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24/07/2013


Fundação anuncia resultado de CNE e JCNE


Dando seguimento a seu cronograma, a diretoria da FAPERJ divulga nesta quarta-feira, 24 de julho, o resultado de dois de seus editais mais esperados – Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE) e Cientista do Nosso Estado (CNE). Com isso, 200 novas bolsas de bancada para projetos (BBP) serão implementadas, o que significará um investimento de pouco mais de R$ 17,6 milhões na C,T&I fluminense durante os próximos três anos.

Entre as 100 bolsas que serão concedidas no edital Cientista do Nosso Estado (CNE), 44 tiveram origem em projetos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); 11 foram submetidos pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj); e nove, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). A Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) e a Universidade Federal Fluminense (UFF) tiveram aprovadas, cada, oito propostas; enquanto a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf) aprovou cinco projetos. A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e o Instituto Nacional do Câncer (Inca) tiveram beneficiadas três propostas cada, enquanto o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e o Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) aprovaram, cada, dois projetos. Também foram beneficiados a Universidade Gama Filho (UGF), a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro).

Voltado a apoiar projetos de pesquisadores de reconhecida liderança em sua área, o programa Cientista do Nosso Estado conta com um total de recursos de R$ 10.080 milhões para financiar 100 bolsas para manutenção de projetos, no valor de R$ 2.800 mensais, durante 36 meses. Puderam submeter projetos pesquisadores com grau de doutor, produção científica de alta qualidade, compatível com o nível de pesquisador 1 do CNPq, especialmente nos últimos cinco anos. Também se exigiu que houvesse pelo menos uma orientação de doutorado concluída e outra em andamento, não sendo consideradas co-orientações. Os candidatos devem ter vínculo empregatício com centros de pesquisas, universidades ou instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado. Na avaliação das propostas serão considerados o mérito técnico-científico, sua demonstração da capacidade de formação de recursos humanos; o potencial multiplicador do projeto, por meio da articulação com outros grupos consolidados; a participação de jovens pesquisadores na equipe responsável pelo projeto de pesquisa; a participação em programas de pós-graduação stricto sensu em instituições fluminenses; e a relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico, ambiental e social do estado.

Com objetivo de apoiar projetos coordenados por pesquisadores em uma fase intermediária de sua carreira acadêmica (até dez anos de doutoramento), o programa Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE) contemplou igualmente 100 projetos, entre os quais a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) também se colocou como a instituição que teve o maior número de propostas aprovadas, com 30. A Universidade Federal Fluminense (UFF) aprovou 15 propostas, enquanto a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) teve 11 projetos beneficiados. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e a Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio) tiveram, ambas, oito projetos apoiados; enquanto Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) aprovou seis propostas; e a Universidade Estadual do Norte Fluminense (Uenf), quatro projetos. A Fundação Getúlio Vargas (FGV) e a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) tiveram, cada, três projetos beneficiados; o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), a Universidade Salgado de Oliveira (Universo) e a Universidade Veiga de Almeida (UVA) aprovaram, cada, duas propostas. O Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca (Cefet), o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro (IFRJ), o Instituto Nacional do Câncer (Inca), o Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (IPJBRJ), a Universidade Gama Filho (UGF) e a Universidade do Grande Rio (Unigranrio) também foram beneficiados.

Com recursos de R$ 7,560 milhões, o programa financiará bolsas para manutenção de projetos de R$ 2.100 mensais, durante 36 meses. Puderam inscrever projetos pesquisadores com vínculo empregatício em instituições de ensino e pesquisa fluminenses, com boa produção científica e histórico de formação de recursos humanos, que tenham obtido o grau de doutor partir de 1º de agosto de 2003 e tenham, ao menos, uma orientação de mestrado ou doutorado concluída, e outra orientação de mestrado ou doutorado em andamento, não sendo consideradas co-orientações.

Até o fechamento das edições dos Programas Cientista do Nosso Estado e Jovem Cientista do Nosso Estado foram recebidas, pelo sistema inFAPERJ, 548 propostas.

