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Publicado em: 27/11/2014

Difundindo a ciência entre a juventude

Vinicius Zepeda

   Futuro chefe de cozinha, Marco Vinício da Silva conta sua
 história em depoimento ao site (Foto: Reprodução/YouTube)
    

Morador do Complexo da Maré, conjunto de favelas às margens da Avenida Brasil, Marco Vinício da Silva, 21 anos, cursa atualmente o segundo período de Gastronomia na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e trabalha como bolsista das Olimpíadas de Saúde e Meio Ambiente, evento organizado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Para chegar à faculdade, Vinício cursou o pré-vestibular do Centro de Estudos e Ações Solidárias da Maré (Ceasm) e, ainda no Ensino Médio, foi bolsista do programa de Vocação Científica (Provoc) da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio, na Fiocruz, onde coletou e catalogou insetos para estudar e observar sua relação com o meio ambiente, a chamada entomologia.

A história do futuro chefe de cozinha, contada acima, é parte de seu depoimento ao site Observatório Juventude, Ciência e Tecnologia, projeto que tem como objetivo divulgar experiências e informações sobre as carreiras no campo das ciências, bem como sobre os programas de pré-iniciação científica para incentivar o gosto pela pesquisa em estudantes do ensino médio. "É importante estimular os jovens a conhecerem melhor as profissões nessa área. Se falta informação sobre profissões nesse campo para estudantes de colégios particulares e moradores da Zona Sul do Rio, a situação é ainda pior para pessoas como Vinício", lamenta a socióloga e historiadora Cristina Araripe Ferreira, coordenadora geral do Observatório. "Nos últimos 14 anos, houve um grande avanço na criação de centros e museus de ciências no Brasil, mas, ainda assim, faltam informações mais palatáveis e acessíveis aos jovens", complementa.

   Relatos pessoais, vídeos, informações e notícias
     compõem a página eletrônica do Observatório
    Juventude, C&T (Foto: Reprodução de Internet) 


Para Cristina, falta de tudo um pouco no ensino de ciências aos adolescentes no ensino médio. "Os livros didáticos são limitados, há poucos laboratórios nas escolas, entre outras coisas. Pesquisas feitas pelo Ministério da Educação (MEC) mostram que isso acaba desmotivando os alunos. Muitos acham que os jovens não têm interesse, o que não é verdade. O que nós, professores, precisamos fazer é usar a mesma linguagem que eles. Através do diálogo, descobrimos que, na verdade, eles têm bastante interesse", explica. Com base nisso, o site disponibiliza, além de uma série de depoimentos em vídeo, contando sobre a experiência de bolsistas e ex-bolsistas do programa, há também relatos dos pesquisadores falando sobre suas atividades. "Explicamos, em texto, como é o cotidiano das diversas profissões na área científica, o que fazem esses pesquisadores, quais as instituições de ensino superior que oferecem cursos de graduação e como é o mercado de trabalho", complementa. O material audiovisual, disponibilizado no YouTube e no site, pode ser compartilhado em redes sociais, como o Facebook e o Twitter.

A coordenadora do Observatório explica que a ideia de criar o site, que está na internet desde 2010, aconteceu junto com as comemorações de 25 anos do programa de Vocação Científica da escola, comemorado naquele ano. "Inicialmente, pretendíamos não apenas dar transparência às pesquisas desenvolvidas por nossos bolsistas, mas também criar oportunidades para aqueles que não estavam trabalhando nem estagiando aqui conhecer sobre as profissões das diversas áreas na C&T", lembra Cristina. No primeiro momento, ela conseguiu apoio do edital de Apoio à Difusão e Popularização da C&T,. da FAPERJ. Dois anos depois, em 2012, eles foram novamente contemplados pelo mesmo programa, com um projeto para aperfeiçoamento da linguagem utilizada e a expansão das propostas do grupo. "Foi então que resolvemos contratar uma profissional da área de comunicação para fazer um trabalho de divulgação científica mais de acordo com a linguagem usada pelos jovens. Criamos ainda uma coletânea do que julgamos mais relevante em matérias sobre C&T, veiculadas pelas agências de notícias do setor", ressalta.

  Cristina Araripe: jovens precisam conhecer
     melhor as carreiras na área científica
       (foto: Divulgação/Fiocruz Bahia)
A coordenadora reforça ainda que sua equipe vem se dedicado cada vez mais a difundir a ciência para além do universo dos bolsistas da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio. "Realizamos atividades presenciais e convidamos os alunos das escolas públicas próximas da Fiocruz, assim como estudantes de todo o estado para assistir palestras e participar de debates com pesquisadores de nossa instituição. Um exemplo é o Cine Manguinhos, em que exibimos vídeos científicos e realizamos palestras abertas aos moradores da comunidade vizinha à Fiocruz. Também estamos estabelecendo uma série de parcerias com centros e museus de ciências para expandir nossas atividades de divulgação científica junto ao público jovem", explica.

Mas a programação não para por aí. A ideia é levar a proposta para outras regiões do País, onde a Fiocruz mantém sedes. "Em parceria com Fiocruz Amazônia, de Manaus, estamos realizando, desde o ano passado, um projeto de extensão para a formação de professores na área de saúde e meio ambiente. Ano que vem, levaremos para lá o Programa Saúde na Escola para os colégios públicos da região. Em parceria com a Fiocruz Bahia, através da Fundação Joaquim Nabuco, levaremos às escolas locais o projeto Ciência na Estrada, para a exibição de vídeos sobre ciências em telões em praças públicas", conclui. Para o jovem escolher sua profissão, nada melhor do que conhecer antes o terreno onde pisa...

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