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Publicado em: 26/08/2002

Mulheres que fazem Ciência no Rio

Mulheres que fazem Ciência no Rio

Às portas do século XXI, as mulheres roubam a cena. No caminho, derrubaram barreiras e enfrentaram desafios. Ao lado de histórias de discriminação, grandes vitórias e conquistas marcaram a vida de mulheres nas mais diferentes áreas do conhecimento. Elas atravessaram o século esculpindo o futuro. E o que parecia distante ficou próximo, o que parecia futuro tornou-se presente.

No Brasil, as mulheres vêm conseguindo melhor inserção no mercado de trabalho. Recente pesquisa do IBGE revelou que das 720 mil vagas de trabalho abertas, desde janeiro de 2000, 444 mil foram ocupadas por mulheres. O sexo feminino já é maioria em 25 das 27 unidades da federação, segundo resultados parciais do Censo 2000. Em números absolutos, significa que o Brasil tem hoje cerca de 2,6 milhões de mulheres a mais que homens. Mas o que realmente apontam as pesquisas é que está em andamento, de forma acelerada e imune a qualquer tipo de freio, um processo de equiparação entre os sexos em casa, na escola, no trabalho, na política e também na ciência brasileira. Na FAPERJ, elas já são maioria: do total de 1.373 bolsistas, 773 são mulheres.

Inspirados na luta e na conquista das mulheres que fizeram este século, a equipe do FAPERJ 2000 resolveu dedicar sua última edição do ano às cientistas do nosso estado. Confira abaixo a história de algumas dessas mulheres extraordinárias que, a despeito das dificuldades, passaram o batom e foram à luta.

Eloisa Biasotto Mano


A Dra. Eloisa Biasotto Mano foi a primeira mulher a ganhar o Prêmio Cidade do Rio de Janeiro de Ciência e Tecnologia, entregue em dezembro de 2000 pela Prefeitura do Município. Trata-se de um reconhecimento ao trabalho da pesquisadora que contribuiu para o desenvolvimento e projeção da cidade no cenário nacional e internacional. Química Industrial e Engenheira Química, Eloisa Mano tem 76 anos e é pesquisadora do Instituto de Macromoléculas da UFRJ, do qual foi fundadora, em 1968, e que desde 1994 tem seu nome. Este prêmio é mais uma razão de orgulho em sua carreira bem - sucedida.

“Tenho tantas coisas boas para lembrar que é difícil dizer qual foi a melhor. Se eu tivesse que começar, começaria tudo de novo, igualzinho”

A professora faz questão de frisar que em sua carreira nunca teve nenhuma dificuldade pelo fato de ser mulher. “Eu quero ser medida com igualdade de condições; a capacidade intelectual não se mede pelo fato de alguém ser homem ou mulher”, afirma. Especialista em polímeros, a Professora Emérita é responsável pela implantação da pesquisa em reciclagem de plásticos, desenvolvendo trabalhos que visam transformar resíduos plásticos urbanos do Rio de Janeiro em matéria prima para materiais alternativos. Seus dez anos de pesquisa nessa área resultaram no desenvolvimento de quatro produtos registrados no INPI (Instituto Nacional de Propriedade Intelectual). No momento um quinto produto - o IMASAFE- está sendo registrado no INPI. Trata-se de material plástico resistente à chama, à base de plástico reciclado.

Eloisa Mano se formou em Química Industrial em 1947 na então Universidade do Brasil (UB). Em 1955, concluiu o curso de Engenharia Química pela Escola Nacional de Química, também na UB, hoje Escola de Química da UFRJ. Em 1961, obteve sua Livre Docência e grau de Doutora e em 1962 assumiu, por concurso, a Cátedra de Química Orgânica 2 da Escola Nacional de Química da UB. Estudou, ainda, nos EUA e na Inglaterra e trabalhou no Laboratório de Borracha e Plásticos do Instituto Nacional de Tecnologia. É autora de 10 livros e atualmente está finalizando “A História do IMA em Fotos”, livro comemorativo dos 30 anos de atividades do Instituto.

