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Publicado em: 15/07/2021

Kit covid eficaz, rápido e de baixo custo

Claudia Jurberg

O teste pode ser feito com amostra de saliva. O resultado
colorimetrico fica pronto em meia hora (Fotos: Divulgação)

Equipe de pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desenvolveu um kit de biologia molecular capaz de detectar o RNA do vírus SARS-CoV-2 em amostras de saliva e swabs nasofaríngeos de pacientes com suspeita de Covid-19. O diagnóstico fica pronto em menos de uma hora e tem um custo de apenas R$ 30. Ao contrário do PCR tradicional, não necessita de equipamentos complexos e nem caros. Com apenas um banho-maria a 600 C, pipetas e tubinhos, o teste tem demonstrado precisão se comparado ao tradicional PCR. O teste já foi realizado em amostras de 30 pacientes positivos e outros 30 negativos para Covid-19 e o resultado foi de 100% de acerto, comparado ao resultado obtido pelo PCR.

O teste, chamado de LAMP-COVID-19, amplifica o genoma viral em menos de 30 minutos e consegue detectar até 10 cópias do vírus em uma mesma amostra e é uma boa alternativa para ser realizado em lugares com pouca infraestrutura. O resultado é analisado de forma colorimétrica, sendo a cor vermelha para o resultado negativo e amarela para o positivo. 

O resultado é apresentado de forma colorimétrica, sendo a
cor vermelha para o negativo e amarelo para o positivo

A realização de testes, a partir da coleta da saliva para diagnostico da Covid, é uma ferramenta importante para ser aplicada em crianças, sobretudo em crianças internadas, e adultos acamados, que precisam ser testadas de forma repetida sem causar o incômodo da coleta nasofaringea.

Liderados pelas pesquisadoras Mônica Lomeli e Fabiana Ávila Carneiro, ambas da Universidade Federal do Rio de Janeiro. "Queremos muito tornar possível a comercialização dos testes, por isso estamos em busca de parceiros que nos ajudem a produzir em larga escala e distribuir nossa produção.”, disse Mônica Lomeli. A equipe da pesquisadora.conta com cinco alunos que criaram a startup Osiris Life Sciences. No momento, a Osiris participa do iGEM, uma competição de biologia sintética criada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT) e hoje organizada pela iGEM Foundation, dos Estados Unidos, na busca de inovação na área da saúde. A equipe Osiris concorre com 343 outras equipes de diversos países.

Para participar da competição, a Osiris desenvolveu o projeto Ammit, uma proteína para ser utilizada como reagente em kits de diagnóstico sorológico para diferenciar dengue, zika e chikungunya. A Ammit faz parte do projeto principal que a startup desenvolve, o DiagSyn – dispositivo eletroquímico multidiagnóstico capaz de detectar infecções virais em qualquer estágio da doença e oferecer resultados sorológico e molecular, ao mesmo tempo, para as três doenças. O dispositivo elaborado pela Osiris é um biossensor que faz leitura em uma fitinha, como nos testes de glicose, e o produto já foi selecionado, dentre startups do mundo inteiro, em um programa de aceleração da Universidade Técnica de Munich, na Alemanha.

A Osiris Rio UFRJ é uma equipe multidisciplinar com alunos de
de graduação nas áreas de Biotecnologia, Engenharia Química,
Engenharia de Bioprocessos e Nanotecnologia (Foto: Divulgação)

A equipe Osiris recebeu, inicialmente, apoio da FAPERJ para participar de competições de caráter educacional – por meio do edital Apoio a Equipes Discentes em Projetos de Base Tecnológica para Competições de Caráter Educacional, e tem sido apoiada também por emendas parlamentares.

A Osiris Rio UFRJ é uma equipe multidisciplinar com alunos de cursos de graduação nas áreas de Biotecnologia, Engenharia Química, Engenharia de Bioprocessos e Nanotecnologia. A equipe é coordenada pelas professoras Mônica Montero Lomeli, do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis, e Fabiana Ávila Carneiro, do Campus de Duque de Caxias Geraldo Cidade, e conta com a colaboração da Plataforma Avançada de Biomoléculas, coordenada pelos pesquisadores Marcius da Silva Almeida e Katia Cabral. Além disso, possui parcerias com os professores Emerson Schwingel e Fernando Cincotto, ambos do Instituto de Química. Os testes LAMP foram realizados com auxílio de obtenção das amostras pelo Laboratório de Virologia Molecular, coordenado pelo professor Amilcar Tanuri, e o Centro de Triagem e Diagnóstico, coordenado pela professora Terezinha Marta Castiñeiras.

Alunos: Isis Botelho Nunes da Silva, Maria Eduarda Pereira Barros, Ramon Cid Gismonti Baptista, Vivian dos Santos Gomes, Lucas Santiago Menezes.

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