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Publicado em: 03/08/2016

Rede Rio conecta o Museu do Amanhã

Vilma Homero

Com suas linhas futuristas, o Museu do Amanhã parece flutuar sobre
o espelho d'água que o rodeia (Foto: Bernard Lessa)

A construção já chama atenção de longe. Uma estrutura moderna, que mais parece uma enorme escultura, abriga o Museu do Amanhã, instalado na Praça Mauá, no Centro do Rio de Janeiro. Uma vez em seu interior, o ponto de partida da visitação é um grande domo negro, de 360°, que representa o Cosmos. É assim, navegando pelas galáxias mais distantes e imerso na imensidão do universo que o visitante dá início à viagem proposta nas modernas instalações do museu. São cinco áreas distintas, 82 telas – 56 delas interativas – e vídeos legendados em português, inglês e espanhol, que levantam as questões fundamentais que o homem vem se fazendo desde o começo dos tempos: “quem somos?” “de onde viemos?” “onde estamos?” “para onde vamos?” E, especialmente, “como queremos ir?” Mais do que simples respostas, o que se coloca como proposta é uma reflexão sobre o futuro, com base no que fizemos no passado e em nossas escolhas do presente. Mas tudo isso só se torna possível por conta da Internet. A ligação do Museu do Amanhã à Internet é feita pela malha ótica da Redecomep-Rio e conectada à Rede-Rio de Computadores/FAPERJ.

No átrio do museu, o enorme globo gira e mostra
imagens do planeta (Foto: Byron Prujansky)

Isso porque não se trata de um museu nos moldes daqueles que costumamos visitar.  É, isso sim, um museu eminentemente visual, em que predominam imagens, instalações e vídeos. Para que tudo deixe de ser meramente expositivo e funcione também de modo interativo, some-se aí uma conectividade média diária de cerca de 250 Mbits/segundo e podemos ter uma ideia da importância da internet para esse modelo de museu. Sua capacidade é mais ou menos o equivalente à visualização on-line de 50 filmes em alta resolução. 

Alimentada pela malha ótica da Redecomep-Rio, conectada à Rede-Rio de Computadores/FAPERJ – que tem um de seus ramos passando pela Praça Mauá e fornece internet de alta velocidade ao museu, assim como às demais instituições de ciência & tecnologia do estado –, essa conectividade é o que permite, por exemplo, que uma das atrações que mais impressionam no museu seja um imenso globo terrestre, girando em torno do seu eixo com imagens do mundo. “Esse é bom exemplo de atividade que só é possível com internet. O que gira é o conteúdo, mas a impressão que se tem é de que estamos vendo o globo inteiro em órbita”, diz o curador do museu, físico e doutor em Cosmologia Luiz Alberto Oliveira. 

Cercado por espelhos d’água, jardim, ciclovia e área de lazer, o museu já chama a atenção pelo formato futurista do prédio, que ocupa uma área de pouco mais 34 mil metros quadrados do Píer Mauá. Do ponto de vista arquitetônico, ele segue o projeto do espanhol Santiago Calatrava, inspirado nas formas orgânicas das bromélias brasileiras. A preocupação com a sustentabilidade levou à instalação de 5.500 placas voltaicas para captar energia solar e ao uso das águas da Baía de Guanabara, logo ali em frente, não só para abastecer os espelhos d’água como para alimentar o sistema de refrigeração do prédio. Uma vez utilizada, a água é devolvida à baía, já purificada, numa forma simbólica de uso consciente.

Do ponto de vista do conteúdo, aquelas perguntas filosóficas que sempre incitaram o homem são também tema das cinco grandes áreas da exposição principal: Cosmos, Terra, Antropoceno – período geológico mais recente em que as atividades humanas começaram a ter um impacto significativo sobre o planeta –, Amanhãs e Nós. O que se vê é resultado do esforço de 31 cientistas e pesquisadores, brasileiros e estrangeiros, com destaque em seu campo de atuação, que, como consultores, produziram material e participaram dos debates para elaborar sua concepção.

       
Antropoceno: com as mudanças promovidas pelo homem,
precisamos pensar o amanhã que queremos (Foto: Bernard Lessa)

“O museu conjuga o rigor da ciência e a linguagem expressiva da arte, tendo a tecnologia como suporte, em ambientes imersivos, instalações audiovisuais e jogos, criados a partir de estudos científicos desenvolvidos por especialistas e instituições do mundo inteiro”, explica o curador Luiz Alberto Oliveira. 

Nas várias salas, vídeos com especialistas ajudam a entender a dimensão de cada uma das várias questões levantadas, explicando e aprofundando aspectos ligados às várias áreas do conhecimento. “Em cada uma das áreas, o público tem acesso a um panorama geral sobre os temas tratados e, se quiser, pode aprofundá-lo nas videopalestras apresentadas por especialistas”, fala o curador. Com cerca de 25 mil visitantes por semana, entre eles grupos de alunos de diversas escolas fluminenses, o museu atingiu a marca de 500 mil visitantes já nos cinco primeiros meses de funcionamento, completados em maio.

