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Publicado em: 19/07/2004

Amazônia é destaque na abertura da 56ª reunião da SBPC

CUIABÁ - Anunciado como o maior evento científico do hemisfério Sul, teve início neste domingo, 18 de julho, em Cuiabá, a 56a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC).
A solenidade de abertura lotou o amplo auditório do Teatro Universitário, no campus da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT), sede da reunião que desta vez tem como tema Ciência Na Fronteira: Ética e Desenvolvimento. Ao longo da cerimônia, todos os oradores foram interrompidos pelas manifestações por parte dos estudantes, que aproveitaram para abrir faixas de protesto e reivindicar mais verbas para a educação.

Estande da FAPERJ Em seu estande na Expociência, evento paralelo à 56a SBPC, a FAPERJ está divulgando alguns de seus programas, como o Rio Inovação, Cientistas do Nosso Estado, RioGene e o Auxílio-Editoração, com a exposição de mais de cem títulos, entre livros, CDs e vídeos nas mais diversas áreas do conhecimento, produzidos com o apoio da Fundação. A FAPERJ está distribuindo, na SBPC, a recém-lançada terceira edição do seu Mapa da Ciência do Estado do Rio de Janeiro. No primeiro dia de visitação à Expociência, o estande da FAPERJ recebeu a visita de 144 pessoas.

O presidente da FAPERJ, Pedricto Rocha Filho, participou da solenidade de abertura da Reunião Anual da SBPC. Ele disse que a presença do órgão em Cuiabá é importante para levar ao conhecimento do público, especializado ou não, as atividades desenvolvidas pela entidade. “É importante divulgar, em âmbito nacional, o nosso trabalho, e ao mesmo tempo estar atento a tudo o que acontece no país na área de ciência, tecnologia e inovação”.

Campos e PedrictoRocha Filho lembrou a importância da questão ambiental no momento em que se discute os meios mais adequados para garantir a preservação dos recursos naturais do país. ”Hoje, o novo contrato social entre a comunidade científica e a sociedade está caminhando na direção de políticas que enfatizem a responsabilidade e o desenvolvimento. Neste sentido, o sistema de C&T tem que olhar para a questão ambiental, dentro de uma concepção atual e que considere o desenvolvimento sustentável”, enfatizou.

Amazônia em destaque

Como o estado de Mato Grosso faz fronteira com a região amazônica, a maior floresta tropical do mundo foi assunto recorrente nas intervenções feitas pelos integrantes da mesa de abertura do evento. Na mesa de abertura, sentado na cadeira vizinha à do governador de Mato Grosso, Blairo Maggi, o maior produtor individual de soja no mundo, o presidente da SBPC, Ennio Candotti, sugeriu uma moratória na derrubada da floresta. O plantio da soja, junto com a expansão da pecuária, têm sido apontados como as duas principais razões para a acelerada derrubada da floresta brasileira.

"Se os bois e a soja derrubarem a floresta não haverá civilização possível em toda a

nossa região", disse Candotti. "A floresta amazônica é o grande laboratório científico da

nossa civilização", ressaltou. Em coletiva antes da solenidade de abertura, o ministro de

Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos, teve de responder a várias perguntas dos

repórteres sobre os planos de governo para a região norte do país: "Temos de defender a

Amazônia com nosso estoque de conhecimento"', disse Campos.

 

Perguntado sobre o que sistema de Ciência e Tecnologia poderia fazer para reduzir as

gritantes desigualdades sociais do país, o ministro afirmou que as políticas

compensatórias não serão suficientes para reduzir o profundo fosso presente da pirâmide

social brasileira. "É necessário que usemos a inteligência à disposição do país e envolver

gestores, pesquisadores, empreendedores, para juntos implementarmos ações garantam

um desenvolvimento econômico e social mais justo", destacou. Campos defendeu a

política do governo Lula para a área de C&T e garantiu que ao fim dos quatro anos de

governo a verba destinada ao setor sofrerá um acréscimo de 50%.

 

Em uma semana, 2466 trabalhos científicos serão apresentados

 

A extensa programação da 56a reunião da SBPC tem números superlativos: serão 185

eventos oficiais, 38 conferências (com 1 palestrante), 70 simpósios (com 2 ou mais

especialistas de área), sete assembléia, um concurso (Cientista do Amanhã), 12

encontros de sociedades específicas, 52 mini-cursos, e a outorga de cinco prêmios. Ao longo da semana, serão apresentados 2466 trabalhos científicos, com uma média de 490/dia. O custo estimado do evento ficou entre R$ 1,5 e 2 milhões. A comissão organizadora recebeu 3600 inscrições antecipadas, mas espera um total de cerca de 5 mil inscritos. Os organizadores esperam receber um público total de 12 mil pessoas.

 

Pouco antes da sessão de abertura, Candotti, em conversa com jornalistas, reivindicou mais atenção e investimentos do governo em ciência para que o país volte a figurar na lista de nações emergentes e cumpra a promessa de se unir aos países mais desenvolvidos. O presidente da SBPC disse que o Brasil dispõe de três grandes instrumentos para recuperar o tempo perdido o longo dos últimos anos na área científica: os fundos setoriais; os recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento  Científico e Tecnológico (FNDCT), criado em 1969; e as

fundações de amparo á pesquisa nos estados.

 

 

 

 

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