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Publicado em: 28/03/2019

Um ‘bafômetro’, não para medir a dosagem de álcool, mas para detectar doenças

Juliana Passos

Equipamento, que passa atualmente por testes, poderá vir a identificar doenças infecciosas e crônicas (Foto: Divulgação)

O equipamento tem o mesmo aspecto de um bafômetro, mas em vez de dedurar a quantidade de bebida que você ingeriu, ele poderá revelar as doenças infecciosas e crônicas, a partir da identificação de substâncias eliminadas pelo sopro, tais como doenças provocadas por bactérias, intolerância à lactose e diabetes. A proposta é oferecer uma ferramenta simples e ágil para que agentes da saúde possam realizar uma triagem em hospitais e evitar filas.

A ideia ganhou corpo durante projeto de pesquisa do mestrado de Nathalia Nascimento, hoje, doutoranda na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). No final de 2018, ela decidiu submeter o projeto ao edital Startup Rio 2019: Apoio à Difusão de Ambiente de Inovação em Tecnologia Digital no Estado do RJ, uma parceria da FAPERJ com a Secretaria Estadual de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e teve sua proposta acatada pelo comitê de seleção do programa. As atividades da quarta edição do programa começaram no dia 7 de fevereiro.

Os primeiros passos do projeto, contudo, começaram numa viagem a Cingapura, quando Nathalia foi apresentar um trabalho em congresso sobre Inteligência Artificial aplicada à área da saúde. Na ocasião, foi questionada sobre a capacidade de identificação de doenças, e, a partir daí, começou a ser elaborada. A concepção de um produto comercializável, no entanto, veio quando apresentou seu trabalho de doutorado em uma palestra na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a convite de sua irmã Júlia Nascimento, estudante de Biotecnologia na mesma universidade, campus Professor Geraldo Cidade, em Xerém, Duque de Caxias. Foi nessa oportunidade que a estudante de graduação percebeu a sinergia entre o conhecimento adquirido no seu curso de Biotecnologia com aquele desenvolvido pela irmã em Inteligência Artificial.

“Por meio do sopro, conseguimos eliminar gases que estão relacionados a algumas doenças infecciosas ou crônicas. Essas doenças deixam uma assinatura biológica no corpo e por meio dessa assinatura é possível identificá-las, de maneira similar à identificação do consumo de álcool pelo bafômetro", explica Nathália.

Nathalia Nascimento (à dir.), com a equipe do orientaMED:
a irmã Júlia, ao centro, e Rheyller Vargas ao fundo 

O primeiro passo para o desenvolvimento do orientaMED – nome escolhido para batizar o invento – foi a participação no Hackathon Hacking Health, evento itinerante internacional que combina inovação com cuidados com a saúde, realizado no Rio de Janeiro, em 2017. Naquele início de dezembro, Nathalia, que já contava com o apoio da irmã, ganhou mais um colaborador, o também graduando em Biotecnologia na UFRJ e técnico em Química, Rheyller Vargas. Juntos, eles apresentaram um produto simplificado em relação ao atual e que se limitava a identificar gastrite. Ao serem questionados se o sistema poderia ser ampliado para identificar um maior número de doenças, o trio foi instigado a pesquisar mais a fundo sua própria solução. Atualmente, a equipe trabalha no treinamento do sistema para capacitá-lo a identificar até 15 doenças e a expectativa é a de que esse número possa ficar ainda maior.

Já selecionada para programas de mentoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) em parceria com o Health Care City, Nathalia espera, durante a primeira fase do programa Startup Rio, aprender as metodologias de validação de um produto, algo que costuma exigir bastante investimento das empresas que estão começando e que, se mal aplicadas, podem levar a um elevado gasto financeiro com pouco retorno. E caso o projeto seja selecionado para a segunda etapa do programa, quando se inicia o auxílio financeiro, serão comprados os equipamentos necessários para a melhoria do protótipo e a realização dos testes em hospital com o equipamento. A expectativa é de que em dois anos o equipamento esteja no mercado.

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