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Publicado em: 25/05/2017 | Atualizado em: 26/05/2017

Encontros FAPERJ discute o papel da Embrapii para impulsionar a inovação no País

Débora Motta

Coordenadora da Embrapii/Coppe, Angela Uller detalhou o modelo de
negócios da sua unidade para fomentar a Inovação (Foto: Débora Motta)

Promover a inovação na indústria brasileira por meio da cooperação entre instituições de pesquisa e empresas. Essa é a missão da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), que esteve em pauta na 17ª edição do Encontros FAPERJ, realizado na manhã desta quinta-feira, 25 de maio, na sala de reuniões da Fundação. Dessa vez, o tema do debate foi "O papel da Embrapii no fomento à inovação: oportunidades e desafios”, conduzido por Angela Uller, coordenadora da unidade Embrapii/Coppe em Tecnologia Submarina e presidente da Rede de Tecnologia do Rio de Janeiro. A Coppe é a sigla que designa o Instituto de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada em 2011 pelo governo federal, por meio dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Educação (MEC), a Embrapii atua no financiamento de projetos de inovação industrial, em parceria com empresas nacionais, por meio de um modelo de negócios que compartilha riscos técnicos e econômicos. Hoje, são 34 unidades da Embrapii espalhadas pelo País. As unidades são centros de pesquisa e universidades que se credenciam por chamadas públicas, depois de provar que têm capacidade de captação de recursos com a iniciativa privada. As unidades credenciadas assinam um acordo de seis anos com a Embrapii, que estabelece o montante de recursos que poderão ser usados para compartilhar os custos de projetos com as indústrias. 

Ao compartilhar riscos com as empresas, pela divisão dos custos do projeto, estimula-se o setor industrial a inovar com maior intensidade tecnológica para, assim, potencializar a força competitiva das empresas. “Pelo modelo de negócios compartilhado, o financiamento dos projetos obedece a seguinte regra geral: no máximo um terço dos recursos provém de uma unidade da Embrapii, não reembolsáveis; no mínimo um terço é investido pela empresa que encomenda o projeto de inovação; e a outra terça parte provém da contrapartida econômica das instituições de pesquisa, que entram com infraestrutura, recursos humanos e equipamentos”, detalhou Angela, que é doutora em Engenharia Química pela Universidade de Paris.

Ela lembrou que esse novo modelo de parceria – entre as instituições de pesquisa tecnológicas, a Embrapii e as empresas industriais – ajuda a movimentar o mercado no Brasil, onde, tradicionalmente, o processo de geração de conhecimento se concentrou nas universidades. “Temos um problema, que é o fato de que a maior parte dos pesquisadores, que são potenciais geradores de inovação, está concentrada nas universidades, e não no mercado. Isso acontece desde a criação do sistema de fomento à ciência e tecnologia no País, com o estabelecimento do Fundo de Desenvolvimento Técnico-Científico (Funtec), idealizado pelo economista José Pelúcio Ferreira, em 1964, no então Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE), que acabou sendo destinado à pesquisa em pós-graduação nas universidades. Anos depois, em 2003, só 34% dos pesquisadores atuavam nas empresas. Em 2010, já devido aos efeitos da crise econômica, esse número caiu para apenas 21%, e hoje deve ser muito menor. Sem falar na questão da fuga de cérebros”, ponderou.

Angela citou as linhas de atuação da unidade Embrapii/Coppe, que envolvem itens como análise, projeto e qualificação de dutos submarinos, risers rígidos e flexíveis – risers são tubos que ligam uma estrutura de produção offshore flutuante, ou uma plataforma de perfuração, a um sistema submarino para fins produtivos – e cabos umbilicais de média e alta tensão; garantia de escoamento; e análise de integridade estrutural e gerenciamento de risco – monitoramento, inspeção e reparo, além de equipamentos submarinos, poços e reservatórios.

Ela disse que, diante da atual crise econômica pela qual passa o País, bem como da diminuição do preço do barril de petróleo, o desafio é impulsionar a inovação no cenário de contração do mercado. “No período de 2012 a 2016, houve uma redução de 82% em relação aos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no setor de óleo e gás na Coppe, mas felizmente este ano o cenário está mudando e já estamos em vias de assinar quatro novos contratos de grande porte e temos outros seis em negociação. Também estamos articulando a criação de novos programas para pequenas e médias empresas do setor, com ênfase em modelos de financiamento concebidos especificamente para este segmento”, concluiu.

A unidade Embrapii/Coppe reúne, atualmente, 22 laboratórios com experiência na realização de ensaios e projetos de pesquisa na área de engenharia submarina (subsea, no termo em inglês), beneficiando, sobretudo, empresas de pequeno e médio porte que atuam no setor de óleo e gás. Elas contam com a expertise e infraestrutura da Coppe para o desenvolvimento de novos produtos e processos, aumentando a competitividade dessas empresas no mercado mundial.

O Encontros FAPERJ é uma realização do Núcleo de Estudos em Políticas Públicas para Inovação (Neppi/FAPERJ), coordenado por Thiago Renault, com a participação de Sergio Yates – ambos são assessores da Presidência da Fundação. O curador do Encontros FAPERJ, evento que completou três anos de atividades em 2017, é José Manoel Carvalho de Mello, que também integra o Neppi. O próximo encontro abordará o tema da Inovação na Indústria Farmacéutica Brasileira e terá como palestrante Julia Paranhos de Macedo Pinto, professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e coordenadora do Grupo de Economia da Inovação do Instituto de Economia da UFRJ.

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