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Publicado em: 03/09/2020

Demoday encerra 4ª edição do programa do Startup Rio

Por Ascom FAPERJ

A partir do alto, à esquerda, em sentido horário: o diretor de Tecnologia
da FAPERJ, Maurício Guedes; o presidente da FAPERJ, Jerson Lima
Silva; o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes;
e o coordenador geral programa Startup Rio, Paulo Espanha   

O programa Startup Rio realizou nesta quarta-feira, dia 2 de setembro, o Demoday, evento demonstrativo online no qual 28 startups finalistas desta 4ª edição apresentaram seu negócio para o público, representantes do ecossistema de inovação e investidores, com o objetivo de atraírem investidores. Parceria entre a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a FAPERJ, o programa lançou esta edição no início de 2019, quando recebeu a inscrição de 226 projetos. Com 82 deles aprovados para a primeira fase, de formação empreendedora, 46 passaram à fase final, recebendo a injeção de recursos financeiros previstos no programa para o desenvolvimento de seus negócios.

O público inscrito no evento transmitido pelo YouTube, que encerra o ciclo de aceleração, votou para escolher a melhor startup do Demoday. Entre as mais votadas, duas oferecem serviços de orientação financeira. Em primeiro lugar ficou a Real Valor, aplicativo de educação financeira e orientação de investimentos pessoais; na segunda posição a Octos, que utiliza a inteligência artificial em centrais de monitoramento de segurança; e em terceiro a PayPrev, voltada a desenvolver hábitos financeiros saudáveis entre jovens. As três preferidas do público ganharão produtos e serviços dos apoiadores.

O Demoday teve início no início da tarde, apresentado por Renata Hage, responsável pelos eventos do Startup Rio. Em seguida, foi exibido um vídeo com as tendências de inovações tecnológicas num futuro próximo. Ao se dirigir aos participantes da quarta edição do Startup Rio, o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Rodrigues, ressaltou a importância dessa emocionante etapa final do programa, representada pelo Demoday. Lembrou que o evento demonstrativo é certamente uma grande oportunidade para que as empresas nascentes apresentem seus projetos para anjos investidores, pessoas e empresas interessadas em investir em inovação, CEO de grandes companhias e todo o mercado e ecossistema de inovação do Estado do Rio de Janeiro e de todo o Brasil. O secretário de CT&I parabenizou as 46 equipes que participaram do programa: “Espero que muitas dessas empresas possam ter seus projetos selecionados, incentivados e receber os investimentos necessários e quem sabe em breve gerar emprego, ajudar na economia e no desenvolvimento econômico e social”, finalizou Rodrigues.

Em mensagem gravada, o ministro de Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, parabenizou os criadores do Startup Rio e afirmou que esse tipo de desenvolvimento é o que se busca no ministério e no Brasil. “Temos uma produção científica muito significativa, com publicações de alto nível, mas precisamos transformar esse conhecimento em novas empresas, novos produtos, e novos serviços de base tecnológica”, disse o ministro. Pontes afirmou estar certo de que o trabalho dos participantes do programa em buscar soluções, principalmente neste momento de dificuldade, é imprescindível e pode ser uma oportunidade para os que possuem criatividade.

O presidente da FAPERJ, Jerson Lima, disse que se sentia feliz e honrado em conhecer os projetos melhor avaliados pelo programa Startup Rio, que, apoiados pela Fundação, têm agora a oportunidade de tornarem público os seus resultados para diferentes representantes do ecossistema de inovação e investidores. “O Estado do Rio vem mais uma vez afirmar a importância das empresas nascentes de base tecnológica, grande parte desenvolvendo tecnologias altamente inovadoras e com aplicações em diferentes setores da economia”, disse Lima. Ele lembrou que a transferência de conhecimento das instituições para empresas nascentes é extremamente importante e finalizou cumprimentando toda a equipe do Startup Rio pelo esforço, lembrando que a nova edição do programa abrangerá ainda mais o interior do estado.

