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Publicado em: 14/10/2009

Kits facilitam diagnóstico de infecções e localização de tumores


Vilma Homero

 Divulgação

    
   Três horas depois de aplicado o kit Vicel, é possível
   visualizar, na cintilografia, o foco infeccioso numa prótese
Dois kits estão sendo colocados à disposição de hospitais universitários e da rede pública. Desenvolvidos pela parceria entre o Departamento de Radiologia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e a empresa ProEcho Diagnósticos, o Ultra-Arrow é capaz de mostrar a localização de tumores em qualquer parte do corpo, enquanto o Vicel detecta focos infecciosos. Ambos são marcados com tecnécio 99m, administrados por via intravenosa, e não têm similares no país. Os dois produtos foram desenvolvidos com apoio do programa Rio Inovação, da FAPERJ.

"Como apresenta níveis muito baixos de radiação, tanto para o paciente quanto para o profissional, o tecnécio 99m é bastante conhecido, empregado em mais de 80% dos exames diagnósticos realizados em medicina nuclear. É usado para marcar muitas substâncias", explica Bianca Gutfilen, professora do Departamento de Radiologia da UFRJ. A diferença do atual kit para os exames convencionais está num acréscimo simples. "No caso do Ultra-Arrow, moléculas presentes na divisão celular são marcadas com material radioativo. Daí sua especificidade e sua grande afinidade por tumores, que têm uma divisão celular desenfreada", explica Bianca. Incorporado pela massa tumoral, esse material se torna visível em exames de imagem que utilizam gama câmeras, como cintilografias.

Nos focos infecciosos, o preparo do kit Vicel é um pouco diferente, já que ao material radioativo, acrescentam-se leucócitos colhidos do sangue do próprio paciente. "Ao contrário do que se faz no mundo todo, usando frações polimorfonucleares, empregamos frações mononucleares desses leucócitos, presentes em infecções crônicas. Com isso, conseguimos detectar diferentes tipos de focos infecciosos", fala.

As indicações são numerosas. Entre elas, o diagnóstico de enfermidades, como a osteomielite, pericardite;  diagnóstico diferencial de próteses ósseas soltas ou infectadas, para detecção de infecção em próteses vasculares, para detectar rejeição de tecidos transplantados, como rins; ou ainda para se saber a origem de focos infecciosos em pacientes de febre obscura. "Não há nenhum outro exame de imagem que detecte esses casos. Nos exames usuais, em muitos casos, o médico infere, usa a clínica, prescreve tratamento pelos sintomas, mesmo sem saber exatamente de onde vem a infecção. O que pode ou não resolver", explica a professora. E acrescenta: "O kit também pode ser empregado ainda em terapia celular, como forma de acompanhar a migração e a fixação de células-tronco."

Os casos já testados mostram a eficácia do método. Em paciente que teve injetado leucócitos mononucleares marcados com tecnécio 99m, por exemplo, três horas mais tarde, já foi possível captar a imagem de infecção na área de uma prótese mamária, recentemente implantada. Segundo Bianca, existe um produto parecido, fabricado por empresa holandesa, que, no entanto, não tem sido importado há mais de um ano. "Nossos kits podem ter inúmeras aplicações e não há no país quaisquer outros produtos similares", conclui.

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