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Publicado em: 04/12/2014

Pensa Rio: Fundação realiza entrega de outorgas do edital em cerimônia no Palácio Guanabara

  Autoridades e representantes da comunidade científica
        lotaram o Salão Nobre do Palácio Guanabara
                    (Foto: Lécio Augusto Ramos) 

Consolidando a atuação da FAPERJ como agência indutora do desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação (C,T& I) no estado do Rio de Janeiro, a Fundação realizou, na tarde desta quarta-feira, 19 de novembro, em cerimônia no Palácio Guanabara, a entrega de 55 termos de outorgas, referentes a projetos selecionados no âmbito do edital Pensa Rio – Apoio ao Estudo de Temas Relevantes e Estratégicos para o Estado do Rio de Janeiro – 2014. Os recursos destinados pela Fundação a esses projetos atingirão o valor total de R$ 60 milhões. Ao longo de 2014, foram 44 editais lançados pela FAPERJ.

O governador, Luiz Fernando Pezão, ressaltou o papel de destaque da Fundação no fomento às pesquisas em curso no estado do Rio de Janeiro. “É um orgulho para nós ver o trabalho da FAPERJ nesses últimos oito anos. No interior, em todos os lugares que visito, converso com pesquisadores, que sempre elogiam a atuação da Fundação. O volume de recursos de R$ 2,5 bilhões, que foi repassado pela Fundação desde 2007, não é trivial. Está longe ainda do que o estado precisa investir, mas mostra que o retorno desse investimento é garantido. Ninguém pode negar o trabalho que foi feito na área de ciência e tecnologia no estado. Sem educação, cultura, ciência e tecnologia, não temos salvação”, afirmou Pezão. “Se há 20 anos tivéssemos acreditado no projeto dos Cieps, não estaríamos precisando investir tanto em segurança como agora”, completou.

Por sua vez, o secretário estadual de Ciência e Tecnologia, Alexandre Tande Vieira, lembrou as principais linhas de ação que a pasta vem desenvolvendo desde 2013, quando ele se tornou subsecretário. “Quando Gustavo Tutuca assumiu a secretaria, ele percebeu que tínhamos que consolidar algumas ações em andamento, priorizando cinco eixos. O primeiro foi a expansão do ensino superior gratuito. No caso da Uerj, conseguimos comprar o campus em Nova Friburgo, instalar o curso de Engenharia em Queimados, expandir o campus de Resende, ampliando assim o processo de interiorização. Expandimos polos do Cederj na Rocinha, em Belford Roxo e em Barra do Piraí; impulsionamos a Faetec, por exemplo, ao inaugurarmos centros em Barra Mansa e fazermos obras em Piraí; e tiramos do papel o restaurante universitário da Uenf, que deve ser inaugurado em dezembro”, enumerou.

O secretário prosseguiu, citando as ações em andamento. “O segundo eixo foi a capacitação profissional, com investimentos nos Centros de Vocação Tecnológicas (CVTs) e na escola de alta gastronomia Cordon Bleu, que devemos entregar em janeiro. O terceiro foi o desenvolvimento do ecossistema de inovação. Inauguramos o centro de pesquisa da GE e vamos inaugurar o centro da PG, em abril, na UFRJ. Demos impulso ao sistema fluminense de parques tecnológicos e à Redecomep-Rio. O quarto eixo trata das políticas setoriais do governo, com o objetivo de diversificar a economia, para além do setor de petróleo. Investimos na biotecnologia e na tecnologia da informação e na comunicação, tendo o Start-Up Rio como importante iniciativa”, completou Tande. Ele destacou ainda a atuação da FAPERJ como um dos principais instrumentos de internacionalização das universidades estaduais. “A Fundação estabeleceu parcerias importantes em editais como o Inria, a Universidade de Columbia, o Fundo Newton, o Conicet, DFG, Birminghan, Notthingam entre outras”, citou o secretário, lembrando que a previsão de inauguração da nova sede da Fundação será em meados de 2015.