Até hoje, a Dra. Eloisa Mano vai diariamente ao IMA, onde orienta teses de mestrado e doutorado. Parar de trabalhar, nem pensar. “ Considero meu trabalho um lazer remunerado. Eu gosto disso aqui, de escrever meus livros, atender alunos, muito mais do que ficar em casa, ir ao cinema... Aqui é muito melhor, mas muito melhor mesmo. Os estudantes me fazem sentir menos a passagem do tempo”, afirma. Em função de seu trabalho, ao qual se dedicou integralmente, Eloisa Mano se manteve solteira. Ela não se arrepende por isso; pelo contrário. “Sou uma privilegiada” - diz ela. “Tenho tantas coisas boas para lembrar que é difícil dizer qual foi a melhor e se eu tivesse que começar, eu começava tudo de novo, igualzinho.”

Graziela Barroso

Primeira mulher botânica a ingressar no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, Graziela Maciel Barroso coleciona títulos e premiações. Mas do que ela se orgulha mesmo é de ter vencido o preconceito masculino no meio profissional. Nascida em 1912, em Corumbá, Mato Grosso, Graziela graduou-se em Ciências Biológicas pela UERJ, em 61, e doutorou-se pela Universidade Estadual de Campinas, em 1972.

A cientista ingressou no Jardim Botânico do Rio de Janeiro, em 1946, com atividades dirigidas predominantemente para a Sistemática e Morfologia de Angiospermas e à formação de recursos humanos nestes campos. Foi chefe da seção de Botânica Sistemática e Curadora do Herbário, por diversos mandatos. Incrementou o intercâmbio científico do Jardim Botânico com outras instituições nacionais e estrangeiras. Também foi professora de Botânica e chefe do Departamento de Biologia Vegetal da Universidade de Brasília, desde sua criação até 1969.

“Em qualquer profissão que seja, o importante é ter amor, sem amor não adianta”

“O quadro de naturalistas do Jardim Botânico só era formado por homens. Quando prestei concurso concorri com cinco homens e era a única mulher. Isso foi motivo de muito preconceito. Os homens me atiravam “pedras”, faziam críticas. Meu marido ficava zangado. Ele era meu professor e costumava dizer que os homens achavam que lugar de mulher era na cozinha, que eles achavam que mulheres não eram capazes de realizar trabalho de campo, essas besteiras todas. Eu dizia para ele: Barroso, deixe falar, deixe que eles me atirem as pedras, que eu me curvarei e com essas pedras construirei o meu trabalho honesto. No primeiro ano foi muito difícil, no segundo menos, e no terceiro as pessoas já me orientavam. Depois começaram a ingressar outras mulheres e eles passaram a me respeitar, porque eu fazia o meu trabalho. Mas foi uma luta”, desabafa a cientista.

Entre as muitas homenagens recebidas por Graziela, destacam-se o Diploma da Ordem Nacional do Mérito Científico (89), na Classe Grã-Cruz, e a Medalha “Millenium Botany Award” (99), do Congresso Internacional de Botânica, concedida somente a oito botânicos em todo o mundo. Hoje, com 88 anos, Graziela deixa uma mensagem para os que estão começando suas carreiras. “Ninguém deve ter medo de enfrentar problemas, seja no estudo ou no trabalho. Em qualquer profissão que seja, o importante é ter amor, sem amor não adianta”, conclui.

Marilita Gnecco de Camargo Braga

Aos 12 anos de idade, Marilita Gnecco de Camargo Braga anunciou: “Eu quero ser engenheira”. Sua mãe, imediatamente, providenciou uma conversa com profissionais da área e um teste vocacional. Resultado, a menina estava no caminho certo. Assim, aos 18 anos, Marilita iniciou o curso de Engenharia, integrando uma turma formada por sete mulheres e 400 homens. Embora afirme não ter tido muitos problemas durante esta convivência, a pesquisadora ainda se lembra de episódios que refletem o preconceito e a discriminação sofridos por uma mulher que resolveu atuar em uma área onde a presença masculina sempre foi predominante.

