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Publicado em: 07/08/2014

Alunos de escola municipal de Itaguaí recebem noções de educação alimentar

                                                                        Jennifer Ferreira/Embrapa          
       
        Oficina coordenada pela Cientista do Nosso Estado Rosires
        Deliza ensina alimentação saudável a alunos de escola pública
   

Débora Motta*

A formação dos hábitos alimentares começa na infância. Considerando-se a importância da educação do paladar em um país onde cerca de 30% da população apresentam sobrepeso ou obesidade, a pesquisadora Rosires Deliza, da Embrapa Agroindústria de Alimentos, e Cientista do Nosso Estado, da FAPERJ, realizou dinâmicas lúdicas com alunos de ensino fundamental na Escola Municipal Renato Gonçalves Martins, em Itaguaí, município da Costa Verde do Rio de Janeiro, no final do mês de julho. Eles aprenderam sobre alimentação saudável, composição dos alimentos e observaram como os sentidos influem na percepção da comida.

A ação foi realizada com apoio de três nutricionistas mestrandas – Carolina Cláudio e Raquel Claverie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e Mayara Lima, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). Elas são orientandas de Rosires e trabalham no Laboratório de Análise Sensorial e Instrumental do centro de pesquisa. A atividade na escola atendeu exigência do programa Cientistas do Nosso Estado, da Fundação, que requer a realização de atividades científicas e tecnológicas em escolas públicas sediadas no estado do Rio de Janeiro, no âmbito do projeto "Impacto da inovação em alimentos tradicionais na disposição a pagar pelo consumidor". 

Foram realizadas três atividades. A primeira foi a leitura coletiva atenta do rótulo da embalagem de um néctar de laranja industrializado. Os alunos descobriram que ele contém suco de outras frutas – maçã e abacaxi – e muito açúcar. Outra atividade foi a escolha e montagem pelas crianças das quatro refeições do dia, usando um conjunto de alimentos de brinquedo. A seguir, eles debateram sobre hábitos saudáveis de alimentação e sobre os aditivos químicos e açúcares contidos nos produtos industrializados que são consumidos diariamente, como refrigerantes e salgadinhos.

Ao término da aula nutricional, cada grupo separou os alimentos saudáveis e os não tão saudáveis, de acordo com as cores do semáforo – sendo o verde liberado para comer e o vermelho para ingerir com restrições, em pequenas quantidades. Para encerrar, Rosires explicou o uso dos cinco sentidos ao comer e promoveu uma atividade na qual cada um escrevia o que viesse à cabeça sobre alimentos saudáveis e não saudáveis.

A pesquisadora Rosires pretende dar continuidade ao projeto e promover a dinâmica em outras escolas públicas. "Foi uma oportunidade muito valiosa e também prazerosa", comentou a pesquisadora. "É muito gratificante poder compartilhar com as crianças nosso conhecimento e fazê-las refletir sobre alimentação saudável e como os cinco sentidos interagem quando comemos e bebemos, afetando nossa percepção. Tivemos a oportunidade de explicar a pirâmide alimentar, quais são os grupos de alimentos e de ensinar os alunos a ler os rótulos dos produtos", completou.

Os alunos de três turmas – terceiro, quarto e quinto anos, com crianças de oito a 11 anos, da escola situada na área rural de Itaguaí – se mostraram muito receptivos às atividades. "As crianças aprendem, desde cedo, a consumir o que eles mesmos produzem", disse a diretora da escola, Carmen Rosa Pereira Ferreira. Para ela, que é professora há 29 anos, a educação ambiental e alimentar é muito importante, principalmente naquela escola, onde as crianças ficam em horário integral. Para a mestranda Raquel, é importante que elas  tenham acesso a esse conhecimento. "Depois de hoje, vão pensar um pouco mais antes de comer certos produtos industrializados", explicou.

A responsável pelo encontro das escolas com a Embrapa é a diretora de projetos da Secretaria do Meio Ambiente de Itaguaí, Monique de Oliveira Fontes. Para ela, engenheira agrônoma, é importante consumir alimentos sem pesticidas, mais saudáveis. A Escola Municipal Renato Gonçalves Martins, já conhecida da Embrapa, é uma das três escolas do município que têm parceria com a Rede BioFort, um projeto coordenado pelo centro de pesquisa que tem por objetivo o combate à desnutrição por meio do desenvolvimento de cultivares com maiores teores de nutrientes vitais para a saúde. 

Embrapa é destaque na análise sensorial de alimentos

   João Eugênio Diaz Rocha/Embrapa
        

    Rosires Deliza e Amauri Rosenthal, no laboratório da
    Embrapa, exibem aparelho de alta pressão hidrostática

No Laboratório de Análise Sensorial e Instrumental, coordenado por Rosires Deliza na Embrapa, a pesquisadora avalia também os efeitos na percepção do sabor dos alimentos e do uso de novas tecnologias, em especial da tecnologia de alta pressão hidrostática. Considerada um processo promissor, não térmico, ela é capaz de inativar micro-organismos patogênicos, mantendo a qualidade nutricional e sensorial dos alimentos.

Ainda pouco comum na indústria alimentícia brasileira, a alta pressão hidrostática vem ganhando importância como tecnologia eficiente para substituir ou complementar os processos térmicos tradicionais, que muitas vezes ocasionam problemas relacionados à degradação de compostos essenciais para as características de qualidade e a identidade de um produto. "A vantagem dessa tecnologia é que ela preserva as características nutricionais e sensoriais do alimento. A pasteurização e outros tratamentos térmicos normalmente usados afetam as vitaminas e compostos funcionais que dão valor nutritivo e são benéficos à saúde. Já com a tecnologia de alta pressão, as propriedades nutricionais e o sabor são preservados", disse.

Na Embrapa, Rosires trabalha em parceria com o engenheiro de alimentos Amauri Rosenthal. Ela é responsável pela análise sensorial de alimentos que passaram pelo processo de alta pressão hidrostática, coordenado por Rosenthal, em um equipamento utilizado para testes no laboratório. "Os estudos são feitos em nível experimental. Avalio como o consumidor percebe o sabor dos alimentos processados com a nova tecnologia, como sucos de maracujá, abacaxi, manga, romã e pitanga", citou. "Também temos pesquisado os benefícios da tecnologia sobre produtos lácteos e cárneos, como a possível redução de sal em alimentos, e como o consumidor percebe esses benefícios".

O projeto utiliza a avaliação sensorial para investigar como as inovações são percebidas e valoradas pelos consumidores. O objetivo é contribuir para o avanço da ciência sensorial brasileira. "A grande importância da pesquisa é oferecer para o consumidor produtos de melhor qualidade sensorial, microbiológica e nutricional. Afinal, o consumidor está cada vez mais exigente e quer usufruir de um sabor agradável sem abrir mão das características nutricionais", concluiu.

* Com informações da Assessoria de Comunicação da Embrapa

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