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04/12/2003


TV digital no Brasil


Imagem de alta definição, som límpido, sinal estável, vários canais e a possibilidade de se conectar com a Internet através da televisão. Estas são algumas das vantagens da TV digital - um sistema de transmissão, recepção e processamento de sinais de alta definição, compactados em formato digital, que podem ser enviados via satélite, microondas, cabos e terrestre. Já em uso em vários países, a tecnologia está cada vez mais perto do telespectador brasileiro.

 

Decreto assinado pelo presidente Lula em 27 de novembro de 2003 determinou a criação do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD). Este foi o primeiro passo para a adoção da TV Digital no País. Agora, cabe ao Comitê de Desenvolvimento dessa entidade, composto por dez membros, a maioria deles representantes de ministérios, definir se o Brasil criará e utilizará o seu próprio sistema ou se optará pelo uso de um dos três já existentes no mundo: o americano Advanced Television System Comitee (ATSC), o europeu Digital Video Broadcasting (DVB-T) e o japonês Integrated Services Digital Broadcasting(ISDB-T). Além do padrão tecnológico, o SBTVD deverá definir, no prazo de 12 meses, a forma de exploração desse mercado e o tempo de transição do atual para o novo sistema.

 

A julgar pelas declarações recentes de autoridades ligadas às áreas envolvidas na pesquisa, tudo indica que o País deverá desenvolver e adotar o seu próprio padrão. Segundo o Ministro das Comunicações, Miro Teixeira, R$ 80 milhões do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) serão destinados a 60 centros de pesquisa, divididos de acordo com as respectivas áreas de pesquisa.

 

Fabricantes de equipamentos eletrônicos e aparelhos de televisão também estão empenhados em colaborar para a criação de um padrão adequado às características do mercado brasileiro, em que 93% dos domicílios recebem a TV aberta, ao contrário dos Estados Unidos, Europa e Japão, onde o maior poder aquisitivo permite à população contratar serviços da TV a cabo. A TV Digital brasileira seria aberta e gratuita e dispensaria a troca dos aparelhos analógicos, devendo o usuário adquirir, por cerca de R$ 150, um conversor que também permitirá o acesso à Internet. Durante o período de implantação, que pode se estender por até quinze anos, as TVs convencionais, sem conversor, continuarão recebendo a transmissão analógica.

 

Os estudos para a implantação da TV Digital no País começaram em 1994 por iniciativa da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). Em 1998, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) passou a incentivar os testes.

 

 

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