“... verifiquei que o valor do salário que me deram era cerca de 50 por cento menor do que o oferecido aos meus colegas. Fiquei tão aborrecida que voltei ao lugar e falei que eu é que não queria trabalhar em um local onde vigorava esse tipo de preconceito”

“Quando estava no terceiro ano da faculdade, resolvi concorrer a uma chapa de esquerda para o Centro Acadêmico. Minha função seria a de tesoureira. No meio da campanha, os concorrentes resolveram apelar, usando o absurdo argumento de que seria arriscado votar em uma chapa que tinha como tesoureira uma mulher, porque quando esta ficasse menstruada não poderia trabalhar e deixaria de pagar as contas”, recorda-se. Mas esta não seria a única vez em que a estudante de engenharia teria de enfrentar este tipo de preconceito. Ainda na universidade, Marilita viu um cartaz anunciando uma vaga de estágio, com possível efetivação, em uma empresa de produção de aço. “Fui até o local fazer a entrevista e, quando estava na universidade conversando com meus amigos de classe, comentei que tinha achado o salário muito baixo. Eles me olharam sem entender muito bem e, quando comparamos o que tinha sido oferecido para cada um, verifiquei que o valor do salário que me deram era cerca de 50 por cento menor do que o oferecido aos meus colegas homens. Fiquei tão aborrecida que voltei ao lugar, e falei que eu é que não queria trabalhar em um local onde vigorava esse tipo de preconceito”, relembra.

Mas a professora de Engenharia de Transportes da COPPE, que hoje divide a direção da instituição com mais duas mulheres e três homens, acredita que a maioria dos casos de discriminação que teve de enfrentar no decorrer da vida profissional foi mais fruto de sua trajetória política, nada conservadora, do que pelo fato de ser mulher. Na faculdade, por exemplo, eram poucos os que nos viam como intrusas, fruto de uma concepção machista”, releva Marilita.

Marilita Braga concluiu o mestrado em engenharia de transportes, em 79, na COPPE, e o doutorado em engenharia de tráfego, pelo Imperial College - Londres. Autora de seis livros e 14 artigos em periódicos científicos, a professora da COPPE orientou 18 teses de mestrado e doutorado. A engenheira de transporte já coleciona na estante três prêmios CNT Produção Acadêmica, concedidos pela Confederação Nacional do Transporte nos anos de 1997, 1998 e 2000.

Durante a entrevista, a Diretora de Planejamento, Administrativa e de Finanças da COPPE falou, de forma leve e até mesmo divertida, sobre as situações em que teve que brigar pelos seus direitos. Séria mesmo ela ficou quando o assunto passou a ser o ofício de ensinar. “Uma coisa que acho importante ressaltar é a dedicação que a carreira de professor e pesquisador exige de quem opta por ela. As pessoas que têm como função adquirir e passar conhecimento acabam, em geral, deixando a vida pessoal em segundo plano. Eu sempre levo trabalho para casa, preparo aulas nos horários mais inusitados, como sábado à noite e domingo. Às vezes fica difícil se dedicar a um hobby, no meu caso a fotografia, ou outras coisas que adoraríamos fazer, principalmente quando se está envolvido em uma pesquisa”, conclui.

Maria Lucia Seidl

“A maioria das pessoas vê os pesquisadores como homens de jaleco branco que usam óculos e trabalham em um laboratório cheio de tubos de ensaios”, comenta Maria Lucia Seidl de Moura, pesquisadora e professora do Instituto de Psicologia da UERJ. Como psicóloga, Seidl atua em uma área onde as mulheres predominam. Falante, brincalhona e extremamente decidida, a pesquisadora, que começou sua vida profissional muito cedo, foge a todos esses estereótipos.

