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Publicado em: 06/04/2006
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Histórias em quadrinhos ajudam a divulgar ciência para jovens

Mario Nicoll

Uma idéia simples – usar as histórias em quadrinhos no aprendizado e na divulgação da ciência – tem se mostrado eficaz para atiçar a curiosidade dos jovens em relação a temas científicos. O trabalho é desenvolvido na Oficina de Educação de Ciências Através de Histórias em Quadrinhos (EDUHQ), coordenada por Francisco Caruso, pesquisador do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e Superintendente de Difusão Científica da Secretaria estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (Secti-RJ).

Com apoio de mais de dez bolsistas do Programa Jovens Talentos e parceria com o Instituto Virtual de Paleontologia da FAPERJ, a oficina funciona na Uerj e mantém uma rede interdisciplinar e multi-institucional, envolvendo profissionais de diversos níveis e áreas que trabalham na orientação de alunos de escolas da rede pública do Rio de Janeiro.

 

Esse grupo de pesquisadores e professores contribui com a educação básica, valorizando as habilidades do aluno. Só depois de aprender os conceitos é que os alunos produzem os desenhos. “A vantagem é a motivação. Quando usamos a linguagem dos quadrinhos, as crianças perdem o preconceito de ver a ciência como coisa chata; percebem que estudar ciência pode ser prazeroso, divertido”, explicou Caruso.

 

A área de paleontologia é uma das que mais aguçam a curiosidade dos alunos. Orientados pela coordenadora do IVP/FAPERJ, Antonieta Rodrigues, e pelo paleontólogo Ismar Carvalho, os participantes da oficina aprendem com prazer conceitos de evolução das espécies, geologia, dinossauros e fósseis.  O aprendizado gera criatividade que se reflete em material de divulgação. Tirinhas que abordam a paleontologia podem ser vistas no site do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), na página do EDUHQ, que já publicou uma coleção de mais de 650 tirinhas sobre diversos temas científicos.

 

 

Tirinhas chegam ao Paraná

 

Os resultados obtidos pelo trabalho chamaram a atenção de educadores de outros estados. Várias tirinhas desenvolvidas por alunos do Rio de Janeiro estão sendo publicadas nos livros de História e de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental no Projeto de Educação de Jovens e Adultos, da Secretaria de Educação do Paraná. O material didático para o Ensino Médio do Paraná já está sendo elaborado.

 

O poder de motivação das tirinhas também fez com que elas fossem conhecidas por alunos de todo o Brasil. O último Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) lançou mão do material produzido nas oficinas para a elaboração de duas das questões da prova de Física. As tirinhas educativas da Eduhq são publicadas a cada dois meses pelo Jornal dos Sports  no suplemento Saber Ciência, editado pela Secti-RJ.

 

Caruso ressalta a contribuição social do projeto. “Queremos resgatar a auto-estima dos alunos. Muitos deles chegam tímidos, despreparados e com o trabalho acabam mudando de atitude, melhorando o desempenho na escola e planejando cursar a universidade”, observou. O pesquisador percebeu nos grafiteiros um talento especial para a arte. “Muitos deles têm um traço muito bom e prometem como artistas”, presume.

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