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Publicado em: 26/08/2002

Pesquisa revela casos de leptospirose no Estado do Rio

Pesquisa revela casos de leptospirose no Estado do Rio

Nos últimos dez anos a caprino-cultura leiteira tornou-se uma atividade importante e lucrativa no Estado do Rio de Janeiro. A preocupação dos criadores desses animais em oferecer ao consumidor um produto de boa qualidade propiciou a especialização e tecnificação da atividade no estado, cujas regiões Serrana e Metropolitana respondem por cerca de 60% da produção fluminense. No entanto, os criadores vêm sofrendo sérios prejuízos, decorrentes da leptospirose, uma doença transmitida através da urina que afeta, principalmente, a reprodução dos animais. “A leptospirose caprina pode causar infertilidade, aborto e morte prematura, além de diminuir sensivelmente a produção de leite, gerando perdas econômicas para o criador”, explica o professor Walter Lilenbaum, do Instituto Biomédico da Universidade Federal Fluminense (UFF), que está coordenando um levantamento de casos de leptospirose em animais criados em propriedades localizadas no estado.

A equipe da universidade testou 1009 cabras, provenientes de 48 propriedades de 29 diferentes municípios do Estado do Rio, como Nova Friburgo, Teresópolis, Niterói, Maricá, Petrópolis e Rio Bonito, entre outros. “Fizemos um cálculo estatístico e concluímos que 980 cabeças seriam suficientes para o desenvolvimento da pesquisa e substanciais para representar o rebanho caprino do estado”, concluiu Lilenbaum. O professor Walter ressalta que o levantamento do número de animais no estado só foi possível graças aos dados cedidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMATER).

Os animais passaram por exames de soroaglutinação microscópica com antígenos vivos realizados para constatar a presença de anticorpos contra a leptospirose. Os testes apresentaram uma reatividade em torno de 11% do total de animais, variando de propriedade para propriedade, revelando, portanto, que parte do rebanho estava contaminado”, afirma o professor. O principal sorotipo (tipo de bactéria) encontrado foi o hardjo, que é também o mais freqüente entre os bovinos do estado, conforme revela estudos anteriores. Segundo o professor Walter, existem vários trabalhos sobre caprinos na região Nordeste enfocando a criação extensiva. Mas sua pesquisa é inovadora, uma vez que tem como objeto os animais criados dentro do capril. No Brasil, este tipo de criação, chamada intensiva, é realizada no Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

Graças à pesquisa, os proprietários foram alertados sobre os casos de leptospirose. Segundo o professor, muitos deles não tinham conhecimento do problema que estava ocorrendo em sua propriedade. “Assim que diagnosticamos a leptospirose em determinado local, avaliamos o grau da contaminação, para só então decidirmos como agir. Sugerimos aos proprietários três alternativas: modificar a organização do capril, aplicar vacinas, ou introduzir antibiótico”, explica o pesquisador. O estudo também será publicado em revistas científicas para melhor divulgar a enfermidade entre os veterinários e criadores.

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