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Publicado em: 10/03/2005

Uma festa qualificada para as mulheres da FAPERJ

foto de Vinicius Zepeda

As colaboradoras da FAPERJ ganharam uma homenagem qualificada neste Dia Internacional da Mulher, com palestras, discurso do presidente, brinde, sessão de yoga, exposição de bijuterias e lanche-confratenização – momento que os homens também compartilharam. Antes do lanche, o único homem presente no salão foi o diretor-presidente da FAPERJ, Pedricto Rocha Filho, que abriu as comemorações com a palestra “Todo dia é Dia da Mulher”, retirando-se logo em seguida para deixar as funcionárias à vontade em seu evento.

 

O presidente surpreendeu ao encerrar sua palestra declamando a letra da música Pois é, de Chico Buarque e Tom Jobim. Para ele, a música retrata a fraqueza do homem diante da perda da condição dominante. “A mulher está com uma postura mais sólida e agora cabe ao homem reconhecer isso”, afirmou, concluindo a palestra com as palavras de Chico Buarque:

 

“Pois é
Fica o dito e redito por não dito
É difícil dizer que inda é bonito
Cantar o que me restou de ti
Taí nosso mais-que-perfeito está desfeito
E o que me parecia tão direito
Caiu desse jeito sem perdão
Então disfarçar minha dor já não consigo
Dizer que nós somos bons amigos
É muita mentira para mim
E enfim hoje na solidão ainda custo
A entender como o amor foi tão injusto
Pra quem só lhe foi dedicação”

 

Rocha Filho destacou os avanços não só do ponto de vista do aumento da participação das mulheres no mercado de trabalho – elas já são 33% dos chefes de família –- como da qualidade do seu trabalho e da sua própria conscientização. O presidente da FAPERJ citou estudo da Capes que mostra que as mulheres já são maioria em cursos de mestrado e doutorado e disse acreditar que em pouco tempo a presença masculina e feminina nos editais da FAPERJ se equilibrará. Pesquisa feita em quatro editais “Cientistas do Nosso Estado” (de 1999 a 2002), programa para cientistas altamente graduados, mostra que, em média, as mulheres representaram 36% dos inscritos e apenas 26% dos aprovados. “As mulheres tendem a se equiparar tanto em quantidade quanto em qualificação”, disse.

 

foto de Vinicius ZepedaO evento continuou com a palestra “Sexualidade, gênero e racismo no Brasil”, proferida por Lana Lage Gama Lima, professora titular de História da Uenf e coordenadora do Instituto de Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro (ISP-RJ). Lana foi convidada pela professora Ismênia de Lima Martins, coordenadora do Programa de Editoração da FAPERJ.

 

Numa exposição densa em conteúdo histórico, Lana Lage promoveu uma reflexão sobre a condição e a identidade feminina ao longo dos tempos e em várias sociedades. Ela colocou em xeque as interpretações do comportamento feminino que tomam como base a existência de determinantes biológicos. “A identidade biologicamente determinada ainda encontra eco em campos como a biologia e a psicologia, mas um olhar antropológico mais treinado percebe o poder da influência do meio sobre o comportamento”, afirmou.

 

Lana Lage abordou ainda a questão do racismo, muito ligado às práticas sexuais. As brancas, mesmo quando pobres, eram consideradas destinadas ao casamento e merecedoras do amor de um homem. Já as índias e negras eram desqualificadas, e portanto serviam para o sexo mundano, muitas vezes violento, e para o trabalho.

 

foto de Vinicius ZepedaApós a palestra, as funcionárias da FAPERJ (foto) relaxaram com uma aula de tantrayoga para o rejuvenescimento, comandada pela gerente de Informática Christine Batelier.

 

Os exercícios são baseados na apostila do professor Paulo Murilo Rosas, que aprendeu as técnicas na Índia, com um mestre que tinha 101 anos e dois filhos pequenos. De acordo com Christine, o mestre dizia que bastava se fazer essa série de exercícios para ficar bem de saúde.

 

foto de Vinicius ZepedaPor fim, a presidente da Vida e Obra Social Maria Cecília Lamy falou sobre as aulas de artesanato promovidas em comunidades carentes, que vêm tendo resultados extremamente positivos para as alunas, não só do ponto de vista econômico como também de socialização. “Havia pessoas em depressão, senhoras que não saíam de casa, e que hoje produzem e participam diariamente das aulas e conversas”, contou.

 

Três alunas do projeto aproveitaram a ocasião para expor e vender seus produtos – bijuterias, roupas e enfeites.

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