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Publicado em: 26/08/2002

Heranças Étnicas

Heranças Étnicas

Brancos, negros e índios falaram de presente, passado e futuro durante o Seminário “Heranças Étnicas: Aldeias Guarani e Quilombos no Estado do Rio de Janeiro”. O evento, organizado pela equipe do Solar Grandjean de Montigny da PUC-Rio, com apoio da FAPERJ, teve como tema central a identidade do povo brasileiro através de suas heranças étnicas.

O seminário reuniu representantes de várias instituições internacionais, entre eles George Nelson Preston, do Museu de Artes e Origens de Nova York (MAON), George Rivera, vice-governador do Pojoaque Pueblo, Phillip Karshise, do estado do Novo México (EUA), David Hayden, do Poeh Cultural Center & Museum.

Pesquisadores brasileiros e repesentantes do MAON querem implantar um portal indígena virtual. O objetivo é promover, através da Internet, maior intercâmbio cultural, educacional e artístico entre os Pojoaque Pueblo e os Guarani do Rio de Janeiro. “Estaremos disponibilizando no nosso museu, em Nova York, um espaço para receber a arte e cultura Guarani. Será o espaço do Brasil”, adiantou George Preston. O representante do Pojoaque Pueblo, George Rivera, falou da experiência de desenvolvimento econômico vivida pelos índios mexicanos, responsável pela recuperação cultural de seu povo. “Estou feliz em poder dividir esta experiência com o povo indígena no Brasil. Ao longo de mais de dez anos aprendemos a preservar nossa cultura e, ao mesmo tempo, sobreviver Acredito na utilização dessa estratégia para o Brasil”, afirmou Rivera.

Como criador do Pojoaque Pueblo Poeh Center & Museum, Rivera é um dos especialistas em cultura indígena indicado pela Ford Foudation para projetos de desenvolvimento econômico em países menos favorecidos.

Com relação à ligação entre os povos indígenas pela Internet, o vice-governador do Pojoaque Pueblo explicou que será feito um estudo para viabilizar esta alternativa. Provavelmente terá que ser via satélite, para contornar os problemas de ausência de energia elétrica e de cabeamento telefônico na região das aldeias Guarani em Bracuí, Paraty Mirim e Araponga.

Culturas vivas: o velho e o novo continente

Segundo a idealizadora do evento, Dinah Guimaraens, o encontro foi o primeiro resultado de sua pesquisa, intitulada Em busca da terra sem males: culturas Guaranis do Estado do Rio de Janeiro (aldeias de Bracuí, Paraty Mirim e Araponga). “Pela primeira vez reuniram-se dois segmentos oprimidos da população brasileira: os índios Guarani e os remanescentes dos quilombos. O trabalho da pesquisadora é inspirado, em parte, no Museu das Origens de Mário Pedrosa. Segundo o crítico de arte, a diferença fundamental entre a Europa e as Américas baseia-se no fato de que enquanto o Velho Continente só conta com culturas mortas, as Américas do Sul, Central e do Norte são influenciadas por culturas vivas, decorrentes das suas tradições indígenas, africanas e populares/regionais.

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