“O fundamental é correr atrás dos sonhos e não perder os objetivos”

Em 64, após uma rica experiência no magistério, começou a cursar a Faculdade de Psicologia da UERJ. Desde o início, seu interesse pela relação criança e aprendizagem a fez enveredar pelos caminhos da pesquisa. Coordenadora da área de Psicologia da Faperj, Seidl concluiu seu Mestrado em Psicologia Educacional na Universidade de Wisconsin, EUA, e o Doutorado em Psicologia Cognitiva, na Fundação Getúlio Vargas. Há mais de 15 anos na profissão, queixa-se que as mulheres são mais cobradas do que os homens “Para vencer é preciso ter muita garra. É difícil conciliar a carreira com os vários papéis que a sociedade nos demanda: ser mãe, mulher, pesquisadora”, afirma.

Presidente da Associação Nacional de Pesquisa e Pós - Graduação em Psicologia (ANPEPP), Seidl desfruta de grande popularidade entre os alunos. Este ano foi presenteada com uma serenata, contratada pelos alunos para comemorar o seu aniversário. Sempre digo a eles que “o fundamental é correr atrás dos sonhos e não perder os objetivos. E estes, independente da condição de ser homem ou mulher, só serão alcançados em função da competência, dedicação e perseverança”, conclui.

Belita Koiler

Olhar tranqüilo, bem humorada e extremamente feminina: assim é Belita Koiler. Professora do Instituto de Física da UFRJ, Belita desfaz a imagem estereotipada que existe em relação às mulheres cientistas, com a autoridade de quem passou seis anos trabalhando somente entre pesquisadores do sexo masculino, na Universidade de Berkeley, EUA. “Cientistas não precisam usar óculos ou serem abrutalhadas. São, simplesmente, mulheres”, afirma.

“ Cientistas não precisam usar óculos ou serem abrutalhadas. São, simplesmente, mulheres”

Formada pela PUC, em 72, a pesquisadora da UFRJ chama atenção para o fato de que o número de mulheres nas universidades aumentou, embora continue baixo em determinadas áreas como, por exemplo, em Física. “Um bom tema de pesquisa para sociólogos e antropólogos”, brinca a professora, que foi uma das três mulheres numa turma formada por 12 alunos, na graduação. Embora o número de mulheres graduadas em Física tenha aumentado, seja no corpo docente ou discente, quando se trata de professor titular, a proporção é discrepante. O percentual de mulheres no topo da “cadeia acadêmica” é bem menor. No entanto, Belita acha que a sociedade tem problemas maiores. “Estamos em um país subdesenvolvido, onde os recursos limitados e irregulares acabam comprometendo nosso trabalho”, lamenta a professora.

“Às vezes observo que os alunos, talvez por uma questão cultural, não se sentem muito seguros em trabalhar comigo em pesquisa. Talvez, por estarem mais acostumados a trabalhar com homens, ou porque se sintam mais seguros sendo liderados por eles”, constata Belita, que faz questão de ressaltar a importância de se perseguir os próprios sonhos. “A humanidade é carente de talentos. Portanto, deve-se levar em conta a vocação e não o preconceito. A competência não escolhe gênero, é inerente tanto ao homem quanto à mulher”, observa Belita, que é coordenadora da área de Física da FAPERJ, Membro do Conselho da Sociedade de Física e da Academia Brasileira de Ciências.

Mas o fato de ser mulher também pode trazer vantagens. “Toda vez que meu computador tem algum problema, ligo para o suporte técnico e o assistente vem prontamente me ajudar. No entanto, meus colegas do Instituto não têm a mesma sorte. Eles são obrigados a escutar as explicações pelo telefone de como recuperar o PC e, só em último caso, recebem a visita do técnico. Eles devem achar que mulheres não são capazes de tomar providências. Mesmo sendo um preconceito, tem o seu lado bom”, diverte-se a pesquisadora.

