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Publicado em: 29/12/2006

Dicionário resume de forma inédita o universo da MPB

Dicionário Houaiss Ilustrado de Música Popular BrasileiraComo transportar a história, a riqueza, o ritmo, o som, a poesia, a diversidade e o dinamismo da Música Popular Brasileira para um dicionário? Essa missão liderada pelo musicólogo Ricardo Cravo Albim foi coroada com o lançamento do Dicionário Houaiss Ilustrado de Música Popular Brasileira, obra amparada pela FAPERJ desde sua gestação. Trata-se da versão impressa do banco de dados on-line, mantido por Cravo Albin há seis anos, considerado um dos três maiores websites de música popular do mundo.


A pesquisa que viabilizou a coleta, compilação e armazenamento dos dados on-line tem apoio da Fundação por meio de bolsas de pesquisa. “Em 2001 quando inauguramos o site tivemos todo o apoio da FAPERJ, de todas as suas administrações, em especial a de Pedricto Rocha Filho. Nas quatro administrações tivemos apoio, mas notadamente a última que dobrou o número de bolsas. Eram em torno de cinco e agora são 10”, explica o musicólogo comemorando o lançamento da versão impressa do dicionário.

A obra reúne as biografias; dados sobre a vida e obra de 5.322 compositores, intérpretes, grupos, agremiações, blocos e estilos musicais brasileiros urbanos;  apresenta o repertório conciso da obra de 1.500 autores e a discografia de 1.953 grandes nomes e grupos da MPB.

A versão impressa ganhou um diferencial, que reforça seu ineditismo no mercado editorial: “A beleza em si não é só a originalidade extrema do livro que conta com 600 caricaturas. É o único dicionário do mundo ilustrado com caricaturas”, diz Cravo Albin. Ele ressalta o encanto e a graça das ilustrações assinadas por 47 célebres caricaturistas brasileiros, como J. Carlos e Nássara, os irmãos Caruso, Lan, J.Carlos, K-Lixto. Cerca de cem ilustrações são inéditas, produzidas especialmente para a obra pelo próprio curador de Ilustrações, o cartunista Loredano e por profissionais da área como Mariana Massarani, Lula, Cau Gomez, Leo Martins, Cavalcante,  Cárcamo e Dálsio Machado.

 

A gênese de uma obra


Chacrinha“O Dicionário foi esboçado na PUC-Rio em 1995. Três anos depois consegui no MEC apoio concreto do Departamento de Música da Biblioteca Nacional (hoje extinto), e aí começou em 1999 e 2000. A partir de 2001, com o apoio da FAPERJ, o dicionário se desenvolveu velozmente nos cinco anos seguintes, o que trouxe a maturidade para o site de música”, relembra Cravo Albin que também comemora a visitação e consulta ao site: “Hoje são 120 mil consulentes por mês, e a FAPERJ patrocina a pesquisa contínua do dicionário. O projeto do livro é de 2004, foi realizado através da parceria entre Instituto Antonio Houaiss e do Instituto Cultural Cravo Albin, e durou um ano e meio. O Instituto Antonio Houaiss recebeu repasse da FAPERJ”, explica o criador do dicionário que resume e sistematiza, de forma inédita o universo da MPB.

Segundo o diretor Instituto Antônio Houaiss, Mauro de Salles Villar, essa etapa do trabalho consistiu em cortar seletivamente material do extenso texto original, de forma que o restante coubesse num único volume. Assim o Instituto Antônio Houaiss conferiu a esse conteúdo as características de um dicionário enciclopédico, utilizando metodologia lexicográfica. “A lexicografia dos 7 mil verbetes ficou a cargo de 10 lexicógrafos utilizando a célebre, originalíssima e inovadora lexicografia criada por Antonio Houaiss para lexicografar um dicionário contemporâneo”, explica Cravo Albin.

Para o musicólogo o livro é a essência, a súmula de seu trabalho, em que as versões impressa e on-line são complementares. Com o dinamismo da MPB, a intenção do musicólogo é lançar periodicamente uma edição atualizada do dicionário: “Faz parte do nosso projeto a reedição atualizada do dicionário a cada quatro anos. A dinâmica da matéria demanda isso porque as pessoas e profissionais da música surgem, acontecem, gravam e morrem, e pelo número de verbetes, 7 mil no total é um trabalho de vida inteira”, diz Cravo Albin.

Tim Maia“Que Ricardo Cravo Albim era um grande divulgador da música popular todo mundo já sabia. Agora com o Dicionário Cravo Albim da MPB, o mais novo integrante da família Houaiss de dicionários, ele se excede. Este volume é admirável e erudito pelos nomes que embalaram a alma carioca e tomaram todo o Brasil  - do lundu à música atual, passando pela modinha, o choro, o samba, a bossa-nova e tantos outros cantares de tanto encanto.(...)”. Assim o mestre da MPB e Ministro da Cultura Gilberto Gil saudou a obra de Cravo Albin que condensa em palavras a grandiosidade de nossa música. Essa obra de referência  aborda nossa música desde as primeiras valsas e modinhas até o samba-reggae e o funk.

Ricardo Cravo Albin, o “pai da criança”, justifica os motivos dessa empreitada editorial: “Cito uma frase de Mário de Andrade que resume, com maestria, todos os porquês desta saga que hoje o leitor tem em mãos: ‘...porque o brasileiro é um povo esplendidamente musical.’ E não é de hoje que o prestígio de nossa música se consolidou em todo o mundo, podendo ser considerada como o retrato mais adequado, porque assumidamente miscigênico, de nossa gente, seus hábitos, seus fazeres, haveres e falares”, resumiu o criador do dicionário que coloca a riqueza dos mestres da MPB em verbetes deliciosamente ilustrados por mestres da caricatura nacional.

Clique aqui para acessar a versão on line do Dicionário Cravo Albin de MPB
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