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21/12/2006

Obra compila dados sobre as pequenas usinas hidrelétricas no RJ


O conjunto de pequenas centrais hidrelétricas desativadas, em fase de projeto ou em inventário no Estado do Rio de Janeiro soma um potencial de geração de 500 MW, ou 12% da demanda fluminense. Essas e outras informações estão no livro Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCH – no Estado do Rio de Janeiro, lançado recentemente em reunião do Conselho Empresarial de Energia da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro). O trabalho, realizado pela PUC-Rio com o apoio do governo do estado e da Termelétrica TermoRio, teve coordenação do diretor-presidente da FAPERJ, Pedricto Rocha Filho – professor do Departamento de Engenharia Civil da referida universidade.

Com tiragem inicial de 1.500 exemplares, o livro foi distribuído gratuitamente para bibliotecas do estado e órgãos ligados ao setor de geração de energia. O objetivo do projeto foi a elaboração de um banco de dados, geo-referenciado, contendo informações sobre o potencial do uso de PCH no estado, de modo a orientar uma decisão governamental sobre a conveniência do investimento público ou privado para geração de energia elétrica. Trata-se de um trabalho inédito no setor de energia fluminense.

Ao longo do levantamento feito para a realização do estudo, foram consideradas as usinas definidas pela potência final de geração inferior a 30MW. O trabalho assinala que, neste momento, o conjunto das pequenas centrais hidrelétricas do Estado do Rio tem um potencial de geração de 140MW. “A publicação fornece subsídios essenciais para o estabelecimento de políticas energéticas e ambientais no estado. Além disso, contribui para gerar programas desenvolvimento regional, orientando empresários que queiram investir em determinadas áreas”, explica Rocha Filho.

O estudo contou com o apoio da Secretaria Estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo. Na ocasião do lançamento, o titular da secretaria, Wagner Victer, avaliou que as pequenas usinas “possibilitam um melhor atendimento às necessidades de carga de pequenos centros urbanos e de regiões rurais”. Ele lembrou que muitas vezes esses usinas são utilizadas para complementar o fornecimento realizado pelo sistema interligado, trazendo a vantagem de diminuir o impacto ambiental. De acordo com Victer, seriam suficientes R$ 600 milhões para reativar as usinas paradas e construir novas unidades.

Para conseguir listar todas as PCHs no estado, a equipe dirigida por Rocha Filho recolheu dados de diversas fontes, como a Cedae, IBGE, Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) e a secretaria comandada por Victer. “Com o auxílio dessas fontes, chegamos a 89 empreendimentos. No entanto, depois de concluídos os levantamentos de campo, visitas a todos os municípios do estado e contatos com as prefeituras, foram incluídos mais 51 empreendimentos, totalizando 140”, explicou Rocha Filho. O trabalho contou com a colaboração de Anna Paula Lougon Duarte; Carlos Levy; Alfredo Líbano Soares; Neise Ribeiro Vieira Carvalho; Gilson Costa.


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