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Publicado em: 19/08/2004

Mostra Tunel do Tempo revela vulcão de Nova Iguaçu

Serra de Nova Iguaçu - foto do Governo do Estado do RJ

Vinicius Zepeda

 

Muita gente não sabe, mas o Brasil é também uma terra de vulcões. Extintos, naturalmente. Um deles está localizado no município de Nova Iguaçu, vizinho à capital do Estado do Rio de Janeiro. A presença de vulcões em solo fluminense pode ser comprovada na exposição Túnel do Tempo, que será aberta ao público nesta segunda-feira, 23 de agosto, no Espaço Cultural do Crea-RJ (Rua Buenos Aires, 40, 2 andar, tel. 2206-9662). A mostra traça um quadro histórico das principais descobertas geológicas, paleontológicas e arqueológicas no estado. A exposição é uma parceria do Instituto Virtual de Paleontologia (IVP) da FAPERJ, da Associação Profissional dos Geólogos do RJ (APG-RJ) e do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura (Crea-RJ).

 

Ao vernissage da exposição, realizado na quarta-feira, 18 de agosto, esteve presente um dos descobridores do vulcão de Nova Iguaçu, o geólogo André Calixto Vieira, e a coordenadora do IVP, Maria Antonieta Rodrigues. Durante a cerimônia de abertura da mostra, Calixto Vieira lembrou que sua descoberta, feita em 1977, junto com o também geólogo Vitor Klein, foi anunciada durante sessão da Academia Brasileira de Ciências, em 1979. O pesquisador disse que a cratera que restou do vulcão se encontra numa área de rara beleza natural, dentro do Parque Municipal de Nova Iguaçu, criado em 1998 e transformado em geoparque em 2004. “O local tem uma importância geológica enorme e é bastante visitado por excursionistas, escolas públicas e particulares, e praticantes de esportes radicais como rapel, parapente e vôo livre”, disse.

 

Já a coordenadora do IVP, a professora Maria Antonieta Rodrigues, acrescentou outros aspectos importantes da exposição e também desconhecidos para o público visitante. “A exposição Túnel do Tempo mostrará os principais cenários geológicos e a origem das rochas e estruturas, que contam um pouco da história paleontológica do Rio de Janeiro. O petróleo na Bacia de Campos e a Bacia Calcária de São José de Itaboraí são exemplos de uma história que remonta a 2,5 bilhões de anos”, afirmou Antonieta.

A mostra fica em cartaz até 10 de setembro, com horário de visitação de segunda a sexta, das 10h às 18h. Nela, o visitante poderá ainda conhecer um pouco da história da engenharia brasileira, como a trajetória da antiga fábrica de Cimentos Mauá, responsável pela produção de materiais empregados em importantes obras arquitetônicas, como o Maracanã e a ponte Rio- Niterói. Esses materiais eram retirados da Bacia Calcária onde hoje está localizado o Parque Paleontológico de São José de Itaboraí, distrito de Itaboraí, município vizinho a Niterói.


Mais informações sobre a atividade vulcânica no Rio de Janeiro no site do DRM:

O vulcão de Nova Iguaçu
O geoparque do vulcão

 


 

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