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Publicado em: 14/08/2002

Editorial

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Combustível Limpo

Há pouco mais de um ano, em novembro de 2000, nosso estado dava um importante passo no setor da biotecnologia, com o anúncio pela FAPERJ do RioGene, o Programa Genoma do Rio de Janeiro. O projeto, que reúne instituições de pesquisa estaduais e federais, coloca o Rio entre os centros que vêm dedicando-se a essa área de significativo interesse científico. Em uma mostra de adequação aos interesses do estado, o objeto de pesquisa escolhido para o RioGene foi a bactéria fixadora de nitrogênio Gluconacetobacter diazotrophicus, de extrema importância para a agricultura fluminense. Descobrir a seqüência do genoma dessa bactéria e, posteriormente, modificá-la, aumento assim a produtividade de culturas de impor-tância agrícola, como o café, a batata doce e, sobretudo, a cana-de-açúcar, é a tarefa sobre a qual os pesquisadores estão debruçados.

Recentemente, em 12 de novembro, o Rio de Janeiro voltou a dar um novo e importante passo na pesquisa de biotecnologia. A FAPERJ anunciou o lançamento da primeira rede de Proteômica do Brasil. Formada por laboratórios da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Universidade Estadual do Norte Fluminense; Universidade do Estado do Rio de Janeiro; Fundação Instituto Oswaldo Cruz; Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e a Empresa Brasi-leira de Pesquisa Agropecuária, a rede vai dedicar-se a desvendar a estrutura e as funções das proteínas.

Mais uma vez, a definição dos objetos de estudo levou em con-sideração as características e as potencialidades das instituições científicas sediadas no Rio de Janeiro. Os resultados das pes-quisas terão aplicação em projetos nas áreas de saúde e da produção de alimentos, com grande impacto no desenvolvimento econômico de nosso estado. Três dos quatro primeiros projetos contemplados pela rede estão relacionados com pesquisas sobre toxinas de animais e males como dengue e cólera, e podem gerar a produção de novos medicamentos e vacinas. Um outro projeto, relacionado à Gluconaceto-bacter diazotrophicus, é o ponto de ligação entre a Rede e o Programa RioGene e contribuirá para o aumento da produtividade da agricultura.

Mais do que estar atenta aos anseios da comunidade científica, a decisão da FAPERJ em fomentar pesquisas na área de biotecnologia é um reflexo da política de desenvolvimento do Governo do Estado, que nos últimos três anos vem destinando recursos crescentes à pesquisa. Nesse período, a FAPERJ já empregou mais de R$ 171 milhões. Quantia jamais destinada à atividade de fomento em governos passados. O que demonstra o compromisso do atual governo com o desenvolvimento científico e tecnológico do Rio de Janeiro.

Fernando Peregrino

Presidente da FAPERJ

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