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Publicado em: 27/08/2002

Editorial

Editorial

Estamos comemorando 500 anos da chegada dos europeus no Brasil. Apesar das dificuldades históricas enfrentadas pelo nosso povo, da exploração colonial e do atraso estrutural e da dependência externa daí decorrentes, temos o que comemorar. Afinal, fruto da miscigenação, o Brasil é palco de uma das mais importantes realidades raciais de que se tem notícia na história da humanidade da qual resultou um povo imensamente criativo, trabalhador e consciente do papel que o país deve desempenhar no sistema internacional.

Neste ano de 2000, juntamente com os 500 anos do país, também comemoramos os 100 anos de fundação da Fiocruz, os 80 anos da criação da UFRJ, os 100 anos de nascimento de Anísio Teixeira e os 20 anos de criação da FAPERJ. A ciência brasileira tem seu berço no Rio de Janeiro. Foi nesta cidade que se deu a criação da primeira Academia Científica do Império Português- a Academia Científica do Rio de Janeiro, criada em 1771, ou seja, sete anos antes da Academia Real de Ciências de Lisboa. Infelizmente, essa academia, cuja iniciativa de fundação foi do marquês do Lavradio, teve vida efêmera. Ainda no período colonial, a cidade do Rio ganhou a Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, instituição que deu origem a Escola Politécnica, criada em 1874, e ao hoje competente Instituto Militar de Engenharia (IME). Com a vinda da família Real, em 1808, nasce o Jardim Botânico, a Escola de Médico-Cirurgiões no Rio de Janeiro, o Museu Real, que mais tarde daria origem ao Museu Nacional, a Imprensa Régia, a Academia Real Militar e a Biblioteca Nacional. Lamentavelmente, vigorou no Brasil nos anos de colônia e de império, uma cultura lítero-bacharelesca o qual impediu, por razões óbvias, o progresso da ciência no país.

No século XX avançamos bastante. Decorrente das necessidades de saneamento do Distrito Federal foi criado o Instituto Soroterápico Municipal de Manguinhos, em 1900, berço da futura Fundação Oswaldo Cruz, instituição que a partir de 1908 com os “cursos de Manguinhos” recebe profunda reformulação por iniciativa do grande cientista Oswaldo Cruz. Em 1909, Carlos Chagas publica o artigo em que descreve o ciclo completo da doença que mais tarde levaria seu nome: Doença de Chagas. Em 1919, fundou-se a Sociedade Brasileira de Ciências, transformada mais tarde em Academia Brasileira de Ciências e na década de 20, o país ganha sua primeira universidade, a Universidade do Brasil.

Ao longo desses 500 anos, o Rio de Janeiro traçou seu caminho na ciência. Hoje é um dos mais importantes parques científicos e tecnológicos do país, com cerca de 140 instituições, entre universidades e centros de pesquisas, que contam com recursos humanos altamente qualificados em todas as áreas do conhecimento.

Esta brevíssima referência à vida científica do Rio e do país nos últimos séculos, permiti-nos a certeza de que com apoio e vontade política teremos condições de avançar bastante no desenvolvimento científico e tecnológico do país, condição essencial para vencer o atraso e melhorar as condições de vida do nosso povo. A FAPERJ, ao longo de sua história, constituiu -se em importante instrumento de suporte financeiro às iniciativas científicas e tecnológicas do nosso estado. Hoje, ao completar 20 anos, graças ao apoio e a visão de estadista do Governador Anthony Garotinho, nossa instituição está capacitada, sob todos os aspectos, para exercer as finalidades que levaram à sua criação.

Antonio Celso Alves Pereira
Diretor-Superintendente da FAPERJ

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