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Publicado em: 27/09/2018 | Atualizado em: 28/09/2018

Celeiro de inovação: programa Startup Rio exibe resultados no seu Demo Day

Evento realizado nesta terça-feira (25/09), no Centro de Convenções Sul América, reuniu 11 das 39 startups contempladas pelo edital Startup Rio (http://startuprio.rj.gov.br) – um programa da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (Sectids), desenvolvido em parceria com a FAPERJ. Após um período de um ano durante o qual receberam apoio para o desenvolvimento de seus projetos, elas tiveram a oportunidade de mostrar no palco do “Demo Day” – como são chamadas essas demonstrações – como transformaram suas ideias na área de Tecnologia Digital em produtos inovadores. Durante o dia, em programação paralela ao Rio Info, foi anunciada a prorrogação das inscrições para a edição 2019 do programa Startup Rio, que seriam encerradas nesta quinta-feira (27/09). O novo prazo para submissão de propostas vai até segunda (01/10).

Público lotou o auditório para acompanhar, no Demo Day, os pitches de 5 minutos das startups (Foto: Divulgação) 

Para o subsecretário de Pesquisa, Ciência e Tecnologia da Sectids, Augusto C. Raupp, todo o espectro de atuação da Secretaria pode ser representado pelo programa Startup Rio, incluindo as ações das instituições vinculadas à Sectids. “Os insumos que alimentam o Startup Rio são alunos de universidades, de escolas técnicas e de ensino a distancia, além de cientistas, pesquisadores e pessoas que trabalham com desenvolvimento tecnológico, que recebem apoio da FAPERJ. Eles são spin off dessas iniciativas de política pública da Secretaria”, afirmou Raupp.

“Quando concebemos este programa em 2013, pensamos numa estratégia de governo que criasse alternativas para o desenvolvimento econômico e social fora da tradicional indústria de energia, predominante na economia do estado. Obviamente, fomos atropelados pela crise, e o que temos hoje é muito focado em tecnologias digitais, mas há outras áreas que pretendemos alcançar, mas não conseguimos desenvolver ainda por falta de capacidade de investimento da FAPERJ”, acrescentou. O subsecretário garantiu que o objetivo do Startup Rio é expandir seu apoio para outros segmentos com competências desenvolvidas e estocadas nas prateleiras das universidades. “O Startup Rio é muito mais que um programa, é um conceito de desenvolvimento econômico social. Espero que seja encarado assim para que transcenda o governo que termina este ano e seja um legado”, concluiu Raupp.

Ao agradecer a todos os colaboradores do programa, o assessor da Diretoria de Tecnologia da FAPERJ e coordenador do projeto Startup Rio, Marcos Neme, lembrou que o programa tem uma característica singular, pois parte de pessoas com ideias – e não de empresas já constituídas –, fazendo com que elas se transformem em empresas, numa velocidade crescente e em busca de resultados. “Acho que estamos conseguindo atingir a meta nesta fase final, apresentando startups que estão com um ótimo nível”, disse Neme. Segundo ele, o foco do Startup Rio é o público mais jovem, criativo e empreendedor. Ele lembrou que até mesmo o tema do Rio Info deste ano é a transformação digital. “Estamos passando para a vida da era digital. O papel das startups é trabalhar nessa transformação e o nosso papel é favorecer para que isso aconteça o mais rápido possível, no nosso país, no nosso estado”, afirmou.

O Programa Startup Rio é resultado de um acordo de cooperação entre a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Social (Sectids), a FAPERJ, a Sociedade Núcleo de Apoio à Produção e Exportação de Software do Rio de Janeiro (Riosoft) e a Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-RJ), com colaboração de parceiros como o Sebrae e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI), entre outros. E o Demo Day é o evento de finalização desse apoio, a apresentação desse resultado prático.  

Em um clima festivo e acelerado, bastante propício ao networking, 11 startups tiveram cinco minutos cada para apresentarem seus Pitchs, a fim de conquistarem clientes e investidores de diferentes modalidades, como investidor-anjo, venture capital, private equity e capital semente para seus negócios crescerem. É uma oportunidade para os fundadores das startups se mostrarem ao ecossistema, conhecer e conversar com investidores, que decidirão se têm interesse em investir nos negócios desenvolvidos. 

