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Publicado em: 27/08/2002

Se eu fosse Portinari...

Se eu fosse Portinari...

Em 1999 a equipe do Projeto Portinari, com apoio da FAPERJ, iniciou uma cruzada cultural, educacional e social, voltada para as crianças do estado do Rio de Janeiro. O sucesso desta cruzada, denominada Se eu fosse Portinari, superou e muito as expectativas da própria equipe do projeto, a qual integro. Já visitamos várias cidades, onde apresentamos um programa itinerante de arte-educação, que inclui exposições de réplicas digitais com obras de Portinari, atividades de oficinas de arte, teatro, dança e uso da informática. Nosso ponto de encontro são os CIEPS.

Uma vez por mês promovemos eventos destinados a estudantes do ensino fundamental, de 1ª à 4ª série, que têm a duração de um dia inteiro, no sábado ou domingo. Desde o primeiro evento, realizado no Ciep Jornalista Wladimir Herzog, em São Gonçalo, a cruzada continua.

A interação das comunidades com a equipe do programa confirma a tese de que a arte extrapola barreiras sociais, econômicas, culturais. A aprendizagem é mútua. A cada visita vivenciamos a mágica da troca e constatamos os resultados obtidos pelo programa, cujos principais objetivos são: fortalecer os sentimentos de auto-estima, respeito à vida e espírito comunitário; despertar o interesse pela Arte e sua função social; instigar o amor e o zelo pelo ofício, nos quais Portinari foi um exemplo reconhecido publicamente; enfatizar a importância da Arte como antídoto contra a violência, o desamor à vida e o desrespeito aos semelhantes.

Tais diretrizes, estabelecidas pelo diretor-presidente do Projeto Portinari, o Professor João Candido Portinari, serviram de fio condutor para a sua implementação. A receptividade das comunidades nos fazem acreditar que a bússola utilizada pela equipe está bem norteada e facilitou-nos acertar a trilha.

Mas para enfrentar uma cruzada e descobrir as trilhas corretas é necessário mais do que bússolas, é preciso contar com a colaboração de pessoas e de instituições. E esse apoio não nos faltou. Começando pela idéia de levar o programa Se eu fosse Portinari às escolas das cidades. Esta partiu da Primeira Dama do estado, Rosângela Matheus, que solicitou o apoio da FAPERJ. À época o engenheiro Fernando Peregrino estava à frente da Fundação e nos deu todo o suporte. Até hoje o apoio da FAPERJ é fundamental para a sobrevivência do programa que, para sua execução, conta com um grupo de trabalho constituído por funcionários da Fundação, animadores culturais cedidos pela Secretaria Estadual de Educação e 4 artistas plásticos de São Gonçalo.

Desde os primeiros encontros percebemos como o grupo do programa é “tomado” pela vida e obra de Portinari. O amor e dedicação com que realizam o trabalho acabam contagiando a todos. As salas de aula são decoradas junto com as professoras das escolas. É bonito de se ver os animadores culturais, procurando fazer o melhor pensando no impacto que aquelas crianças terão ao ver a escola em festa, esperando por elas.

Mas nada se compara ao espetáculo produzido com a chegada da criançada. Elas próprias escolhem qual sala preferem entrar primeiro, todas sempre ligadas à obra e vida do artista. As opções são diversas: na sala de exposição é feito um passeio monitorado pela obra de Candido Portinari. Este momento é quase sempre o primeiro contato que as crianças estão tendo com uma obra de arte (mesmo uma réplica). Nas oficinas de origami, artes plásticas e sucata as crianças mostram os seus sentimentos a partir da própria produção. Na oficina de dança compõem quadros vivos, dando uma nova forma ao “Café”, aos “Retirantes” ao “Frevo”. também se espaldam ao participar das salas de “contação de história”, do teatro de bonecos e na sala de informática, onde podem criar sobre as obras do artista, disponíveis na telinha.

O prazer de participar deste programa é dividido com os professores, que recebem orientação e sugestões de como usar a obra de Portinari em seus conteúdos didáticos. E desta forma, Se eu fosse Portinari vem cruzando o estado do Rio. “Afinal, como diz o poeta, todo o artista tem de ir aonde o povo está”.

Suely Avellar Diretora
Cultural do Projeto Portinari

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