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Publicado em: 26/08/2002

Erva daninha vira analgésico e anti-inflamatório

Erva daninha vira analgésico e anti-inflamatório

Parece mato, mas não é. Por ignorarem suas pro-priedades terapêuticas durante anos, os jardineiros do Jardim Botânico confundiram uma das espécies da família Acanthaceae com uma simples erva daninha. Mas agora, a planta, que ainda não teve o seu uso difundido para a população e nunca foi estudada em nenhum local do mundo, está na mira dos pesquisadores da Faculdade de Farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Estudos iniciais revelam que esta espécie, que se reproduz em abundância no Horto do Rio, possui excelente efeito analgésico e anti-inflamatório.

A pesquisa, que conta com apoio da FAPERJ, tem apresentado resultados surpreendentes. No momento, os cientistas estão estudando o uso dos extratos da planta no combate ao câncer. “Já foram realizados testes em vários modelos de analgesia e inflamação. Alguns extratos provocaram morte de células em cultura, o que sugere uma possível atividade antican- cerígena”, revela Fábio de Sousa Menezes, coordenador da pesquisa. Embora o estudo sobre o uso de alguns extratos no combate ao câncer ainda esteja em fase inicial, a eficácia de outras espécies da mesma família, muito semelhantes a que está sendo pesquisada na UFRJ, já foi comprovada nos tratamentos da leishmaniose, de distúrbios gastrointestinais e de problemas cardíacos e circulatórios.

Não foi por acaso que o professor da UFRJ resolveu pesquisar esta espécie. “Escolhemos a espécie em particular após ter lido trabalhos sobre o potencial de outras da mesma família, estudadas por cientistas estrangeiros. Uma das espécies brasileiras mais conhecidas internacionalmente é a Justicia Pectoralis, utilizada em xaropes para a tosse”, explica Fábio, que alerta para a importância do estudo das propriedades farmacoló- gicas das plantas para a descoberta de novos medicamentos. “Muito ainda se pode conseguir, em termos de terapêutica, com a realização deste tipo de pesquisa. Uma vez encontrada na planta alguma substância com alto interesse farmacológico, o que era ciência básica passa a ser aplicada, e esforços não serão medidos no sentido de levar esta substância a uma produção em larga escala”, afirma.

Os resultados das pesquisas realizadas por Fábio Menezes e sua equipe são sempre publicados em revistas indexadas. Mesmo quando ainda preliminares, são divulgados em congressos científicos no Brasil e no exterior. “Acho que a pesquisa com plantas medicinais deve ser incentivada e seus resultados imediatamente revertidos para a sociedade”, conclui.

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