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Publicado em: 06/06/2003

Pela salvação das águas do Rio

Ao contrário do que afirma Guilherme Arantes na canção Planeta Água, as águas nem sempre voltam humildes pro fundo da terra nem dormem tranqüilas no leito dos lagos. A realidade imposta pela poluição dos rios e pelo mau uso deste recurso natural tem provocado uma crescente preocupação mundial e exigido uma nova consciência da população. Os recursos hídricos no Rio de Janeiro não fogem a essa regra e mereceram hoje, 6 de junho, atenção especial de cerca de 180 pessoas, entre governo, autoridades, empresários, especialistas, pesquisadores e técnicos, que participaram do Seminário Tecnologia da Água, no Hotel Novo Mundo, na Praia do Flamengo.

Com a iniciativa, o Rio de Janeiro sai na frente no lançamento de um projeto-piloto de gestão hidrográfica e na apresentação das ações relativas ao uso racional das águas.  Na abertura do encontro, foi assinado um protocolo de cooperação entre o governo do Estado, a FAPERJ e a Agência Nacional de Águas (ANA). Com a liberação de 250 mil reais da FAPERJ e de 500 mil reais da ANA, a Fundação Superintendência Estadual de Rios e Lagoas (SERLA) ficará responsável pela execução do programa de pesquisa e capacitação profissional em gestão de recursos hídricos e na implementação de instrumentos de gestão de bacias no Rio Paraíba do Sul, que abastece 80% da população fluminense e é responsável por 20% da produção de energia hidrelétrica.

Na ocasião, a Ministra de Meio Ambiente, Marina Silva, deu posse à nova diretoria do Comitê para Integração da Bacia Hidrográfica do Rio Paraíba do Sul (Ceivap). A escolha da região, de  57 mil Km2, foi motivada por seu contingente populacional – cerca de 5 milhões de habitantes – e pela participação econômica de sua indústria – responsável por 12% do PIB brasileiro.

Apesar de sua importância, o entorno do Paraíba do Sul enfrenta sérios problemas de escassez de água, provocada pela degradação ambiental, poluição dos esgotos urbanos e industriais e exploração de areia. Para reverter a situação, a estratégia prevê normas para regulamentação do direito de uso, cobrança e fiscalização desses recursos, e um levantamento de dados para a constituição de um cadastro único de usuários de água na Bacia.

O seminário foi marcado ainda pelo lançamento do Instituto Virtual da Água (IAGUA), uma rede de pesquisa que objetiva apoiar e induzir a cooperação científica a partir de núcleos de excelência já existentes. O IAGUA reunirá pesquisadores e cientistas do estado, caracterizados pela alta qualificação, criatividade, variedade disciplinar e institucional, inserção internacional e competência para gerar resultados.

Atentos aos problemas da água no estado, também estiveram presentes no seminário a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho; o presidente da ANA, Jerson Kelman; o presidente da Eletrobrás, Luis Pinguelli Rosa; o Secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fernando Peregrino; o presidente da FAPERJ, Epitácio Brunet; o vice-governador e Secretário estadual de Meio Ambiente, Luis Paulo Conde e o presidente da Firjan (Federação das industrias do Rio de Janeiro), Eduardo Eugênio Gouvêa Vieira, entre outros.

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