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Publicado em: 21/05/2020 | Atualizado em: 22/05/2020

Startup carioca vence Desafio Covid-19 em Pernambuco

Paula Guatimosim

Os grupos formados no aplicativo são
denominados rounds (Imagem: Medvelox)

Com um aplicativo de comunicação móvel, customizado para necessidades de equipes médicas, a startup Medvelox foi uma das vencedoras do Desafio Covid-19, lançado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde (SES) e o Porto Digital, um dos principais parques tecnológicos e ambientes de inovação do Brasil e ícone da nova economia de Pernambuco. Idealizada por dois médicos neurocirurgiões, a startup carioca também é uma das classificadas para a segunda fase do edital Programa Startup Rio – uma parceria entre a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a FAPERJ.

De acordo com os organizadores do desafio, a solução apresentada pela Medvelox deverá ser adotada imediatamente por todas as equipes médicas da Secretaria de Saúde de Pernambuco para o combate ao coronavírus. No Rio de Janeiro, a plataforma vem sendo utilizada por 50 equipes da área de saúde, algumas envolvidas no tratamento de pacientes com Covid-19, que contam com o app diariamente para integrar informações sobre a evolução clínica de pacientes. O certame premiou outras sete empresas de base tecnológica, sediadas no Rio Grande do Norte, Distrito Federal, São Paulo, Pernambuco e Rio de Janeiro. Elas repartirão recursos no valor de R$ 1,3 milhão. O Rio teve uma segunda startup contemplada no desafio, a Evolutix/Allis, que apresentou uma central de processamento para monitoramento, comunicação e gestão integrada de dados epidemiológicos.  

Desenvolvido pelos médicos neurologistas Daniel Bezerra e Bernardo Liberato, o aplicativo Medvelox é uma espécie de whatsapp, onde os grupos são classificados como “rounds”, um termo médico para rodada de atendimento. “Estamos tendo um ótimo feedback das equipes que adotaram o aplicativo. Muitos médicos usam o whatsapp para assuntos profissionais, que acabam misturados aos assuntos pessoais. Nossos usuários estão muito satisfeitos de poderem segmentar suas conversas profissionais no Medvelox, o que para eles ajuda a aumentar a eficiência no atendimento”, comemora Bezerra.

O sistema de comunicação móvel foi idealizado para atender às necessidades de equipes médicas, sua maior vantagem em comparação com o whatsapp é ser exclusivo para mensagens profissionais. Basta o usuário fazer seu cadastro, criar um round, convidar seus colegas para fazerem parte desse grupo de cuidados e incluir os pacientes. Os rounds são grupos de profissionais de saúde que cuidam de um ou mais pacientes em comum. O aplicativo não se limita a apenas uma unidade/hospital e o mesmo profissional pode fazer parte de mais de um round. Uma vez criado o round, os profissionais podem se comunicar por meio de mensagens, cadastrar os pacientes, bem como compartilhar e gerenciar as informações médicas de forma que toda a equipe esteja conectada simultaneamente na evolução dos pacientes. Na página Rounds, aparecem os vários rounds (grupos) criados, quantos profissionais de medicina (membros) estão envolvidos, e quantos pacientes os compõem. No topo da página sempre aparecem os rounds que apresentam as últimas atividades, como conversas e postagens mais recentes.

Ao abrir cada round, o médico encontra quatro abas. Em “Mensagens”, os profissionais de saúde trocam mensagens, podem “anexar” pacientes específicos àquela mensagem, incluir fotos, vídeos, texto e documentos PDF, como exames, por exemplo. O grupo pode monitorar pacientes atuais e/ou incluir novos pacientes, mas também pode trocar mensagens sem necessariamente anexar pacientes, ou seja, conversar entre si sem que seja, necessariamente, sobre algum doente. Na aba “Pacientes”, os profissionais de saúde podem monitorar atuais e/ou incluir novos pacientes, consultar idade, número de registro, localização (cidade, hospital), e saber há quantos dias o paciente está sendo acompanhado, além de ter acesso a gráficos descritivos da sua evolução clínica, desde sua entrada no hospital, e terem acesso a seus exames e procedimentos (tarefas) de rotina ou eventuais.

Já na aba “Estatísticas”, a equipe envolvida pode observar todos os nomes dos pacientes que passaram pelo round, quantos dias ficaram sob os cuidados do grupo, quais os doentes que tiveram alta, foram transferidos ou mesmo faleceram. Essa funcionalidade também permite à equipe planejar o acompanhamento pós-alta para segmentar o histórico. Por fim, a quarta aba, “Galeria”, reúne todas as fotos, vídeos e imagens em PDF e outros formatos aceitos, compartilhadas pelos profissionais da saúde dentro do round.

Daniel Bezerra: “Tentamos incluir o máximo
de funcionalidades que representam o nosso 
cotidiano de cuidados com um paciente” 

O neurologista explica que a tela específica do paciente revela todo o histórico da evolução clínica do doente, desde a sua entrada no hospital. Ali, todas as mensagens trocadas pelos profissionais envolvidos com o seu caso ficam arquivadas na sessão de “Evolução Clínica”, a qual todos os profissionais podem ter acesso. Na aba “Balanço do Paciente” é possível acompanhar todos os procedimentos e tratamentos – medicamentos administrados, drenos, acessos, ventilação mecânica – dispensados ao enfermo, além de dados sobre balanço hídrico, diurese 24h, temperatura máxima, infusões. Na aba “Exames”, a equipe tem acesso a todos os resultados de exames feitos pelo paciente, como hematologia, coagulograma, bioquímica, microbiologia, gasometria arterial, gasometria venosa. Todos os exames já vêm com variáveis pré-definidas para facilitar a vida do profissional, que só precisa colocar o número do resultado de cada exame. Já a aba “Tarefas” contém os procedimentos que os profissionais da equipe anexam a cada paciente, como coletar sangue, checar temperatura e/ou pressão arterial, com o nome do solicitante e o nome de quem executou e finalizou a tarefa.

“Tentamos incluir o máximo de funcionalidades que representam o nosso cotidiano de cuidados com um paciente dentro de uma unidade hospitalar”, explica Daniel Bezerra. Segundo o neurologista, o objetivo da nova plataforma é promover rapidez de comunicação e organização para melhorar o gerenciamento de informações entre profissionais e equipes médicas com as instituições de saúde.

A Medvelox também está concorrendo à Chamada B (Apoio a projetos já concedidos e contratados em editais da FAPERJ) da Ação Emergencial Projetos para Combater os Efeitos da Covid-19 FAPERJ/SES – 2020, uma parceria entre a FAPERJ e a Secretaria Estadual de Saúde, anunciada em 26 de março. Voltada para instituições de ensino e pesquisa do Estado do Rio, startups, micro, pequenas e médias empresas, a chamada prevê investimento de R$ 30 milhões para os projetos aprovados.

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