O presidente da Fundação, Ruy Garcia Marques, destacou a importância da solenidade como uma oportunidade de mostrar à comunidade científica e tecnológica fluminense como a FAPERJ vem aplicando seus recursos financeiros. Ele ressaltou o papel do programa Pensa Rio para atender às necessidades estaduais específicas. “O Pensa Rio estimula equipes de pesquisadores de excelência a estudarem soluções para problemas relevantes e estratégicos para o desenvolvimento econômico fluminense. Nessa edição, beneficiará diretamente pesquisadores  de 13 instituições do estado, que desenvolverão projetos em parceria com instituições fluminenses, de outros estados brasileiros e internacionais, nos vários temas definidos no edital. Os recursos financeiros serão destinados a projetos multidisciplinares, abrangentes e inovadores, que buscam promover a interação entre diferentes grupos de pesquisa, envolvendo pesquisadores já consolidados e emergentes”, explicou Marques. 

  À partir da esquerda: Marques, Pezão, Crespo, Moura Neto,
     Russolina e Tande Vieira (Foto: Lécio Augusto Ramos)

Na primeira fase, todas as propostas foram analisadas em pareceres ad hoc dos membros do comitê, sendo selecionadas aquelas que deveriam participar da segunda fase de avaliação. “Nessa segunda fase, os coordenadores das propostas selecionadas fizeram uma apresentação oral para o comitê, em inglês, com duração de dez minutos, seguida de mais dez minutos para perguntas e respostas. A grande maioria das apresentações foi de altíssimo nível, mostrando que a ciência que vimos desenvolvendo se equipara ao que vem sendo feito nas melhores instituições do mundo”, completou Marques.

Desde 2007, ano que marcou o início da administração de Ruy Garcia Marques, foram mais de 250 editais lançados pela FAPERJ, abrangendo todas as áreas do conhecimento e os diversos setores produtivos. “Levando-se em consideração a execução financeira relativa a 2014, a Fundação terá investido, em oito anos, cerca de R$ 2,5 bilhões na promoção da C,T&I fluminense. Com essas ações, a FAPERJ, que completará 35 anos de existência no próximo dia 16 de junho, apresentou o maior crescimento de sua história. Hoje, mais de 13 mil projetos anuais, em auxílios e bolsas, são contemplados pela FAPERJ, em todos os 92 municípios do estado”, concluiu o presidente da Fundação.

Representando os pesquisadores contemplados por essa edição do Pensa Rio, o Cientista do Nosso Estado João Paulo de Biaso Viola, médico e pesquisador titular do Instituto Nacional de Câncer (Inca), discursou em nome dos outorgados. “Acredito que o Pensa Rio é extremamente importante não apenas para nosso estado, mas para o Brasil, porque a ciência é universal. Noto que vem ocorrendo uma continuidade de investimentos consolidados na área, nos últimos oito anos, no Rio de Janeiro. Tornou-se uma política de estado e não mais de governo. Educação, ciência e tecnologia são áreas afins que devem ser contempladas para que tenhamos um desenvolvimento contínuo”, destacou Viola, parabenizando toda a estrutura administrativa da FAPERJ.

   O secretário Tande Viera e o governador Pezão posam ao
  lado da professora da UFRJ Russolina, uma das outorgadas
        pelo edital Pensa Rio (Foto: Lécio Augusto Ramos)


Durante a solenidade, três pesquisadores receberam outorgas das autoridades. Foram eles: o oceanógrafo Renato Crespo, da Universidade Federal Fluminense (UFF), que recebeu sua outorga das mãos do presidente da FAPERJ; a farmacêutica bioquímica Russolina Benedeta Zingali, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), homenageada pelo secretário estadual de C&T; e o professor titular do Departamento de Anatomia do ICB, Vivaldo Moura Neto, do Instituto estadual do cérebro paulo Niemeyer (IECPN), que recebeu sua outorga das mãos do governador.