No Cientista do nosso Estado foram apresentadas 314 propostas com origem em 19 instituições fluminenses. A demanda de projetos foi maior em Ciências Biológicas, com 26,11% dos projetos apresentados, seguido de Ciências Exatas e da Terra com 15,29%; Engenharias com 14,65%; Ciências Humanas com 14,33%; Ciências da Saúde com 13,06%, Ciências Agrárias com 8,28%; Ciências Sociais Aplicadas com 4,78% e Linguística, Letras e Artes com 3,5%.

Já no programa Jovem Cientista do Nosso Estado foram submetidas 244 proposta de pesquisadores de 25 instituições de ensino e pesquisa sediadas no estado do Rio de Janeiro. O quadro de demanda apresenta característica diversa do Cientista do Nosso Estado. A grande área de Ciências Humanas somou a maior quantidade de propostas, chegando a 23,26% da demanda na Edição; seguida de Ciências da Saúde com 19,26; Ciências Biológicas com 15,57%; Ciências Exatas e da Terra, com 9,02%; Ciências Sociais Aplicadas, 61,5% e Linguística, Letras e Artes, com 4,51%

Além do mérito técnico-científico, os Comitês Especiais de Julgamento consideraram, a demonstração da capacidade de formação de recursos humanos; o potencial multiplicador do projeto, por meio da articulação com outros grupos consolidados; a participação de jovens pesquisadores na equipe responsável pelo projeto de pesquisa; a participação em programas de pós-graduação stricto sensu em instituições sediadas no estado do Rio de Janeiro; e a relevância para o desenvolvimento científico, tecnológico, econômico, ambiental e social do estado do Rio de Janeiro.

Para Jerson Lima Silva, diretor científico da Fundação, embora a FAPERJ tenha ampliado o número de bolsas desta chamada de 70 para 100, ainda assim a demanda continuou crescente. "Houve um aumento de algo em torno dos 40% no número de bolsas. Isso significa que, somando os pesquisadores que ainda estão com bolsas em andamento, a Fundação passa a apoiar cerca de 560 projetos, apenas no programa Cientista do Nosso Estado." Lima Silva também ressaltou que outro motivo para que a demanda continue aumentando é o fato de que, com o passar do tempo, vários Jovens Cientistas do Nosso Estado passaram a qualificar-se para concorrer ao Cientista do Nosso Estado. "Tudo isso demonstra, de forma inequívoca, não só a renovação, como também o alto nível de qualidade da ciência e tecnologia que vem sendo feita no estado do Rio de Janeiro."

O Cientista do Nosso Estado Fernando Lázaro Freire Junior, diretor do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), resume o que acha do programa em três palavras: "É uma maravilha." E explica por que: " São programas fundamentais para quem desenvolve projetos em laboratório pelas facilidades que permite de usar os recursos em qualquer tipo de rubrica. Ou seja, possibilita uma gestão bem mais ágil de recursos, que podem ser aplicados em qualquer emergência ou necessidade do projeto. É uma agilidade que não encontramos em nenhum outro edital." Lázaro também destaca que tanto o CNE quanto JCNE são um aval de qualidade e competência para quem o detém. "Tanto o JCNE sinaliza pesquisadores identificados como promissores na carreira, como destaca aqueles de reconhecida liderança em seu ramo de conhecimento", elogia. A presidente do Conselho Superior da FAPERJ Eliete Bouskela, também Cientista do Nosso Estado, concorda. Além da previsibilidade no recebimento dos recursos, facilitando a disponibilidade de seu emprego, ela também destaca o "enorme reconhecimento que está associado ao programa, como retorno àqueles que passaram pelo crivo da avaliação de uma agência de fomento séria. Ná verdade, só tenho elogios ao programa", diz.

Durante a vigência da bolsa, os contemplados nos dois programas não poderão fazer solicitação de outro auxílio de fomento da FAPERJ com idêntica finalidade, como, por exemplo, o APQ 1. E deverão também comprovar, obrigatoriamente, um mínimo de três atividades científicas ou tecnológicas, sejam palestra, curso, exposição etc., realizadas em escolas públicas (dos níveis fundamental ou médio) sediadas no estado do Rio de Janeiro.

Os contemplados nos dois editais agora devem aguardar notificação da Fundação avisando sobre a entrega de seus termos de outorga.

Confira a listagem completa dos contemplados no edital Cientista do Nosso Estado (CNE) - 2013

Confira a listagem completa dos contemplados no edital Jovem Cientista do Nosso Estado (JCNE) - 2013