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Publicado em: 10/08/2017

Evento na sede do programa Startup Rio discute caminhos para o empreendedorismo

Débora Motta

A diretora de Tecnologia da FAPERJ, Eliete Bouskela, disse que investir
nas
startups é uma das metas da Fundação (Foto: Débora Motta)  

Considerada um celeiro para empreendimentos inovadores, a sede do programa Startup Rio, localizada no Catete, na Zona Sul do Rio, reuniu nesta quinta-feira, 10 de agosto, um público de empreendedores e “startupeiros”, que pensa em como fazer negócios de sucesso com novas ideias. Entre os presentes, estavam os contemplados no edital Startup Rio 2017: Apoio à Difusão de Ambiente de Inovação em Tecnologia Digital no Estado do Rio de Janeiro, lançado pela FAPERJ. Pela manhã, eles assistiram ao seminário Startup Business – acelerando seus negócios com startups que deram certo, promovido pela Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação (Assespro-RJ), em parceria com o  Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da IBM e da FAPERJ.

À tarde, os integrantes dos projetos escolhidos pelo Startup Rio 2017 deram início à Fase 1 das atividades do Programa Avançado de Formação Empreendedora (Pafe), a ser desenvolvido no espaço de coworking da sede do programa. Nesta etapa, os empreendedores passarão por treinamento, consultoria e atividades afins de nivelamento, técnicas de gestão, validação da ideia e construção de plano de negócios. Ao final dessa fase inicial do programa, que deverá durar cerca de oito semanas, os empreendedores passarão por uma nova análise do Comitê de Avaliação para poderem participar da Fase 2, focada no efetivo desenvolvimento dos seus empreendimentos. Para tanto, contarão ainda com a supervisão de seus projetos, serviços de mentoria e treinamento em desenvolvimento de produto, técnicas de vendas, construção de protótipo e gestão de empresas. Os que forem classificados receberão recursos financeiros no valor de até R$ 96 mil, conforme aprovado pelas instâncias de julgamento do edital.

Um dos contemplados no edital Startup Rio 2017, o engenheiro de controle e automação Paulo Nascimento, um dos sócios da empresa Renova Lixo – que propõe um sistema integrado para requisição de lixeiras voltadas para a coleta seletiva no estado do Rio de Janeiro –, acredita que a participação no programa como empresa incubada vai resultar em oportunidades para aprimorar o produto, especialmente durante o processo de mentoria. “Será interessante ter esse contato com a cultura empreendedora durante a mentoria. As aulas iniciais serão fundamentais ara o desenvolvimento do negócio. Além disso, o networking que estabeleceremos será outro ponto positivo”, disse Nascimento.

Durante o debate realizado no Startup Business, o presidente da Assespro-RJ, Álvaro Cysneiros, destacou o papel das startups para movimentar a economia fluminense, inserida no contexto da crise econômica e financeira. “Dentro desse contexto de tentar retomar o crescimento da economia fluminense, sentimos uma obrigação de ter uma frente de atuação relevante diante das startups. Essa é a nossa contrapartida para a sociedade, o acesso ao conhecimento e a capacidade de acelerar as startups em negócios frutíferos”, disse Cysneiros. “É importante aproveitar esse cenário de interseção de negócios nesse ecossistema de inovação, entre empresas maduras, startups e a academia”, completou.

Diante do público de empreendedores, a diretora de Tecnologia da FAPERJ, Eliete Bouskela, destacou a necessidade dos investimentos em inovação como alternativa para o desenvolvimento econômico. “A primeira coisa importante, para o estado do Rio de Janeiro, é criar massa critica. Além de criar coisas novas, vocês, empreendedores, devem questionar as coisas que já existem. Precisamos enxergar as oportunidades na crise. Para o estado, se não tivesse acontecido essa crise envolvendo a Petrobras, nosso horizonte seria limitado a investimentos na área de petróleo e gás. No contexto atual, a FAPERJ tem enorme interesse em investir nas startups e na inovação tecnológica", afirmou.

