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Publicado em: 09/07/2015

Férias sem aulas, mas com muito aprendizado novo 

Elena Mandarim

O objetivo do projeto é despertar o interesse
do 
público jovem pela ciência, por meio de
experimentos 
lúdicos (Foto: Divulgação)

Pensando em oferecer uma opção de entretenimento para as crianças no período de recesso escolar, a Casa da Descoberta, em Niterói, está preparando uma programação especial: 80 vagas para crianças de 6 a 12 anos participarem da colônia de férias, que será realizada na última semana do mês de julho. Em funcionamento há 15 anos, a Casa da Descoberta é um projeto do Instituto de Física, da Universidade Federal Fluminense (UFF), no campus da Praia Vermelha, Boa Viagem. “O objetivo é incentivar jovens e público em geral a se interessarem pela cultura científica, colaborando para a formação do indivíduo. Para isso, são desenvolvidas atividades que contribuam para a divulgação da ciência e que con­solidem o espaço como um polo de interação entre comunidade acadêmica e sociedade”, diz Daisy Luz, professora da UFF e diretora da Casa da Descoberta. O projeto já foi contemplado em alguns editais da FAPERJ, entre eles, de Difusão e Popularização da Ciência e Tecnologia e de Apoio à Melhoria do Ensino em Escolas da Rede Pública Sediadas no Estado do Rio de Janeiro.

A Casa da Descoberta, no Instituto de Físico da
UFF, recebe, em média, oito mil visitantes por
ano, a maioria estudantes 
(Foto: Divulgação)

Durante a colônia de férias, os jovens poderão participar de diversas oficinas, além de vivenciar cerca de 50 diversos experimentos interativos disponíveis atualmente na Casa da Descoberta, nas áreas de mecânica, ótica, eletricidade, hidrodinâmica, astronomia, formas alternativas de energia e reações químicas, entre outros.  “Aproveitando que 2015 é o Ano Internacional da Luz, uma das oficinas que planejamos é para ensinar a montar um espectroscópio, que separa a luz branca em seus diversos feixes coloridos. É um equipamento bem simples de fazer e que permite a abordagem de diferentes conceitos físicos, sobre luz e energia. Queremos mostrar que física não é só fórmula”, entusiasma-se Daisy, que tem mestrado e doutorado em física pela própria UFF.

Quinzenalmente, a casa organiza noites de
observação das estrelas, utilizando telescópios
e planetário inflável 
 (Foto: Divulgação)

De acordo com a diretora, a Casa da Descoberta recebe, em média, oito mil pessoas por ano, principalmente alunos de escolas públicas e privadas, da pré-escola ao ensino médio. O projeto conta com uma equipe formada por professores e alunos dos insti­tutos de Física e de Química da Escola de Arquitetura. As visitas são guiadas por monitores que estimulam o uso dos equipamentos e ainda explicam, de maneira informal e lúdica, os conceitos científicos aprendidos em sala de aula. “A ideia é simples: fazer com que o público normalmente desinteressado pelas ciências, tal como são ensinadas em sala de aula, seja impactado pelos equipamentos e tenha vontade de aprender”, diz Daisy. Ela conta que um dos experimentos que mais despertam interesse é o gerador de Van der Graaf, um instrumento usado para fornecer altas tensões elétricas, mas que, na versão experimental, produz o efeito de arrepiar os cabelos de quem tocar na cúpula – uma espécie de bola metálica –, pois os fios ficam eletrizados com cargas iguais e, por isso, se repelem. 

No planetário inflável, um dos equipamentos
comprados com verba da FAPERJ, são projetadas 
imagens de constelações 
(Foto: Divulgação)

Daisy ressalta que alguns equipamentos são construídos na própria UFF, outros são comprados em empresas espe­cializadas, como, por exemplo, os telescópios e o planetário inflável. “Ambos adquiridos com verba da FAPERJ e usados para as noites de observação das estrelas, promovidas quinzenalmente pela Casa da Descoberta. Quando o tempo está bom, a observação é direta e por meio dos telescópios. Porém, quando o tempo está nublado ou quando o evento ocorre em alguma escola ou museu, a observação das estrelas é feita com o planetário inflável – uma semiesfera preta, que é montada para a projeção das constelações – para que os jovens se divirtam, reconhecendo planetas e estrelas.”

Ampliando a Casa da Descoberta

Ao longo de cerca de 50 anos de existência, o Instituto de Física acumulou uma série de equipamentos de seus laboratórios, que estão guardados em armários e almoxarifados. Segundo Daisy, a ideia é recuperá-los e catalogá-los, para que possam ser exibidos em uma mostra permanente, formando um pequeno museu dentro da Casa da Descoberta. “Acreditamos que o museu pode contribuir para o resgate da memória da comunidade científica, além de difundir o patrimônio cul­tural e histórico do instituto”, destaca Daisy. Ela ressalta que os equipamentos já estão sendo recuperados e catalogados e que o museu deve entrar em funcionamento ainda este ano.

A Casa da Descoberta funciona de segunda a sex­ta-feira, das 9h às 12h e de 14h às 17h, na Avenida General Milton Tavares de Souza, s/nº, 2º andar, campus da Praia Vermelha, Boa Viagem, Niterói. Às terças-fei­ras, abre também das 18h às 21h, quando são realizadas observações do céu. E, quinzenalmente, abre também aos sábados, de 10h às 15h. Para se inscrever no projeto, os pais devem entrar em contato pelo e-mail descubra@if.uff.br e seguir as instruções dadas.

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