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Publicado em: 19/11/2009

Detetives da história: um meio moderno de aprender

 Pintura de Franz Post

      
             Entre textos, imagens e as atividades propostas, o aluno toma
        conhecimento do cotidiano do século XIX e da realidade da escravidão
 

Imagine poder desvendar várias histórias verídicas, acontecidas ao longo do século XIX de forma interativa e ainda com os recursos da internet. É o que propõe o site Detetives do Passado. Nele, se pode investigar um caso de rebeldia escrava no engenho Santana; ver como e por que senhores de engenho foram parar no banco dos réus, acusados por escravos de sua propriedade; entender a importância para um liberto em conseguir obter sua carta de sangrador, e descobrir o que faz alguém com esse ofício; e até ver como é, em detalhes, a divisão das construções de um próspero engenho no vale do Paraíba. Cumprindo, passo a passo, as atividades propostas, o aluno vai descobrindo em detalhes como era o cotidiano do século XIX. Ao mesmo tempo, aprendendo de um modo bem mais interessante os aspectos históricos da época.

O site Detetives do Passado: escravidão século XIX tem como objetivo possibilitar a transposição entre o conhecimento produzido na universidade e o construído na escola, fornecendo instrumentos para que os alunos sejam capazes de observar, analisar, classificar, fazer generalizações e construir conceitos. De acordo com uma das coordenadoras do projeto, a professora de história Anita Correia Lima de Almeida, o projeto recebeu apoio do edital "Estímulo à produção e divulgação científica e tecnológica", da FAPERJ, e também recursos do programa de Apoio a Núcleos de Excelência (Pronex), do CNPq. O projeto é resultado da parceria entre o Pronex e o Núcleo de Documentação, História e Memória (Numem), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio).                                                                             

Segundo Anita Almeida, as atividades se baseiam em experiências anteriores, publicadas no livro Oficinas de História e nas atividades desenvolvidas nas disciplinas Metodologia do Ensino de História e Seminário de Pesquisa em Ensino de História, ministradas aos alunos do curso de graduação em História da UniRio. O site usa o formato das webquests – atividades investigativas e interativas oferecidas na Internet – para que os alunos possam participar ativamente do aprendizado. "Essas atividades vêm sendo largamente empregadas no ensino que usa a internet. Nosso desafio foi o de procurar aliar os recursos da tecnologia a uma proposta metodológica consistente, criando uma forma criativa de aprender e de ensinar", diz.

A pesquisadora também explica que a Internet permite um enorme acesso e a possibilidade de reunir-se um grande acervo de material que não pode ser desprezado. "Mas o aluno precisa de ajuda para usar esse material de um modo mais interessante e mais educativo. E também para que não se limite somente a "colar e copiar", mas que o leve a produzir algum conhecimento a partir da pesquisa. Ou seja, ao disponibilizarmos o material na rede, usamos as possibilidades que a internet oferece, mas ao mesmo tempo orientando os estudantes", explica.

Um dos casos abordados no site é o dos carregadores de piano. Inspirado no romance Iaiá Garcia, de Machado de Assis, mostra-se a situação desses trabalhadores. Como homens livres se recusavam a carregar o que quer que fosse, o ofício era destinado a escravos ou libertos, e, já no fim do século XIX, passa a ser exercido também por imigrantes.

Anita ainda explica a importância de estudos de história que, segundo ela, é uma área riquíssima de conteúdo, mas com uma pouca produção prática e muita teoria. "Estamos há algum tempo tentando fazer um trabalho na área de formação de professores de história, para que eles experimentem a pesquisa, ou desenvolvam estudos mais profundos, nesse campo, o que ainda é pouco frequente nesse campo. A produção didática é pouco valorizada na pesquisa, por isso, aqui na UniRio, nos preocupamos em formar profissionais que se concentrem na pesquisa que produza material que possa efetivamente ser utilizado em sala de aula."

Além do site,  o grupo está entrando em contato com as escolas para divulgar o material e disponibilizar um CD, com o mesmo conteúdo do site, para aqueles não têm acesso à Internet. "Nesse momento, o grupo está interessado em saber como as pessoas vão usar esse material. Como ele será empregado nas escolas pelos professores", conclui. Para conferir as histórias do site, veja: http://www.historiaunirio.com.br/numem/detetivesdopassado/

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