Ela, que é médica e pesquisadora na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj),  também falou da importância de se impedir a fuga de cérebros para o exterior no atual momento econômico. “Há 30 anos eu me mudei para a Suécia, porque queria encontrar condições melhores para fazer pesquisa. Mas percebi que, por mais que eu trabalhasse lá, isso não faria tanta diferença para a sociedade. No Brasil, pelas necessidades sociais de mais inovações na área científica e tecnológica, sinto que podemos fazer a diferença”, ponderou Eliete.

Por sua vez, o coordenador do Startup Rio na FAPERJ, Marcos Neme, relembrou um pouco da história e dos objetivos do programa. “O Startup Rio é uma parceria público-privada que surgiu na Secretaria de Ciência e Tecnologia, com a participação da FAPERJ, da Assespro, do Sebrae e de outras entidades. Já estamos na terceira versão desse programa que tem o objetivo de incentivar ideias que possam se tornar empresas nascentes de base tecnológica. Queremos pegar ideias de pessoas físicas criativas, que estejam realmente no início, e ajudá-las a transformarem essas ideia em empresas na máxima velocidade possível”, resumiu Neme.

O coordenador de Base Tecnológica do Sebrae, Paulo Cezar Andrade, ressaltou o apoio da instituição para o ecossistema de inovação do estado do Rio de Janeiro. “Em São Paulo, podemos dizer que o ecossistema é desenvolvido, especialmente porque eles tem mercado. Mas não podemos esquecer que também temos inteligência no Rio de Janeiro, basta desenvolver esse mercado”, enfatizou. Aos empreendedores presentes, ele disse: “É preciso trazer empresas para o Rio, e isso se consegue ficando aqui, e não desistindo do estado e migrando para outros países, como Portugal. Vocês são as novas empresas que vão mudar o estado.”

Em seguida, executivos da IBM Brasil falaram sobre o programa internacional da empresa voltado para o apoio de startups. Eles também citaram como case de sucesso o desenvolvimento do supercomputador Watson, capaz de armazenar uma grande quantidade de informações, analisá-las e, após obter confiança em uma opção, responder à questão que lhe foi proposta. Mais do que isso, trata-se de um supercomputador que pode ajudar profissionais, como médicos, a encontrarem respostas sólidas, em apenas três segundos.

“No mundo, 4.7 quintilhões de bytes são gerados diariamente. É como se entregássemos uma pilha de 350 jornais a cada pessoa do planeta todos os dias. Para aumentar o poder de processamento das informações, a IBM elaborou o Watson, que proporciona uma parceria entre um especialista humano e a inteligência artificial”, explicou o arquiteto de Soluções em Tecnologia da Informação, Thiago Guimarães. “Cada pessoa gera 1.2 megabyte de informação por minuto”, completou o executivo do Ecossistema de Desenvolvedores, Startups e Novos Negócios da IBM, Claudio Bessa. Mais do que um supercomputador, Watson é uma plataforma de computação cognitiva e inteligência artificial disponível na plataforma aberta de inovação da IBM, a Blue Mix, de serviços em nuvem.

O seminário contou ainda com a participação internacional do empreendedor israelense Yevgeny Brener. Ele é cofundador do aplicativo “365 Scores”, que está na dianteira dos aplicativos sobre esportes para plataformas móveis, como celulares e tablets. “Começamos em uma garagem, em Israel, e já empregamos no país mais de 50 pessoas. Acabamos de inaugurar o primeiro escritório da empresa no Brasil, em São Paulo”, contou entusiasmado Brener. Ele citou a cultura de inovação existente no seu país de origem como fator que impulsionou o desenvolvimento da sua startup. “Israel é o país que mais tem startups em todo o mundo. Tel Aviv está em segundo lugar no ranking mundial das cidades mais inovadoras, logo depois do Vale do Silício, na Baía do São Francisco, na Califórnia”, citou o empreendedor. Para ele, o fato de Israel ser um país de imigrantes, dispostos a investir nos seus sonhos, ajuda a impulsionar as startups no país.

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