Fruto de uma iniciativa da prefeitura do Rio de Janeiro, o Museu do Amanhã foi concebido e realizado em conjunto com a Fundação Roberto Marinho, instituição ligada ao grupo Globo, com o Banco Santander como patrocinador máster. O projeto conta ainda com a BG Brasil como mantenedora e o apoio tanto do governo do estado, por meio de sua Secretaria do Ambiente, quanto do governo federal, por intermédio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). O responsável pela gestão é o Instituto de Desenvolvimento e Gestão (IDG).

“O museu é um espaço de conhecimento que oferece uma reflexão ética sobre o amanhã que queremos, uma visão dos futuros possíveis que podemos construir a partir das nossas escolhas, em uma perspectiva de convivência com o planeta e entre nós mesmos”, define o diretor geral da Fundação Roberto Marinho, Hugo Barreto. Em outras palavras, é pensar sobre as consequências que o nosso modo de vida hoje trará para as gerações futuras. São experiências que vão além do discurso. É possível verificar o que vai ser do amanhã de acordo com o que fazemos hoje. “O Museu do Amanhã é um disseminador das reflexões produzidas no campo da ciência, abrindo um espaço fundamental para o debate do conhecimento científico. É um lugar privilegiado para que a ciência possa ser divulgada entre quem mora ou visita a cidade”, elogia Nelson Silva, executivo da BG América do Sul, mantenedora da instituição.

Um acervo imaterial, que precisa ser constantemente
renovado  (Foto: Bernard Lessa)

“Nosso acervo é imaterial, expõe possibilidades. Ao contrário de outras instituições, que precisam preservar seu acervo, o do museu deve ser o tempo todo renovado”, explica o curador do museu. “É um espaço de conhecimento, que oferece uma reflexão ética sobre o amanhã que queremos, uma visão dos futuros possíveis que podemos construir a partir das nossas escolhas, em uma perspectiva de convivência com o planeta e entre nós mesmos”, define Hugo Barreto. Para o curador Luiz Alberto Oliveira, “o museu oferece as perguntas, não as respostas. São elas que norteiam nossa série de experiências, de maneira a construir uma narrativa de exploração e interrogações.” 

Instituições interconectadas pela tecnologia 

Desde a sua criação, em 1992, a Rede-Rio/FAPERJ é responsável por interconectar as instituições de ensino, pesquisa em ciência e tecnologia e o governo do estado do Rio de Janeiro à Internet. A Rede-Rio/FAPERJ tem o objetivo de manter uma infraestrutura avançada e compartilhada de comunicação destinada às necessidades da comunidade acadêmica. A sua infraestrutura de rede mantém canais de comunicação com as outras redes estaduais, nacionais e internacionais via RNP (Rede Nacional de Ensino e Pesquisa – vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC), com o Ponto de Troca de Tráfego do Rio de Janeiro (PTT-RJ do Comitê Gestor da Internet do Brasil) e um canal comercial com acesso as redes internacionais e nacionais. A Rede-Rio é mantida pela FAPERJ e, em parceria com a RNP, é responsável pela construção e operação da Redecomep-Rio.

A Rede-Rio Metropolitana (parte acadêmica da Redecomep-Rio) é uma iniciativa conjunta da FAPERJ e da RNP com o objetivo de instalar e operar uma infraestrutura de fibras óticas e redes de alta velocidade para as instituições de ensino, ciência, tecnologia e o governo do estado. Com a expansão da Rede-Rio, por meio da malha ótica da Redecomep-Rio, as instituições de ensino, pesquisa, ciência, tecnologia e inovação fluminenses passaram a contar com duas conexões. “Qualquer universidade ou instituição de ensino e pesquisa fluminense só tem garantido seu acesso à Internet pela Rede-Rio”, explica o coordenador da Rede-Rio, Luiz Felipe Magalhães Moraes. Com a entrada em operação da Redecomep, a rede passou a ter dois anéis operando em paralelo. Em 2005 o anel principal era de 1 Gigabit/por segundo, e, a partir de 2014, estes anéis passaram a operar na velocidade de 10 Gigabit/segundo. “A vantagem é que, funcionando paralelamente, garante-se a manutenção do serviço, mesmo se uma dessas conexões falhar”, acrescenta Nilton Alves Junior, Tecnologista do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), e integrante da Coordenação de Engenharia de Operações da Rede-Rio. "Sem essa expansão da Rede-Rio, o Museu do Amanhã certamente teria limitações para funcionar", conclui.

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