Leonardo Rodrigues: em sua participação no Demoday, o secretário
estadual de C,T&I
 parabenizou as equipes que participaram do
programa e disse esperar que muitas das empresas participantes 
recebam investimentos para, quem sabe, em breve, gerar emprego
e ajudar na economia e no desenvolvimento econômico e social

O diretor de Tecnologia da FAPERJ, Maurício Guedes, agradeceu aos participantes por terem acreditado no programa e deu boas vindas ao novo ciclo, que os integra no mundo de empresários. Guedes disse acreditar que a humanidade nunca teve tanta certeza da importância da articulação entre Ciência, Tecnologia e Inovação. Destacou que a missão da Fundação é ampla, abrangendo apoios desde a Iniciação Científica até o Pós-doutorado, financiamento de pesquisas acadêmicas e pesquisa aplicada, e promovendo a transformação de conhecimento em riqueza, o que pode ser chamado de inovação. “O que vocês estão fazendo agora é exatamente isso, transformando conhecimento em emprego e renda para a sociedade, em produtos e serviços inovadores”, disse o dirigente, idealizador e ex-diretor do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), aos finalistas do programa.

Na sequência, o Demoday apresentou depoimentos com palavras de incentivo de duas dezenas de líderes, mentores, ex-participantes e pessoas de destaque no ecossistema de inovação, como Maria Luiza Reis, da Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro); Hudson Mendonça, da Associação Brasileira de Startups (Abstartups); Uta Schwietzer, vice-presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China; o ex-participante Rafael Bastos; Suzana Pedrinho, professora de mídias digitais e gestão do conhecimento do Startup Rio; Ricardo Yogui (PUC-Rio), o produtor de gameplayer Tom Caleffi; a juíza Ana Tereza Basilio (TRE-RJ); Carlos Basílio (Sai do Papel); a especialista em Inteligência em Negócios, Adriana Vale; o diretor executivo na Associação Brasileira de Startups, José Muritiba; a fundadora do Cientista Empreendedor, Mariana Bottino; o cofundador da Fábrica de Startups Brasil, Waldemar Stefan; Pedro Spadale, da Câmara Americana de Comércio (Amcham); e a professora Marinilza de Carvalho (Uerj), entre outros.Eleito pelo ecossistema um dos 10 melhores programas de pré-aceleração de empresas em 2019, o Startup Rio nasceu em 2013, já com a ambição de ser o principal polo de inovação tecnológica do País. Para o coordenador geral do programa, Paulo Espanha, a iniciativa serve como luva aos objetivos da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Rio de Janeiro (Secti) e se destaca por ser a única atividade finalística da Secti nos últimos sete anos. Neste período foram investidos R$ 14 milhões na graduação de 160 startups. “No binômio capacitação de cérebros e mentoria de negócios, temos o propósito de transformar pessoas apaixonadas por ideias em pessoas apaixonadas por resultados”, explica Espanha, destacando o papel de cada integrante de sua equipe, para ele o dreamteam desse programa apaixonante, cujo propósito é transformar pessoas, mas com um olhar diferenciado. Espanha acredita que o jeito ‘Startup Rio de ser’ é uma experiência inesquecível para quem já passou pelo programa. “Não somos um final de semana, não somos um projeto, não somos uma brisa. Somos o Startup Rio”, encerrou.

Uma das sensações do evento e a primeira a palestrar foi Luiza Helena Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza e do Grupo Mulheres do Brasil. Num bate-papo descontraído com Renata Hage, que não escondeu sua admiração pela empresária, Luiza contou um pouco da sua trajetória e de como vem enfrentando o momento atual. Ela contou que acabara de interagir em um palco digital com uma centena de vendedoras especiais de brinquedos, dentre seus 40 mil funcionários. Visionária, há 20 anos Luiza já falava em lojas virtuais como o futuro do varejo.

Renata Hage, responsável pelos eventos do Startup Rio e apresentadora
do evento, e Luiza Trajano, presidente do Conselho do Magazine Luiza  

O Magazine Luiza foi pioneiro na venda eletrônica, inaugurada pela rede em 1991. “A nossa venda digital deu certo porque sempre colocamos o ‘humano’ na frente”, afirma a empresária, explicando que as vendedoras das lojas físicas interagem com os clientes das lojas digitais, que, por sua vez contam com a Lu, vendedora virtual. Segundo Luiza, mesmo antes do distanciamento social imposto pela pandemia o Magazine Luiza já concentrava 50% de suas vendas na internet. “O digital é um modo de viver”, acredita a empresária, acrescentando que a cultura das startups sempre fez parte da empresa. Ao ser perguntada qual o dia mais feliz de sua vida, falou da maternidade e também do orgulho de o Magazine ter sido eleito, em 2003, a melhor empresa para se trabalhar, uma conquista inédita, já que nunca uma loja de varejo havia sido eleita. Aos participantes do programa, Luiza alertou que nada é fácil. Recomendou uma avaliação entre o preço que se paga e as vantagens de ser um empresário, “para não ficar se lamuriando depois”. Para os que vão encarar o desafio, a empresária recomendou uma equipe alinhada e comprometida.