Aïda Espinola

Determinação e autoconfiança são características marcantes na personalidade de Aïda Espinola, professora Titular da COPPE / UFRJ, vinculada ao Programa de Engenharia Metalúrgica e de Materiais. Carioca, criada em Copacabana, Aïda formou-se em Química Industrial, em 1941, na Escola Nacional de Química da Universidade do Brasil, atual UFRJ. Dos 15 colegas que integravam sua turma, cinco eram mulheres. “A maioria delas seguiu a carreira”, afirma orgulhosa a professora, que formou-se aos 21 anos e passou em primeiro lugar no concurso para a vaga de Tecnologista - Químico, do Laboratório de Produção Mineral do Ministério da Agricultura.

“Nunca sofri discriminação pelo fato de ser mulher, em nenhuma atividade que exerci em toda minha vida profissional”

Esta seria apenas a primeira de uma série de conquistas obtidas por esta profissional que não deixa passar em branco um bom desafio. E foi exatamente esta característica que a levou de volta à Universidade para graduar-se em Engenharia Química. Nesta, a presença masculina era predominante. Detalhe que, nem de longe, intimidou Aïda Espinola. Aliás, o verbo intimidar parece ser pouco conjugado pela cientista que, durante a entrevista, fez questão de ressaltar: “nunca sofri discriminação pelo fato de ser mulher, em nenhuma atividade que exerci em toda minha vida profissional”, declarou.

Com o segundo diploma na mão, em 1954, a pesquisadora fez as malas e partiu para enfrentar um novo desafio: tornar-se mestre em Química Analítica pela University of Minnesota, USA. Quem a ouve falar sobre a carreira, não tem dúvida: Aïda Espinola é o tipo de pessoa que entra em campo para vencer. Que o digam os colegas da Pennsylvania State University, USA, onde a cientista recebeu o título de PhD em Química, no ano de 1974, sob a orientação do professor J. Jordan. Aïda financiou seus estudos atuando como Professora Assistente do Departamento de Química. No final dos primeiros 12 meses de atividade, recebeu o prêmio de melhor Professor Assistente do Ano. Logo depois, recebeu o título de Fellow e substituiu vários professores Titulares.

De volta ao Brasil, participou de um trabalho para a implantação da Pós-Graduação em Ciências Químicas, na UFRJ, e fez parte da diretoria do primeiro Instituto de Química da UFRJ, dedicado somente à Pós-Graduação, que congregava todas as unidades da UFRJ. Em seguida, em 1973, Aïda foi requisitada pelo Centro Técnico Aeroespacial (CTA), cuja principal missão era construir o primeiro satélite brasileiro, para desenvolver o gerador de energia a bordo de satélites. Foi a iniciação da pesquisadora nos geradores de eletricidade, pilhas a combustível. Uma linha de pesquisa que implantou na COPPE, em 1975, e nunca mais abandonou, por considerar esses geradores de eletricidade limpos “a tecnologia de energia do Século XXI, capaz de proporcionar o desenvolvi- mento sustentável.” No momento, a professora integra a equipe da COPPE que está desenvolvendo o Ônibus Não Poluente, movido à pilha a combustível a hidrogênio.

Aïda Espinola já orientou 13 teses, sendo sete de mestrado e seis de doutorado. Também é autora de mais de cem artigos publicados em periódicos científicos e de oito livros, sendo que seis são de autoria própria e duas traduções. Crítica ardente das soluções imediatistas dos governantes para driblar as crises, Aïda lamenta a falta de investimento em pesquisa no Brasil. “Apoiar projetos de Pesquisa e Desenvolvimento Científico e Tecnológico e de capacitação técnico-científica é de fundamental importância para o país. A falta do devido apoio governamental é que faz com que, na hora da crise, o governo tenha que adotar medidas imediatistas, importando pacotes fechados, em geral muito caros, e tecnologias nem sempre adequadas ao nosso país”, alerta a cientista, com a altivez de quem traçou o seu próprio destino.

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