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Publicado em: 07/01/2021

Livro reúne registros de propagação da Covid-19 no Estado do Rio de Janeiro

Juliana Passos

Mapa mostra a incidência de Covid-19 na cidade de São Gonçalo e relaciona com o número 
de alunos atendidos pelas escolas dos bairros no mês de julho (Foto: Divulgação)

Como a primeira onda de Covid-19 se propagou? Quais foram as medidas tomadas e a importância do monitoramento de infectados? Essas são algumas das questões abordadas no livro Covid-19: Análises e Representações da Pandemia no Estado do Rio de Janeiro, cuja proposta de publicação, formulada por Vinícius da Silva Seabra, professor no Departamento de Geografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), foi submetida e aprovada no Programa de Apoio à Editoração, da FAPERJ. A obra reúne nove capítulos sobre diversos municípios e regiões, especialmente municípios metropolitanos, Baixada e Norte Fluminense.

"No começo da pandemia, o conjunto de autores do livro, no qual eu assino um dos capítulos, iniciou o monitoramento dos dados sobre número de infectados, mortalidade e localização dos casos. Todos nós somos da área de geoprocessamento e trabalhamos com construções de mapas e análises espaciais. Temos também trabalhos que fazem interfaces com Geografia Física e Humana", diz Seabra. Ele explica que entre as possibilidades do trabalho espacial da Geografia, está o de mapear o número de casos, a disponibilidade de atendimento do sistema de saúde e concentração de transmissões.

Para Vinícius Seabra o monitoramento constante 
dos casos é fundamental para articulação de medidas 
de apoio à população Foto: Arquivo pessoal

A coleta de dados por município foi feita a partir dos dados divulgados pelas prefeituras e pelo governo do Estado, nem sempre disponibilizados com a frequência necessária, e muitas vezes sem especificar as localidades de onde partiam os casos. "Esses são indicadores importantes para saber o grau de isolamento necessário em cada momento. Com a dificuldade por parte da população em obter essas informações, acabamos nos tornando referência para muitas pessoas, que passaram a nos procurar diretamente", conta o professor da Faculdade de Formação de Professores da Uerj, localizada em São Gonçalo, cidade foco do estudo de Seabra.

A obtenção dos dados públicos é relatada como dificuldade comum a todas as cidades, até mesmo em Niterói, cidade modelo nessa pandemia, ainda que o município conte com sua própria equipe de geoprocessamento. Já outras cidades, como Magé, ignoraram o avanço no número de infectados e iniciaram a reabertura de comércios em maio e, como resultado, houve um pico de óbitos na metade de junho.

"Um dos principais resultados observados no conjunto dos artigos sobre a propagação da Covid-19 foi a grande descentralização das medidas, algo que de alguma forma já era esperado, na medida em que seria mesmo difícil que regiões e municípios adotassem uma medida única. Maricá e Niterói, por exemplo, adotaram restrições importantes desde o começo, como a limitação de venda de bebidas, testagem em massa e criação de renda básica municipal. No entanto, as duas cidades possuem uma receita elevada por conta dos royalties de petróleo, já a vizinha São Gonçalo tem mais de um milhão de habitantes – o dobro de Niterói – e uma desigualdade social muito maior", comenta o geógrafo. O geógrafo comenta que a repercussão dos mapeamentos realizados por diversos pesquisadores da rede nos veículos de imprensa – um exemplo por ser conferido nesta reportagem do Boletim Faperj –, contribuiu para o estreitamento das relações entre os pesquisadores e as equipes de servidores responsáveis pela elaboração e divulgação dos dados. Uma aproximação que, inclusive, promoveu um trabalho conjunto e de co-autoria no artigo dedicado à cidade de Niterói.

Seabra comemora a publicação por sua possibilidade de expansão da rede de pesquisadores e se diz surpreso com a reunião das diversas áreas de pesquisa em torno de um único tema. "O livro tem aspectos muito interessantes sobre a pandemia, representa um documento importante para compreensão da doença, entendimento de sua distribuição geográfica, e pode contribuir para políticas de saúde. É igualmente importante para avaliação dos impactos e construção dos cenários futuros", finaliza.

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