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Publicado em: 15/12/2005

Comunidade científica fluminense prestigia os 25 anos da FAPERJ

Fotos de Vinicius Zepeda

Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal

Uma platéia repleta de grandes nomes da ciência fluminense, além de autoridades de diversos órgãos de governo, prestigiou na manhã desta quarta-feira, 14 de dezembro, a cerimônia de comemoração pelos 25 anos da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro, a FAPERJ, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O evento foi aberto em grande estilo pela Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal, regida pelo maestro Silvio Barbato, que executou o Hino Nacional, a 7 Sinfonia de Beethoven e O Guarani, de Villa Lobos – tema da tese de doutorado do maestro, que é PhD pela Universidade de Chicago.

Na ocasião, foi distribuída a cientistas que se destacam pela grande contribuição ao desenvolvimento científico nacional a medalha Carlos Chagas Filho. Receberam medalha os professores Carlos Lessa, Lobatto Paraense, Leopoldo de Méis, César Leopoldo Camacho Manco, Otávio Guilherme Cardoso Alves Velho, Carlos José Pereira de Lucena, Jayme Tiomno e Eulália Maria Lahmeyer Lobo. Nelson Maculan Filho não pôde comparecer por estar na França, recebendo o título Doutor Honoris Causa da Universidade de Paris 13.

 

O Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, também foi premiado pela sua contribuição à divulgação da ciência e ao avanço na educação no país. A medalha foi entregue pelo secretário estadual de cultura, Arnaldo Niskier, à gerente geral do Canal, Lucia Araújo. Dois funcionários da FAPERJ – Beatriz Moreira Garcia e Cleucir José Corrêa de Miranda – foram homenageados com diplomas de honra ao mérito pelos serviços prestados à Fundação ao longo dos anos. Os diplomas foram entregues pelo secretário estadual de Trabalho, Marco Antonio Lucidi.

 

Em seu discurso, o diretor-presidente da FAPERJ, Pedricto Rocha Filho, enalteceu o capital cultural e intelectual do Estado do Rio de Janeiro e sua representatividade nas áreas de cultura, ciência e tecnologia: “Sediamos instituições como o Arquivo e a Biblioteca Nacional, as Academias Brasileiras de Ciências e de Letras, a Fundação Oswaldo Cruz, o Observatório Nacional e o Laboratório Nacional de Computação Científica, entre tantas outras. Ressalta-se também a notoriedade acadêmica de programas de pós-graduação e de pesquisa de universidades sediadas no estado. Tal realidade constitui-se um grande estímulo, mas sobretudo um grande desafio”, disse Rocha Filho.

 

O diretor-presidente da FAPERJ lembrou que a Fundação foi criada em 1980 a partir da fusão de instituições voltadas para o desenvolvimento de recursos humanos em educação e cultura e o desenvolvimento econômico e social do estado. “No entanto”, mencionou Rocha Filho, “interesses políticos conjunturais não propiciaram a consecução dos objetivos de amparo à pesquisa da Fundação, que sofreu os efeitos da descontinuidade e distanciou-se, em alguns momentos, de suas finalidades primordiais.”

 

Rocha Filho destacou a importância da aprovação da Lei 1.175, de 1987, que redefiniu as finalidades da Fundação e imprimiu-lhe um perfil institucional condizente com a proposta de amparo à pesquisa. No mesmo período, também foi criado o Conselho Superior, “um dos pilares da estrutura organizacional da FAPERJ, defendendo seus interesses e debatendo suas atividades em reuniões mensais”, disse o presidente. “O Conselho é um autêntico canal das demandas, aspirações e críticas da sociedade”, completou. Ele aproveitou para homenagear todos os conselheiros, os superintendentes e presidentes da Fundação que o antecederam, diretores, coordenadores de área, assessores e demais funcionários e colaboradores que se dedicam ao sucesso dos objetivos da Fundação.

 

Rocha Filho agradeceu à governadora Rosinha Garotinho, representada pelo secretário-chefe de Gabinete, Fernando Peregrino, pelo apoio que vem dando ao desenvolvimento científico e tecnológico voltado para o avanço socioeconômico do estado e do país. Por fim, afirmou que a grande homenageada do evento era a comunidade acadêmica.“Os pesquisadores e os resultados que apresentam constituem-se no patrimônio que notabiliza e credencia a FAPERJ nacionalmente”, disse.

 

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado do Rio de Janeiro, Wanderley de Souza, destacou o impacto da FAPERJ no desenvolvimento científico do estado. “O Rio de Janeiro hoje está na vanguarda as pesquisas brasileiras nas áreas de nanotecnologia, terapia celular, genômica e proteômica, entre outras”, afirmou. Ele informou ao público que o governo do estado investe mais na área de ciência e tecnologia do que em todos os programas sociais juntos. “O governo tem consciência de que o avanço científico é o único caminho para o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável do estado.

 

O secretário fez um retrospecto dos investimentos da FAPERJ nos últimos anos. “Ao longo da década de 90, a média foi de 20 milhões ao ano.  A partir de um salto em 1999, os repasses vêm aumentando ano a ano. De cerca de R$ 40 milhões foram para R$ 60 milhões. Em 2001, passaram para cerca de R$ 100 milhões. No ano passado, chegaram a R$ 137 milhões e este ano os recursos são recorde: devem chegar a R$145 milhões. Esta soma inclui a captação de recursos em parcerias com o governo federal”, concluiu.

 

Representando o ministro Sérgio Rezende, o secretário-executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia, Luis Manoel Fernandes, que durante quatro anos foi diretor-científico da FAPERJ, falou da vocação do estado do Rio de Janeiro para fazer ciência voltada para o desenvolvimento nacional e valorizou a formação de parcerias entre o estado e o governo federal.

 

O evento também contou com a exibição de um vídeo sobre o cientista Carlos Chagas Filho, que dá nome à Fundação, com depoimentos do próprio, de sua esposa Annah, sua companheira por 64 anos, e alunos do Instituto de Biofísica que ele criou e que vieram a se tornar grandes expoentes da ciência brasileira, como Darcy Fontoura de Almeida, Rafael Linden e Wanderley de Souza.

 

Ao final da cerimônia, o secretário de cultura Arnaldo Niskier, o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Ricardo Cravo Albin, e o escritor Antonio Olinto, membro do Conselho, celebraram o lançamento da revista O Prelo, que nesta edição veicula um artigo de Rocha Filho.

 

Em entrevista ao Boletim da FAPERJ, Cravo Albin disse que atualmente a FAPERJ representa muito mais do que quando foi criada, uma vez que não só consolidou seu papel no apoio à ciência e tecnologia como também vem abrigando a área de cultura. "A FAPERJ avançou e hoje apóia praticamente, de A a Z, todas as áreas do conhecimento. Os 25 anos da Fundação têm mesmo que ser celebrados com fanfarras e trompetes", concluiu.

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