O Cyberlabs foi a primeira startup a apresentar o Insight, “a maneira mais inteligente de conhecer sua audiência”. O aplicativo é um aferidor de resultados de mídia externa, como os totens instalados nos relógios/termômetros de rua. Para a maioria dos segmentos do mercado publicitário, saber as informações sobre os clientes é fundamental. Perguntas como quem, em qual horário, como o produto foi acessado é ainda uma carência para anunciantes de mídia externa, um mercado que movimenta US$ 28 bilhões no mundo e representa 6% da publicidade mundial. Segundo estudos do setor, essa fatia poderia ser de 12%, mas o problema é que a mídia externa ainda não entrega métricas confiáveis, passível de aferição, principalmente se comparada à concorrência, em especial as redes sociais e a web em geral. A plataforma Insight resolve este problema, pois é online e consegue mensurar tudo relacionado ao público: atenção, audiência, faixa etária, fluxo e reação do público. Desenvolvido por uma equipe de 20 pessoas, o Insight utiliza a visão computacional, uma câmera que registra as informações: quantas pessoas, idade, gênero, emoção e tempo de atenção na tela, por exemplo, gerando relatório de gráficos detalhados. Sua acessibilidade é imensa, pois qualquer celular e até câmeras de segurança podem fazer essa leitura com o app. A tecnologia desenvolvida é escalável, com módulos independentes para cada necessidade de informação do cliente, que paga apenas pelo que lhe interessar. A plataforma está totalmente disponível na nuvem, sem custo de hardware nem de instalação. Segundo o diretor executivo da Cyberlabs, Oscar Evangelista, a empresa está em negociações avançadas com duas das maiores exibidoras de mídia exterior do Brasil, além de ser parceira em inteligência artificial de três dos maiores fornecedores de tecnologia do mundo (Intel, NVidia e IBM) e de dois provedores de nuvem muito confiáveis (Paperspace e Amazon). Eles oferecem um teste grátis pelo link: https://insight.cyberlabs.ai.

Em outra apresentação, a Nextale mostrou que a experiência literária pode ser imersiva na palma da mão. Segundo Priscila Mana Vaz, a evolução no século XXI, totalmente digital, mudou a forma de as pessoas assistirem TV (Netflix) e sua relação com a música (Spotify). “Mas no mercado editorial nada mudou e as soluções oferecidas não são revolucionárias, pois o PDF é uma imagem, um livro impresso digitalizado e disponível na tela, mas estático”, explicou. O Nexbook, por sua vez, é uma experiência literária, verdadeiramente digital e imersiva. No exemplo projetado no telão, por trás do texto, o livro tem imagens dinâmicas, trilha sonora e efeitos especiais de som.  Para driblar a concorrência das editoras, a Nextale foca no público jovem, de 14 a 24 anos, que representa 24 milhões de leitores no Brasil e movimenta R$ 1,5 bilhão/ano. “Nosso modelo é a venda unitária de livros no aplicativo, mas queremos migrar para um modelo de assinatura”, conta Priscila. Segundo ela, em agosto de 2017 o Nexbook era só uma ideia e após um ano fizeram o lançamento do app com três livros na loja. Sua equipe venceu um edital do Senai para desenvolver a plataforma, mas decidiu focar na elaboração dos livros. Até abril próximo, procura empresas que queiram investir, via Lei Rouanet, na expansão do catálogo. “Nossa meta é chegar em 2020 com 100 livros no catálogo, faturamento de R$ 100 mil mensais e 8.000 assinantes”, informou a jovem empreendedora. 

Já Henrique Freitas, executivo de comunicação da Rolé Digital, que também passou pelo palco do Demo Day, apresentou um produto para quem gosta de viajar e compartilhar suas experiências. Segundo ele, o app responde a pergunta que todo viajante faz: “O que tem de bom para fazer lá?”. Em sua opinião, no mercado milionário do turismo, os guias de viagens, revistas, agências, sites, blogs etc. envelheceram diante da realidade atual, totalmente mobile (on line, on time, full time). Ele sentiu essa mudança do mercado na pele, pois é o idealizador do Rolé Carioca, projeto que promove passeios a pé por diversos bairros do Rio. Apesar de contar com mais de 300 pontos de interesse turístico, mapeados por professores de história, humanismo, arquitetura e turismo, e de já ter levado mais de 12 mil pessoas para passear em seis anos de existência, o Rolé Carioca acontece apenas uma vez por mês, deixando de atender milhares de pessoas.

Assim foi concebido o Rolé Digital, que, pelo celular, guia as pessoas pela cidade por meio de mapas interativos e áudio, disponibilizando no mundo mobile toda a experiência da empresa, mas com total autonomia do usuário. “É uma rede social para quem ama viajar, que incentiva a criação e o compartilhamento de roteiros personalizados, feitos pelos próprios usuários”, explica Freitas. É possível customizar roteiros por áreas de interesse. O modelo de negócio é freemium, no qual os usuários podem navegar pelos pontos avulsos, mas pagam uma taxa para terem acesso a todos os benefícios da plataforma, como os modelos prontos e a customização. Esta solução completa e simples de usar, antes mesmo de seu lançamento já conquistou dois parceiros de peso: o Rio Galeão, que disponibilizará um estande para a empresa; e a Timbici, que dará desconto aos usuários das bikes laranjinhas que baixarem o app. Freitas, que se auto define como empreendedor “serial”, espera ser a principal referência para o turismo no Rio, e, em 2019, pretende expandir o negócio para o todo o Brasil e exterior.


