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Publicado em: 29/03/2007

Ano de eleições agita vida acadêmica no Estado do Rio de Janeiro

O calendário de eleições em instituições voltadas para ensino, pesquisa e promoção da ciência no Estado do Rio de Janeiro já movimenta o ano de 2007. Nesta quinta-feira, dia 29 de março, a Uenf (Universidade Estadual do Norte Fluminense), em Campos dos Goytacazes, realiza o segundo turno de suas eleições para a reitoria. Na UFRJ, o reitor licenciado Aloísio Teixeira e Sylvia Vargas são os candidatos, respectivamente, aos cargos de reitor e vice-reitor na consulta eleitoral para a reitoria da universidade prevista para os dias 2, 3 e 4 de abril. Já na Academia Brasileira de Ciências (ABC), chapa única deve alçar o atual vice-presidente da entidade, Jacob Palis, ao cargo de presidente. O diretor científico da FAPERJ, Jerson Lima, é um dos nomes que integram a chapa que deverá compor a nova diretoria. Na Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), as eleições para a reitoria estão previstas apenas para o final de 2007.

As eleições na Uenf chegaram ao segundo turno depois que nenhum dos três candidatos conseguiu a maioria absoluta dos votos na eleição realizada no dia 14 de março. No segundo turno, a disputa opõe Almy Junior Cordeiro de Carvalho, da chapa 20, que ficou com 42,83% dos votos válidos, a Sergio Luis Cardoso, da chapa 10, que obteve 33%. A chapa 40, eliminada, era encabeçada pelo professor Paulo Roberto Nagipe da Silva, que obteve 21,13% dos votos válidos no primeiro turno. Foram computados 1.713 votos – 23 em branco e 71 nulos. A eleição foi realizada em três municípios: Campos, Macaé (onde funcionam os Laboratórios de Engenharia e Exploração de Petróleo e de Meteorologia) e Itaocara, no Campo Experimental do CCTA, na Ilha Barra do Pomba.

Engenheiro agrônomo formado em 1990 pela Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), mestre em Fitotecnia pela Federal de Lavras (Ufla) em 1993, e doutor em Produção Vegetal pela Uenf em 1998, Almy Junior ocupou vários cargos de administração na Uenf, tendo sido pró-reitor de graduação durante a atual gestão. Sergio Luis Cardoso, paulista da capital, diplomou-se bacharel em Química com Atribuições Tecnológicas pelo Instituto de Química da UFRJ em 1990. Em seguida, obteve o título de doutor em Ciências na área de Química Orgânica pelo Instituto de Química da UFRJ (1991-1995). Na atual gestão da universidade, ocupava o cargo de diretor-geral administrativo.

Esta é a terceira eleição direta para reitor da Uenf, e a segunda após a vigência da autonomia administrativa aprovada em 2001. Por força do Estatuto da Uenf, cabe ao governo do estado nomear o vencedor da eleição, sem mecanismo de listas tríplices. O voto dos docentes tem peso de 75%, enquanto alunos têm peso de 15% e servidores técnico-administrativos, de 15%. O mandato dos professores Raimundo Braz Filho e Sérgio de Azevedo, atuais reitor e vice-reitor, termina em 29 de junho.

ABC deve aprovar nova diretoria que se apresenta em chapa única

As eleições para a nova diretoria da Academia Brasileira de Ciências, que atuará no triênio 2007-2010, já estão em curso na entidade. Nesta sexta-feira, dia 30 de março, às 14h, haverá assembléia geral na entidade, durante a qual será feita a apuração dos votos. Mais cedo, no mesmo dia, às 9h, serão eleitos os novos acadêmicos. São 20 vagas, distribuídas por diversas áreas de conhecimento: três para Física, três para Ciências Biomédicas, duas para Ciências da Saúde, duas para Ciências Biológicas, duas para Ciências da Engenharia, duas para Matemática, duas para Química, duas para Ciências da Terra, uma para Ciências Agrárias e uma para Ciências Humanas.

Nas eleições para a diretoria, os acadêmicos recebem a cédula para votação em seus domicílios e votam por via postal. São necessários, para a aprovação, metade mais um dos votos. O candidato à presidência é o atual vice-presidente da entidade, o matemático do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) Jacob Palis Jr. Apoiado pela FAPERJ através do programa Cientista do Nosso Estado, Palis foi eleito em setembro de 2006 para a presidência da TWAS – Academia de Ciências do Mundo em Desenvolvimento.

O
bioquímico e educador da Universidade de São Paulo (USP) Hernan Chaimovich é candidato à vice-presidência. Para os demais cargos da diretoria concorrem Evando Mirra (UFMG), Iván Izquierdo (UFRGS), Luiz Davidovich (UFRJ), Marco Antonio Zago (USP) e Jerson Lima (UFRJ) – convidado em janeiro de 2007 para permanecer à frente da Diretoria Científica da FAPERJ. A chapa, única, redigiu uma mensagem-plataforma enviada aos acadêmicos, na qual destacam algumas das principais ações a serem implementadas caso venham a se eleger.

Entre as ações listadas na mensagem estão a promoção do ensino de ciências de boa qualidade, a modernização do ensino superior e sua expansão qualificada, e a valorização da crescente participação da mulher na ciência. Paralelamente, a carta defende que a ABC desenvolva estudos sobre temas de grande relevância para o desenvolvimento da ciência e suas aplicações em benefício da sociedade brasileira, tais como Amazônia, mudanças climáticas, bioenergia, nanociências, saúde, biotecnologia, alimentos transgênicos, universidade e o ensino superior e médio.

Nas eleições para a UFRJ, Aloísio Teixeira e Sylvia Vargas expuseram esta semana, em dois debates, suas principais metas para a próxima gestão. O primeiro debate aconteceu na segunda-feira, dia 26 de março, no Salão Pedro Calmon, no campus da Praia Vermelha. O segundo, no auditório do Centro de Tecnologia (CT), no campus do Fundão. Nos dois encontros, Aloísio Teixeira fez um balanço do período em que esteve à frente da reitoria, destacando as iniciativas da Plenária de Decanos e Diretores e da Reitoria Itinerante. Também foram mencionados pelo professor o orçamento participativo, a transparência na prestação de contas e o expressivo aumento no número de bolsas para estudantes da graduação.

O reitor licenciado procurou explicar por que duas das metas anunciadas no início de sua gestão – a construção do restaurante universitário e a qualificação do corpo técnico-administrativo da instituição – não puderam ser concretizadas, embora tenham existido políticas de capacitação dos servidores. Teixeira espera que os estudantes, que normalmente comparecem em baixo número à votação, tenham uma participação maior no pleito deste ano.

Em declaração ao UFRJ On Line, Teixeira afirmou que uma participação “maciça” dos estudantes levará maior legitimidade para o processo eleitoral. “Os maiores problemas a serem enfrentados pela universidade nos próximos anos dizem respeito a questões estudantis, principalmente àquelas relacionadas à democratização do acesso e a políticas específicas que assegurem aos estudantes que ingressaram na universidade que aqui eles permanecerão até o fim de seus cursos”, disse. Para conhecer mais detalhes da plataforma de Aloísio Teixeira, visite o site http://www.aloisioteixeira.com.br/
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