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Publicado em: 09/09/2004

Caçadora de asteróides: Daniela Lázzaro busca ameaças celestes

Vinicius Zepeda

 

meteoros

 

Astrônoma do Observatório Nacional, Daniela Lázzaro foi, recentemente, contemplada no programa Cientistas do Nosso Estado da FAPERJ.  Seu projeto foi o primeiro, e até hoje único, da área de astronomia a receber esse prêmio. Nesta entrevista - concedida por e-mail, já que Daniela estará na Europa durante todo o mês de setembro – a pesquisadora fala um pouco de seu trabalho e se revela uma espécie de caçadora de asteróides: entre suas atividades está a participação numa equipe internacional que busca identificar as órbitas de todos os objetos celestes que possam ameaçar a Terra.

 

Sobre o que trata especificamente sua pesquisa ?

 

Minha pesquisa é voltada para o estudo de processo físico-químicos de pequenos corpos celestes do Sistema Solar, mais especificamente os asteróides e os cometas. Venho trabalhando há vários anos no assunto, tanto do ponto de vista teórico como observacional.

 

A minha equipe recentemente concluiu o segundo maior mapeamento mundial da composição de asteróides. Ao todo foram observados 820 asteróides avistados pelo telescópio de 1,5 metro do European Southern Observatory (ESO) em La Silla (Chile) dentro de um convênio do Observatório Nacional e o ESO. Esse trabalho vem sendo desenvolvido desde 1996 e o artigo final sobre esse levantamento será publicado na revista especializada Icarus nos próximos meses.

 

Que trabalhos desenvolverá durante sua estadia na Europa?

 

Agora estou em Paris, trabalhando no Observatoire de Paris-Meudon, onde ocorrerá uma reunião com pesquisadores do mundo inteiro que estudam diversos aspectos de asteróides em órbitas próximas da Terra. Neste encontro internacional, apresentarei um trabalho sobre observação e análise de asteróides superfície           

                                      basáltica em órbitas próximas de nosso planeta.

 

No momento não existe nenhum asteróide com dimensão ameaçadora em rota de colisão com nosso planeta. Entretanto, não conhecemos a órbita de todos eles. A reunião de Paris servirá para aumentarmos os esforços para conhecer e detectar as órbitas de praticamente todos os objetos ameaçadores à vida em nosso planeta.

 

Você acha que a astronomia é pouco reconhecida no estado do Rio de Janeiro? O que fazer para difundi-la mais para o grande público?

 

Não acho que a astronomia seja pouco difundida em nosso estado.

O problema é que a comunidade de astrônomos do Rio de Janeiro não é muito grande.

Diversas atividades estão em andamento tanto no Observatório Nacional quanto em outras instituições como o Planetário, por exemplo. No caso do Museu Nacional, já há vários anos promovemos cursos de atualização e divulgação da astronomia, geralmente nos meses de janeiro e fevereiro. Além disso, temos a revista eletrônica Café orbital, totalmente dedicada à divulgação da astronomia, sob responsabilidade da divisão de atividades educacionais do Observatório Nacional.

 

Você foi a primeira pessoa da área de astronomia a ser contemplada com uma bolsa Cientistas do Nosso Estado. Como você vê hoje em dia a participação feminina nesta área?

 

De fato foi a primeira bolsa deste tipo concedida na área de

astronomia. Eu acho que a participação da mulher nesta área é

bastante boa e não muito diferente dos homens, principalmente se considerarmos as gerações mais jovens.

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