Ela explica que o modelo de negócio do esporte tradicional, presencial, acabou. “Na verdade, enriqueceu dezenas de instituições como Fifa, COI, times de elite de diversos esportes, que ganharam muito dinheiro com direitos televisivos. Mas a história mudou de lado com a entrada das OTTs, empresas que oferecem diferentes tipos de serviços e conteúdo na Internet. O dinheiro mudou de lado. A receita de PayTV – que engloba, por exemplo, a TV por assinatura, vídeos sob demanda e o universo multitelas – que era de 3%, em dez anos estará em 80%. Aquelas receitas avassaladoras”, explica a doutora em políticas públicas, estratégia e desenvolvimento. Para ela, isso significa disputar um mercado de audiência de telas totalmente fragmentadas, em inúmeras telas.  Além disso, reforça a professora, o esporte irá disputar o mercado de entretenimento, que inclui teatro, TV, música, shows, ou seja, passará a disputar uma audiência que pode durar apenas dois minutos. Maureen também recomendou aos “startupeiros” que suas estratégias sejam globalizadas, pois o mercado doméstico é limitado. Ela deu o exemplo da “La Liga” (que reúne os melhores times do futebol espanhol), que possui mais fãs fora da Espanha do que dentro do próprio país. Ela conta que o último contrato da “La liga” foi ceder gratuitamente os direitos de transmissão dos jogos pelo Facebook para a Índia, onde há 50 milhões de fãs.No meio do programa de apresentação das startups, a pós-doutora em Inovação no Esporte Maureen Flores traçou um panorama sobre “O esporte do Futuro, Israel 2020”. Há dez anos a professora e colunista do jornal O Globo estuda o impacto da tecnologia no esporte. Segundo ela, o ecossistema do esporte no mundo se dá em vários países como Austrália, Holanda, Espanha, e Israel, onde startups estão se aglutinando ao redor de aceleradoras especializadas.” Isso porque, agora, Maureen explica, o capital internacional, principalmente o VC (venture capital) olha o esporte como um emergente vertical”. Segundo ela, isso significa que é um segmento da economia que apresenta soluções tecnológicas e um número de exits crescentes. Em sua opinião, as três principais inovações em esporte são: solução para performance (que faz fronteira com a indústria de fitness e da saúde);  a integridade no esporte (governança, corrupção, doping etc.); e o engajamento do fã, que chama de “um verdadeiro pote de ouro no fim do arco íris”. Maureen está certa de que o fã é a catapulta do esporte para a indústria do entretenimento. “O esporte deve ser visto como um ativo rentável para a indústria do entretenimento ou não sobreviverá”, sentenciou. 

Justificando o título de sua palestra, a pesquisadora falou da liderança de Israel – país com nenhuma tradição esportiva, mas com muita tradição em inovação – nesse mercado global. Segundo ela, o empreendedor de esporte em Israel, com talento e competência instalada em tratamento de imagem e inteligência artificial, tomou conta do nicho milionário do chamado “engajamento do fã” e entraram direto no setor de entretenimento, sem antes terem passado pelo esporte presencial. “A lição que os empreendedores israelenses podem nos dar é a meta de se tornarem o Sport Tech Nation 2020 com o ‘engajamento do fã’. Outra característica dos israelenses é serem empreendedores seriais, que criam e vendem suas empresas sucessivamente, sem deixarem de apoiar os que estão começando, pois, assim, vão formando uma rede de recursos (capital e conhecimentos) que os tornam imbatíveis em soluções globais e customizadas. Segundo Maureen, nessa estrutura de rede montada, o esporte tem uma força tão grande na economia que várias empresas não endêmicas abraçaram esse setor. Deu exemplo da Microsoft Sports, que oferece plataforma, consultoria e nuvem para todas as ligas de várias modalidades de esportes, além de ter montado uma aceleradora (a GSIC) que abre edital uma vez por ano e faz networking de startups. Outro líder global não endêmico, lembrou, é a Intel Sports, que patrocinou os Jogos Olímpicos e lançou uma nova solução focada no entretenimento, que oferece qualquer jogo em tempo real, realidade virtual, com conexão e interatividade. Outro exemplo, a Siemens, em parceria com o Bayern de Munique, mapeou o som de toda a arena do Allianz, com 75 mil fãs, fez um trabalho em 3D e lançou uma campanha para provar que o torcedor é o 12º jogador em campo. Já os descendentes dos fundadores da Adidas formaram uma aceleradora especializada em esporte, em Berlim. Resumindo, Maureen destacou os principais pontos que os empreendedores brasileiros devem estar antenados quando se trata de esporte: fronteira com a saúde, engajamento do fã, senso de urgência e globalização. “Não sei quais modalidades de esporte sobreviverão, mas certamente elas terão que sobreviver com e-sports”.

O Startup Rio oferece o Programa Avançado de Formação Empreendedora (Pafe), que oferece treinamentos, consultorias, técnicas de gestão, validação da ideia e construção de plano de negócios. Os participantes têm direito à utilização do espaço de coworking na sede do Startup Rio, na Rua do Catete 243, e supervisão individual de cada projeto pela equipe gestora do programa. Na segunda fase do programa, os projetos que completam o Pafe são reavaliados e no máximo 50 projetos recebem os recursos financeiros, além de supervisão da equipe do programa, serviços de mentoria e treinamento em desenvolvimento de produto, técnicas de vendas, construção de protótipo e gestão de empresas.

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