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Publicado em: 28/03/2003

Biodiesel: assinado novo convênio para produção

O esforço para a produção de combustíveis alternativos no Rio de Janeiro recebeu um novo impulso: o secretário de estado de Ciência, Tecnologia e Inovação, Fernando Peregrino, e o prefeito de Três Rios, Celso Jacob, assinaram, em 28 de março, protocolo de intenções e um convênio para o desenvolvimento do projeto RioBiodiesel no município. Essa é mais uma etapa do projeto, que foi iniciado em 2000 pelo Instituto Virtual Internacional de Mudanças Globais (Ivig). O Ivig é uma ação conjunta da FAPERJ e da Coordenação dos Programas de Pós-graduação em Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ).

 

A cerimônia de assinatura do convênio foi realizada no plenário da Câmara Municipal de Três Rios, logo após o encerramento do seminário sobre biodiesel apresentado pelo superintendente de Tecnologia da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI), Nelson Furtado. Após as assinaturas, Fernando Peregrino e Celso Jacob circularam pela cidade a bordo de uma van movida a biodiesel.

 

O biodiesel é um combustível extraído a partir de óleos de origem vegetal ou animal e que poderá substituir integral ou parcialmente o óleo diesel convencional, derivado do petróleo. Na ocasião, estiveram reunidos, também, produtores rurais de municípios vizinhos onde serão cultivadas plantas oleaginosas que servirão de base para a produção do combustível. Três Rios passa a ser o quarto município fluminense a aderir ao RioBiodiesel, seguindo os exemplos de Paraíba do Sul, Barra Mansa e Barra do Piraí.

 

O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação ressalta a importância do projeto. “O desenvolvimento industrial traz efeitos nocivos à natureza. O uso intensivo de combustíveis fósseis é um dos grandes responsáveis pela emissão de gases causadores do efeito estufa. O biodiesel é um combustível revolucionário, isento da emissão de gás carbônico”, afirma.

 

O biodiesel representa, também, a perspectiva de redução da dependência energética do país e a saída de divisas pela poupança feita na importação do petróleo bruto. Atualmente, o Brasil importa 10 bilhões de litros de óleo diesel por ano, o correspondente a 30% do consumo nacional.

 

No dia 27 de março, Fernando Peregrino e o presidente da Eletrobrás, Luiz Pinguelli Rosa, se reuniram para estudar um acordo de cooperação na implantação do Programa RioBiodiesel. A Eletrobrás se mostrou interessada no programa e prometeu elaborar um projeto nacional para substituir o diesel comum pelo biodiesel, nos geradores de energia elétrica, sobretudo na área rural.

 

O Professor Luiz Pinguelli Rosa disse que pretende estudar o uso do biodiesel nas frotas de suas subsidiárias, como Furnas. Além disso, vai colaborar para atrair investimentos para implantação do programa. Em breve, a intenção é assinar um protocolo de cooperação, entre a SECTI e a Eletrobrás para o desenvolvimento e o uso do biodiesel no Rio de Janeiro e em todos os estados do país.

 

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