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09/03/2017

FAPERJ divulga listagem dos pré-selecionados no edital Start-Up Bio 2016

A Diretoria de Tecnologia da Fundação anuncia, nesta quinta-feira, 9 de março, o resultado preliminar do edital Apoio ao Empreendedorismo e Formação de Start-ups em Saúde Humana do Estado do Rio de Janeiro – 2016. Iniciativa inédita da Fundação para incentivar a formação de start-ups na área de saúde em âmbito estadual, o programa pré-selecionou oito projetos para o desenvolvimento de produtos estratégicos para o setor de saúde.

Com recursos da ordem de R$ 10 milhões, o Start-up Bio visa estimular projetos de grupos de pesquisa que possam vir a se tornar empresas nascentes de base científica e tecnológica, normalmente denominadas start-ups, com vistas a criar um cluster de biotecnologia no estado do Rio de Janeiro. Com o programa, a Fundação procura fomentar projetos inovadores no desenvolvimento de produtos e tecnologias, focalizando doenças prioritárias dos Programas Estratégicos do Ministério da Saúde no escopo do Sistema Único de Saúde (SUS), conforme o disposto na portaria Nº 2.888, de 30 de dezembro de 2014, e suas edições anuais subsequentes.

Para a diretora de Tecnologia da FAPERJ, Eliete Bouskela, o Start-up Bio incentiva o desenvolvimento de uma cultura do empreendedorismo na universidade, tendo como função aproximar os empresários da universidade, por meio dos empreendedores. “O Brasil ainda tem grande necessidade de importar medicamentos. Mais de 80% dos fármacos consumidos no País vêm do exterior. É importante incentivar a produção nacional”, destacou Eliete.

Entre os produtos estratégicos para o SUS neste edital estão aqueles pertencentes aos seguintes grupos: Grupo 1: fármacos; Grupo 2: medicamentos; Grupo 3: adjuvantes; Grupo 4: hemoderivados e hemocomponentes; Grupo 5: vacinas; Grupo 6: soros; Grupo 7: produtos biológicos ou biotecnológicos de origem humana, animal ou recombinante; Grupo 8: produtos para diagnóstico de uso in vitro. Poderão ainda ser incluídos produtos e bens que compõem os programas estratégicos desenvolvidos no âmbito do Ministério da Saúde, mesmo que não previstos nos grupos acima.

“Os projetos pré-selecionados abrangem uma gama de tecnologias que vão de derivados de alta atividade antimetastática a testes para diagnóstico molecular em cardiologia e neuro-oncologia, baseados em estudos genéticos. Tais propostas representam não só relevância para o setor no âmbito estadual, mas têm grande impacto para política industrial nacional de tecnologia para a área da sáude”, afirma Sérgio Mecena, assessor da Diretoria de Tecnologia. Para ele, a iniciativa da Fundação é transformadora. “O Start-up Bio tem a preocupação de motivar a formação de empreendimentos a partir de grupos de pesquisa em biotecnologia. Esperamos que esses grupos consigam sair da fase de pesquisa básica e chegar à fase de prova de conceito, habilitados a criar um empreendimento, a gerar valor e atrair investimentos para o desenvolvimento de produtos em saúde estratégicos a sociedade”, disse Mecena.

Start-up Bio conta com o apoio do Grupo Executivo do Complexo Industrial das Ciências da Vida do Estado do Rio de Janeiro (GECIV-RJ), que reúne instituições públicas e congrega instituições públicas e privadas do estado, visando ao desenvolvimento biotecnológico, com a missão de elaborar e desenvolver as diretrizes das políticas estaduais de fortalecimento do complexo produtivo e de inovação em ciências da vida.

Puderam ser proponentes grupos de pesquisa formados por profissionais da área, professores pesquisadores, estudantes e/ou técnicos. Os grupos de pesquisa distinguem-se por sua reconhecida atuação seja em linhas de pesquisa, especialidades do conhecimento e setores de aplicação bem definidos, com produção científica e tecnológica e padrões de interação com o setor produtivo. Esses grupos deverão estar localizados em universidades, instituições isoladas de ensino superior, institutos de pesquisa científica, institutos tecnológicos, incubadoras e parques tecnológicos, laboratórios de pesquisa e desenvolvimento de empresas estatais e de empresas privadas sediadas no estado do Rio de Janeiro.

Cada uma das propostas submetida ao programa deveria ser de, no mínimo, R$ 500 mil e com valor máximo de R$ 1,5 milhão, detalhando cada uma das etapas distintas de execução, deixando claro qual o produto estratégico que se estaria objetivando atingir em cada uma das etapas. Os recursos financeiros destinados a cada projeto serão liberados em três parcelas, condicionadas à aprovação do Relatório Técnico pela FAPERJ e da avaliação realizada pela equipe de acompanhamento e avaliação.

Os recursos do edital poderão financiar despesas de capital, como material permanente e equipamentos; e despesas de custeio, como material de consumo; serviços de terceiros (pessoas físicas e jurídicas) com caráter eventual, incluindo a manutenção de equipamentos e material permanente, a realização de pequenos reparos e adaptações de bens imóveis, e a contratação de licenças de softwares, além de diárias e passagens, desde que compreendam despesas necessárias para o desenvolvimento do projeto de pesquisa (excluídas diárias e passagens para participação em eventos científicos e tecnológicos).

O programa tem duração de 18 meses e finalizará com a apresentação dos projetos num “Demo Day”, etapa final em que os grupos de pesquisa apresentarão seus resultados para um conjunto de investidores, que avaliarão a viabilidade dos produtos desenvolvidos e poderão patrocinar a continuidade dos empreendimentos. O edital terá duração global de 18 meses, desde seu lançamento até o “Demo Day”.

Os selecionados deverão, agora, passar pelo processo de documentação para avaliação da conformidade fiscal e de contencioso judicial: prazo até 13 de abril. “Esta é uma etapa importante para garantir a qualificação para o fomento e respectivo desenvolvimento do projeto”, avisa Mecena.

Confira a listagem completa dos pré-selecionados no edital Apoio ao Empreendedorismo e Formação de Start-ups em Saúde Humana do Estado do Rio de Janeiro – 2016

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