Estiveram presentes na solenidade o presidente da Academia Nacional de Medicina (ANM), Pietro Novelino; o professor José Caballero, da Universidade de Aveiro, em Portugal, da área de Química; o reitor da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (Uenf), Silvério de Paiva Freitas, acompanhado do vice-reitor, Edson Correa da Silva, e do ex-reitor e professor da Uenf, Almy Júnior; o presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), Paulo Melo; o presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jacob Palis; o vice-reitor da UFRJ, Antonio José Ledo; a presidente do Conselho Superior da FAPERJ, Eliete Bouskela; o diretor substituto do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Alexandre Grojsgold, representando o diretor da instituição, Pedro Leite; o diretor do Parque Tecnológico da UFRJ, Maurício Guedes; além de diversas outras autoridades e representantes da comunidade científica e tecnológica. Também prestigiaram a solenidade o diretor de Tecnologia da Fundação, Rex Nazaré; o diretor científico, Jerson Lima Silva; o diretor de Administração e Finanças, Enio Pinto do Prado; o chefe de Gabinete, Roberto Dória; a assessora e coordenadora dessa quarta edição do Pensa Rio, Vania Pascoalini; e outros funcionários da FAPERJ.

Sobre o Pensa Rio

Apenas equipes formadas por pesquisadores com vínculo empregatício/funcional com instituições de ensino e pesquisa fluminenses puderam inscrever projetos. Para cada equipe, foi escolhido um coordenador, a quem coube o encaminhamento do projeto, com anuência de sua instituição de origem. Os demais integrantes do grupo foram considerados pesquisadores associados. Como definia o edital, todos os participantes – pesquisadores e técnicos de alto nível, apresentando reconhecida competência e tradição em suas áreas de atuação técnico-científicas – deveriam ter grau de doutor ou equivalente, e estar ativa e produtivamente envolvidos em pesquisa relevante para a proposta. A equipe, que deveria funcionar como fonte geradora e transformadora de conhecimento científico-tecnológico para aplicação em programas e projetos de relevância ao desenvolvimento fluminense, poderia incluir ainda pesquisadores vinculados a instituições de outros estados ou do exterior.

 

De acordo com o montante de recursos solicitados e o número de pesquisadores doutores participantes, os projetos deveriam ser enquadrados em uma de três faixas: Faixa A, prioritariamente para os projetos de natureza experimental, que requeiram equipamentos de grande porte e insumos mais custosos. As propostas submetidas nesta faixa poderiam solicitar recursos financeiros entre R$ 900.001,00 e R$ 1,5 milhão. Os projetos deveriam, necessariamente, contar com pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa distintas sediadas no Estado do Rio de Janeiro, e incluir dois pesquisadores emergentes, sendo que um destes deveria pertencer, obrigatoriamente, a instituição distinta da do coordenador da proposta; as propostas deveriam contar com, no mínimo, dez pesquisadores; Faixa B, prioritariamente para projetos em áreas experimentais que exigissem equipamentos de médio porte e insumos de custo moderado. As propostas submetidas nessa faixa poderiam solicitar recursos financeiros entre R$ 400.001,00 e R$ 900 mil. Os projetos deveriam, obrigatoriamente, agregar pesquisadores de instituições de ensino e pesquisa distintas, sediadas no Estado do Rio de Janeiro, e incluir dois pesquisadores emergentes, sendo que um destes deveria pertencer, obrigatoriamente, a instituição distinta da do coordenador da proposta; as propostas deveriam contar com, no mínimo, sete pesquisadores; e Faixa C, prioritariamente para projetos em áreas não experimentais. As propostas submetidas nesta faixa poderiam solicitar recursos financeiros com valores inferiores a R$ 400 mil. Os projetos deveriam ter a participação de, no mínimo, quatro pesquisadores, dos quais um seria necessariamente emergente.

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