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Publicado em: 27/08/2002

UFRJ Avalia Resultado do programa Leite é Saúde

UFRJ Avalia Resultado do programa Leite é Saúde

AAtualmente, 8% das crianças brasileiras são desnutridas. Para minimizar este quadro, o serviço municipal de saúde oferece o programa de suplementação alimentar “Leite é Saúde”. A eficácia do programa e os fatores associados à desnutrição no Rio de Janeiro estão sendo estudados por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o apoio da Faperj.

A desnutrição pode ter uma série de conseqüências no desenvolvimento biológico da criança, em especial se é acometida precocemente. “A criança desnutrida fica mais propensa a infecções , pneumonias e diarréias, o que agrava ainda mais o quadro de desnutrição. Em uma fase mais aguda, a criança pode ter perda de memória e apresentar um déficit no crescimento”, explica o médico pesquisador Antônio José Ledo Alves da Cunha.

Com relação a diminuição da capacidade intelectual, o médico diz que há controvérsias: “Não se pode dizer que somente a carência nutricional afeta a inteligência da criança. Nós precisamos levar em consideração também as questões emocionais. Essa criança está sendo estimulada no desenvolvimento de sua intelectualidade? Ela recebe afeto, atenção?”. As crianças assistidas pelo programa de suplementação alimentar à base de leite têm no máximo 2 anos. A maneira mais simples de avaliar a desnutrição protéico - calórica é por meio de indicadores antropométricos, que são calculados a partir do peso/altura/idade. “É necessário mencionar a importância do acompanhamento regular e periódico desses indicadores, que somente pode ser feito através de um acompanhamento regular da criança”, ressalta o pesquisador. Geralmente, uma criança com seis meses deve ter o dobro do peso de quando nasceu. Os principais determinantes da desnutrição infantil são a falta de alimentos em quantidade e qualidade adequada para a idade da criança, porém regiões mais desenvolvidas também podem apresentar um quadro de desnutrição por deficiência de componentes específicos da dieta, como os micronutrientes.

“As crianças com melhor condição sócio-econômica geralmente têm mais acesso a refrigerantes e frituras, por exemplo, o que prejudica a absorção de vitaminas e sais minerais”, explica. A desnutrição protéico- calórica concentrada-se em áreas mais pobres, como nos estados do Nordeste ou na periferia das grandes cidades. De acordo com estatísticas atuais, em termos mundiais a África é a região que apresenta situação mais grave. Na América Latina, o Peru e a Bolívia apresentam as piores taxas de desnutrição na infância.

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