A primeira startup a se apresentar foi a Blend Edu, que objetiva impulsionar a diversidade nas empresas por meio da Diversidade S/A, primeira plataforma educacional digital para empresas engajadas nos desafios de diversidade e inclusão. Thalita Gelenske, presidente da Blend Edu, foca na educação corporativa para aumentar a participação, hoje restrita a 8%, de LGBTIs nas empresas. Sua estimativa de prestar serviço para 200 empresas deverá render R$ 5 milhões por ano. Já o aplicativo OrientaMed, cofundado por Nathalia Nascimento, pretende “salvar vidas pelo sopro”. Trata-se de um pequeno aparelho parecido com um bafômetro, cuja patente já foi depositada. Dotado de software de inteligência artificial, ao ser soprado, o aparelho analisa os gases e apura o nível de glicose em diabéticos ou pode identificar outras doenças. Em um ano e meio de desenvolvimento o OrientaMed já conta com quatro interessados. Desenvolver hábitos financeiros saudáveis entre jovens é a proposta do Payprev, já que 72% dos jovens ativos economicamente não têm hábito de investir. A startup propõe a este público poupar, investir e pensar na aposentadoria. Já o Cashback é uma modalidade de B2B (negócios entre duas empresas baseado em um programa de recompensa que visa atrair usuários por meio do reembolso de parte do valor gasto na compra de produtos.

Segunda palestrante, Vania Neves, CIO & Líder de Inovação GSK Farma Brasil, falou sobre o papel da inovação na reconstrução do País pós-pandemia. Ela acredita que esse cenário inusitado de distanciamento social imposto pela pandemia do novo coronavírus deixará o legado da transformação digital e mudanças na forma de operação das empresas, que vão inaugurar novas formas de se posicionarem no mercado e de se reconstruírem. Vania lembrou do papel que os líderes desempenham este cenário, inspirando os demais e da importância do esforço mundial de colaboração para que empresas possam seguir em frete ou se reerguerem. “Que a inovação não seja só tecnologia, mas que considere o fator humano”, disse a empresária ao ressaltar a importância de considerar o comportamento do consumidor para tomar decisões acertadas.

O pitch seguinte foi da Sala Vermelha, cujo objetivo é salvar vidas por meio da educação via aplicativo de simulação realística adequado ao cotidiano dos médicos. Para tanto, Felipe Haberfeld e sua equipe desenvolveram um programa de treinamento de profissionais e implementação de protocolos que ajuda a reduzir a ocorrência de erros nas instituições de saúde. Em seguida, a MobVue apresentou a ferramenta de inteligência artificial que auxilia shoppings, supermercados e outros grandes varejistas a extrair mais informações do mundo físico usando as câmeras de segurança que eles já possuem. Segundo Roberto Moura, o sistema é grande aliado no controle de ocupação de espaços em tempos de pandemia, com a vantagem de estar 100% na nuvem. Com um crescimento de 300% em 60 dias, a startup calcula estar ligada a 200 mil câmeras, que poderão evoluir para outras aferições de interesse dos clientes além da ocupação.

A startup Real Valor, aplicativo de educação financeira e orientação de investimentos
pessoais, ficou em primeiro lugar na votação do público que acompanhou o evento

