da Bahia, do Espírito Santo, de Minas Gerais, do Rio de Janeiro, de São Paulo, do Paraná, do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, em áreas de Mata Atlântica e Pampa. A proposta foi fazer uso do óleo essencial da planta para desenvolver uma composição inseticida para o controle das larvas do Aedes aegypti. O destaque para o inseticida natural desenvolvido pelos pesquisadores é para a sua estrutura, composto de partículas na escala nanométrica, o que permite a dispersão em meio aquoso. A substância não possui persistência no meio ambiente, e além de ser biodegradável, também possui alta volatilidade, evaporando mais rapidamente do ambiente. Outro diferencial do bioinseticida é o efeito em organismos não-alvos, como abelhas Apis mellifera, que não apresentaram mortalidade na mesma concentração de letalidade das larvas do mosquito, o que sugere que o composto apresenta uma capacidade seletiva. Até o momento, toda a análise foi realizada em laboratório, mas os professores esperam, no futuro, realizar a testagem com o composto em campo.

Uerj promoverá 10ª edição da Jornada de Estudos Linguísticos em 2024
O Programa de Pós-Graduação em Letras da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) irá promover a 10ª edição da Jornada de Estudos Linguísticos (JEL), na modalidade presencial, em 2024. A JEL, que conta com apoio da FAPERJ por meio do programa de Apoio a Eventos Científicos, acontecerá no campus do Maracanã, de 10 a 12 de abril de 2024, e abordará “Perspectivas, Metodologias e Desafios” da Linguística. Coordenada por Fernanda Cavalcanti, a Jornada convida professores, pesquisadores e pós-graduandos a enviar seus trabalhos em forma de comunicação oral, e graduandos e estudantes de ensino médio, seus trabalhos em forma de pôsteres, nas seguintes áreas temáticas: Análise do Discurso, Sociolinguística, Psicolinguística, Cognição, Linguística Aplicada, Ensino de Línguas, Surdez, Linguagem e Tecnologias, Fonética e Fonologia, Morfologia e Sintaxe, Estudos Semióticos. As inscrições serão abertas em breve. Para mais informações consulte even3.com.br/JEL10.

Banda Ciência e Poesia lança álbum Amazônia Sem Garimpo – Volume I
A banda Ciência e Poesia, formada por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com os músicos Lelê Floresta e Bruno Di Lullo, acaba de lançar o álbum “Amazônia Sem Garimpo – Volume I”, com nove composições temáticas.  O trabalho já pode ser ouvido nas plataformas de streaming, basta clicar aqui. As canções foram compostas no contexto do projeto “Impacto do mercúrio em áreas protegidas e povos da floresta na Amazônia: uma abordagem integrada saúde e ambiente”, que conta com apoio da FAPERJ.O projeto é coordenado pelos pesquisadores Ana Claudia Vasconcelos, da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV), e Paulo Basta, da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (ENSP), ambos da Fiocruz. Recentemente, um dos trabalhos vinculados ao projeto, que mostra a contaminação de populações indígenas pelo mercúrio usado no garimpo ilegal, foi tema de vídeo no Canal da FAPERJ no YouTube e pode ser conferido aqui. Ao longo dos últimos cinco anos, o engajamento dos pesquisadores produziu, além de artigos científicos, livros didáticos e acadêmicos, cursos e palestras, vídeo clipes e animações, canções para divulgação científica do tema junto à sociedade nacional. O álbum conta com a colaboração de artistas como Daniel Munduruku, Cátia de França, Moreno Veloso, Dora Morelembaum, Ilessi, Suraras do Tapajós, entre outros.

Pesquisa de mestrado sobre rede social ganha livro
“Cada segundo conta: o uso do TikTok na divulgação científica” é resultado de pesquisa de mestrado desenvolvida por Sabrina Serafim no Programa de Pós-Graduação Mestrado Profissional em Educação, Gestão e Difusão em Biociências, do Instituto de Bioquímica Médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IBqM/UFRJ) e apoiado pela FAPERJ. Com prefácio escrito pela coordenadora do programa de mestrado, Sônia Vasconcelos, e orientado por Grazielle Pereira e Marcelo Borges, o livro será lançado inicialmente no formato e-book e aborda a necessidade de repensarmos a relação entre a produção científica e sua divulgação por meio das mídias sociais. O pré-lançamento está marcado para esta sexta-feira (15/12), a partir das 17h, na Casa da Ciência - UFRJ, Botafogo.

Livro analisa fluxos emigratórios de luso-brasileiros para Angola no pós independência do Brasil
Tendo como ponto de partida a fundação da colônia de Moçamedes, no sul angolano, por emigrantes portugueses oriundos do Brasil no pós 1822, o professor de História da África da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) Washington Nascimento, juntamente com o diretor, curador e produtor cultural angolano Carlos Major, e a professora de História da África da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc/BA) Laila Brichta, organizaram o livro Brasil, Moçâmedes e Mussungo Bitoto, Trânsitos sociais e trocas culturais no sul de Angola (Editora Fundação Getúlio Vargas). Contemplado no edital Apoio à Editoração e ao Audiovisual Comemorativo do Bicentenário da Independência e do Centenário da Semana de Arte Moderna, da FAPERJ, o livro conta a história da chegada em Angola dos luso-brasileiros (pernambucanos) em meados do século XIX e como esse grupo foi fundamental na formação da região, que os europeus chamavam de Moçâmedes, mas que para os Kuvale (povos pastores nômades do sudoeste de Angola) era Mussungo Bitoto. A obra também é uma reflexão sobre como os africanos escravizados oriundos do Brasil, que vieram com seus senhores, contribuíram na formação de um novo grupo social na região, os Mbali, cuja maior expressão identitária e cultural são a sua arte mortuária e a festa da cruzeta, que mistura aspectos do universo afro-brasileiro com o kimbundu, ovimbundu e herero. O livro revela que tais sujeitos, com origens bem diversas, assim como os acontecimentos desses três últimos séculos, se amalgamaram em uma realidade diversificada e contraditória, riquíssima, e que se manifesta em práticas culturais-artísticas recentes, como a poesia, fotografia e música. O leitor terá acesso a um universo complexo, ancestral, colonial e afrofuturista, uma mistura de estéticas e origens diversas que conectam e denunciam realidades diferentes, atrelando para sempre Pernambuco, Mussungo Bitoto, Moçâmedes, Namibe; Brasil e Angola. Mais informações: https://grupoafricas.wixsite.com/site.

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