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Publicado em: 27/08/2002

Cana mais resistente a parasitas

Cana mais resistente a parasitas

Tornar a cana - de - açúcar mais resistente aos parasitas é o desafio que vem sendo enfrentado pelos pesquisadores do Laboratório de Biotecnologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF). E a solução que está sendo estudada pelos cientistas passa pela produção de plantas de cana-de-açúcar transgênicas. A idéia é introduzir novos genes nas plantas para que estas adquiram defesas contra os parasitas, apontados como os principais responsáveis pela queda na produtividade da cana.


“No momento estamos tentando isolar reguladores de atividade de genes da planta. Na segunda fase do projeto estes reguladores serão combinados com novos genes de resistência e introduzidos em plantas de cana-de-açúcar”, explica o coordenador do projeto, Ekkehard Hansen.O pesquisador acredita que para produzir uma planta que possa se proteger contra os parasitas, o mais importante é assegurar que este novo gene atue junto ao tecido alvo, isto é, o mais infectado pelo parasita, seja a raiz, a folha ou o caule.


Os parasitas podem ser identificados pelo amarelamento das folhas, normalmente verdes, e pela estagnação no processo de crescimento da planta. “Patógenos de plantas são extremamente prejudiciais à agricultura. A ação de parasitas como vírus, larvas de insetos e neumatóides (vermes) diminuem a produtividade das plantas e geram perdas de bilhões de dólares, a cada safra, no mundo inteiro”- observa Hansen.


Mas existem várias estratégias de introduzir defesas contra parasitas em plantas transgênicas. Uma delas é introduzir um gene do Bacillus thuringiensis, que produz uma proteína tóxica aos insetos.


Vantagens do Transgênico


Na plantação de cana-de-açúcar os parasitas se espalham com rapidez e podem atingir até mesmo lavouras vizinhas. Para combatê-los, os agricultores costumam aplicar altas doses de pesticidas, que contaminam o solo e causam danos à saúde do agricultor. Estes problemas podem ser minimizados e muito com a introdução da planta de cana transgênica. “Sua utilização implica diretamente na diminuição do uso de pesticidas, possibilitando o aumento da produtividade de cana-de-açúcar, que pode também aumentar a renda do produtor e diminuir o preço do produto final para o consumidor” - fala otimista o pesquisador.


A região norte - fluminense do estado do Rio de Janeiro, desde a colonização do Brasil, é uma das maiores produtoras de cana-de-açúcar do país. O Brasil possui atualmente o maior programa de produção de biocombustíveis líquidos do mundo, graças à alta concentração de sacarose no suco de cana. “Em contraste com o petróleo, a cana representa uma fonte de energia renovável.”- enfatiza Hansen.


O pesquisador também alerta para o fato de que a cana é uma das poucas plantas que fornecem quantidades comerciais de alimento, fibras e combustível, produzindo mais carboidratos por acre do que qualquer outro vegetal.


Este projeto, que conta com o apoio da FAPERJ, está sendo desenvolvido em parceria com grupos de estudo da UFRJ, UERJ, UENF, UFRRJ E EMPRAPA.

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