O segmento de games – um mercado promissor e em crescimento no Brasil – esteve bem representado nos pitchs de algumas startups aceleradas no programa. Entre os destaques, Delta Arcade, Overlord Game Studio, Trialforge Studio, desenvolvedora do jogo Deathbound; Pandora Game Studio, criadora do jogo Food Wars (Guerra da Comida); QuartoMundo, responsável pelo game The Light of the Darkness; e Rebuliço Studios. Contribuindo para o debate sobre formas de empreendedorismo nesse mercado, a CEO da Game XP, Roberta Coelho, contou como foi sua experiência no Rock’n’Rio, quando foi responsável pela implementação de um espaço de games para o público que lotou o festival. “Tivemos essa missão de criar uma experiência incrível de games para toda a família que visitou o Rock’n’Rio. Acreditem nos seus sonhos de empreender nesse mercado”, disse Roberta para encorajar os finalistas.Confirmando a pluralidade dos projetos contemplados na quarta edição do programa, diversas outras startups apresentaram seus trabalhos. Entre elas, a Petipa, uma plataforma digital para o planejamento de coreografias na dança; Triagil, que apresenta soluções na área de Saúde, propondo orientar e acompanhar pacientes ao longo da jornada de tratamento; Real Valor, uma ferramenta para educação financeira e orientação de investimentos pessoais; Octos, que por meio da inteligência artificial oferece serviço para centrais de monitoramento de segurança; beRap, startup que criou o game homônimo, para batalhas de rima online entre rappers; Sabeinvest, aplicativo para gerenciamento e educação de investimentos no mercado financeiro; Rede que faz, uma plataforma para doações voltadas ao terceiro setor; Garagethink, que oferece soluções de design thinking para ajudar a organizar ideias e desenvolver negócios; CyberLabs, que oferece serviços de inteligência artificial para empresas; TagHope, uma plataforma que conecta doadores à organizações não-governamentais, com o engajamento de mediadores; Portal Investor, uma plataforma que conecta investidores a startups; e a Sollytsch, empresa que oferece tecnologias inovadoras para detectar agrotóxicos e agentes etiológicos na agricultura.

A live seguiu com palestras de empreendedores e gestores compartilhando seus cases de sucesso. O head da startup Amazon Web Services (AWS Brazil), Fred Santoro, destacou a importância da proposta do programa Startup Rio. “É fundamental para as startups cariocas passarem pelo Startup Rio, recebendo mentorias, gerando networking, novas vendas e ampliando a eficiência de seus produtos e serviços”, disse. Aos novos empreendedores, aconselhou: “É importante tomar decisões mais rápidas, baseadas em dados com colaboradores. Foquem em atender seus clientes que eles falarão bem de vocês. Se apaixonem não só pelo seu modelo de negócio, mas pelo problema que querem resolver. ”

O diretor de Prospectiva da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) em Paris, Riel Miller, defendeu a criatividade como a alma do negócio para as jovens empresas de base tecnológica. “As startups devem guiar suas metas pelo seu próprio senso de satisfação, em um contexto experimentalista, sem querer seguir fórmulas de sucesso que já existem. Nesse startup day, desejo que experimentem e criem esse nível de flexibilidade para ter resiliência. Devemos usar a criatividade humana para celebrar as diferenças e não para reproduzir coisas que já conhecemos”, recomendou Miller, reconhecido internacionalmente como designer de processos.

O presidente da Associação Brasileira de Automação para o Comércio (Afrac), Paulo Eduardo Guimarães, conhecido no ecossistema como Peguim, falou sobre o papel da entidade, que fornece soluções em Tecnologia e Automação para os setores de comércio e serviços. “Há um grande potencial para inovação no Brasil nesse setor e as startups são bem-vindas na Afrac”, garantiu. O executivo ressaltou que a pandemia da Covid-19 trouxe muitos desafios e mudou os hábitos do consumidor brasileiro. “Nunca houve momento tão propício para propor soluções inovadoras para o pagamento virtual e compras eletrônicas. Temos grande demanda por empresas inovadoras. Na estrutura do varejo, os pequenos comerciantes perderam espaço para os grandes varejistas, que estavam tecnologicamente melhor estruturados. Hoje, a disputa não é mais na prateleira física das lojas, é por quem oferece melhores serviços ao consumidor”, pontuou.

Por sua vez, o vice-presidente da IBM Cloud and Cognitive Software, Joaquim Campos, reafirmou a importância das startups diante das mudanças decorrentes da transformação digital no mercado. “Para quem trabalha com Tecnologia da Informação é um privilégio ter condição de apoiar a sociedade nesse momento tão difícil de transformação digital. Precisamos rediscutir modelos de negócio e avaliar benefícios possíveis numa economia digital. A tendência é que a velocidade de transformação continue, com novas formas de consumo. A tecnologia garantiu, durante a pandemia, a necessidade do home office e as empresas puderam ter mais mobilidade nos negócios. Elas precisaram se reinventar em tempo recorde para um modelo quase 100% digital”, ponderou.

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