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Publicado em: 26/08/2002

Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas Debate Alternativas ao Aquecimento Global

Painel Internacional sobre Mudanças Climáticas Debate Alternativas ao Aquecimento Global

Programa Rio Limpo é apresentado à comunidade científica


Com patrocínio da FAPERJ, COPPE e Pacific Institute foi realizado no Rio Internacional Hotel, em setembro, um painel internacional com 60 cientistas de 17 países. O evento, destinado à discussão de mecanismos de desenvolvimento limpo, representou mais um passo no sentido de dotar o planeta de perspectivas de controle da emissão de dióxido de carbono e a discussão de tecnologias que permitam reverter o processo de aquecimento global.

O acordo em torno a uma Convenção Internacional do Clima surgiu na Rio-92. A partir de estudos anteriores, do Painel Internacional de Mudanças Climáticas, que localizavam o problema do acúmulo da emissão de gases poluentes na atmosfera, os países desenvolvidos e os anteriormente aliados à extinta União Soviética se obrigaram a reduzir as emissões de dióxido de carbono no ano 2000 ao nível que havia em 1990. Os países em desenvolvimento não tiveram obrigações quantificadas.

Nova Conferência Internacional realizada em dezembro de 1997, em Kioto, constatou que apenas os países chamados ex-socialistas haviam cumprido suas metas. O Brasil apresentou a proposta de criação de um Fundo de Desenvolvimento Limpo, segundo a qual os países desenvolvidos seriam multados de acordo com o excedente em suas emissões. Esta proposta, embora não houvesse sido aprovada na íntegra, deu origem a um derivativo: o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo.

Este protocolo tem como prazo para sua regulamentação o ano 2000. Várias conferências têm sido realizadas neste sentido. Uma vez por ano, com cunho diplomático (este ano em Bonn), e diversas outras de caráter científico, organizando painéis e grupos de trabalho, como a realizada no Rio.


Rio Limpo


A rede de cooperação Norte-Sul, reunindo técnicos e cientistas para discutir a aplicação do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo constitui-se em oportunidade para o desenho de opções estratégicas de aplicação de recursos em benefício do Rio de Janeiro. Com a vantagem de estar saindo na frente, as Secretarias estaduais de Transporte, Meio-Ambiente, Planejamento e Energia, com o apoio da Coppe e da FAPERJ, reúnem um conjunto de programas em um projeto denominado Rio Limpo.

Segundo este planejamento, o Rio aplicará recursos em programas de racionalização do transporte coletivo, ecopólos, energias alternativas e iniciativas para a preservação da Mata Atlântica e desenvolvimento industrial não poluente.

A previsão de uma verba de 100 bilhões de dólares a serem aplicados em programas neste sentido em todo o mundo vem provocando uma demanda por diretrizes de desenvolvimento capazes de atrair este volume de capitais. Apesar de não haver ainda definições a respeito de como estes recursos serão auferidos, quem coordenará sua arrecadação e onde serão aplicados, empresas e governos que desenvolverem iniciativas em sintonia com o Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, serão os destinatários naturais destes investimentos nos próximos anos.


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