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Publicado em: 23/05/2014

Fundação firma acordo de cooperação bilateral com a Alemanha

Lécio Augusto Ramos 

             

          À mesa de abertura, estiveram presentes Onur Güntürkün (E), Ruy Marques,
                     Alexandre Vieira, Tarmo Dix, Eliete Bouskela e Dietrich Halm  


Fechando o ano "Alemanha + Brasil 2013-2014" – iniciado em maio de 2013 –, nada mais adequado do que um acordo científico para estreitar ainda mais a parceria entre os dois países. Em consonância com esse ano comemorativo, a FAPERJ e a Sociedade Alemã de Amparo à Pesquisa (DFG) firmaram, nesta quinta-feira, 22 de maio, um novo convênio de cooperação bilateral para custeio do desenvolvimento de projetos de pesquisa a serem desenvolvidos por cientistas fluminenses em cooperação com cientistas alemães. O objetivo é fomentar estudos conjuntos em todas as áreas do conhecimento. A assinatura da nova parceria, que ocorreu no Hotel Windsor Florida, no Flamengo, foi seguida de uma conferência proferida pelo psicobiólogo Onur Güntürkün, membro do Senado da DFG e ganhador do Prêmio Leibniz 2013, a mais prestigiada premiação científica daquele país, conhecido como "o Nobel alemão".

Durante a cerimônia de assinatura, o secretário de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro, Alexandre Vieira, destacou que o estado vem retomando sua posição de destaque no cenário nacional, no que diz respeito à produção científica e tecnológica. "Não é à toa que dos 20 novos centros internacionais de pesquisa que estão sendo instalados no Brasil, 16 estão dentro dos limites territoriais fluminenses. A FAPERJ tem sido um instrumento fundamental nesse processo, na medida em que vem fazendo parcerias importantes para o financiamento de pesquisas conjuntas com instituições de outros países. Faltava mesmo era que esse ‘namoro’ de longo tempo entre a Fundação e a DFG virasse, de fato, um ‘casamento’, como estamos presenciando hoje."

Para o presidente da FAPERJ, Ruy Garcia Marques, a recente parceria vem ao encontro dos esforços que a Fundação vem fazendo para internacionalizar as suas atividades. "Um bom exemplo é o programa de bolsas de doutorado sanduíche, com em que pesquisadores brasileiros em formação podem executar parte de suas teses em outros países, ou ainda a modalidade de bolsas de doutorado sanduíche reverso, que financia a vinda de doutorandos estrangeiros para estágios em instituições sediadas no Rio de Janeiro. Outro esforço da FAPERJ tem sido incentivar a vinda de professores visitantes de diversos países, como, por exemplo, o pesquisador suíço Kurt Wüthrich, Prêmio Nobel de Química, em 2002, em parceria com o programa federal “Ciência sem Fronteiras”.  E destacou: “As estreitas relações entre o Brasil e a Alemanha, principalmente nas áreas de turismo e economia, têm longa tradição e já duram 140 anos. De forma mais recente, a cooperação científica entre as duas comunidades ocorre há 40 anos”.

Lécio Augusto Ramos 
Após a assinatura do acordo, o psicobiólogo Onur Güntürkün,   
  ganhador do "Nobel alemão de ciência", proferiu palestra      

Ainda segundo Ruy Marques, o primeiro edital resultante dessa nova cooperação internacional está previsto para sair em meados de julho. A FAPERJ ficará responsável pelo pagamento dos pesquisadores brasileiros enquanto a DFG se encarregará dos pesquisadores alemães. "Nunca é demais destacar que o repasse de 2% da arrecadação líquida do estado para FAPERJ – previsto na constituição estadual, mas nunca cumprido em governos anteriores – vem possibilitando à Fundação aumentar gradativamente seus investimentos em ciência e tecnologia. Em oito anos, teremos aplicado um valor próximo a um bilhão de euros em todas as áreas do conhecimento, contemplando projetos em todos os municípios do estado do Rio de Janeiro."

Em sua fala, o cônsul geral adjunto da Alemanha, Tarmo Dix ressaltou: "Estamos confiantes que esse novo acordo internacional será benéfico para os dois países e trará muitos frutos no futuro."Participaram também da mesa de abertura, Eliete Bouskela, presidente do Conselho Superior da FAPERJ, Dietrich Halm, presidente da DFG na América Latina, e Onur Güntürkün, representando a DFG da Alemanha.

Dando prosseguimento ao evento, o psicobiólogo Onur Güntürkün proferiu sua conferência "A convergente evolução do encéfalo frontal de aves e mamíferos", explicando que a inteligência não está situada apenas em partes específicas do cérebro, como o córtex cerebral. Onur Güntürkün é pesquisador e professor da Ruhr University Bochum, na Alemanha. No evento, ele explicou um pouco sua linha de pesquisa com pássaros, sugerindo que eles não são intelectualmente inferiores aos mamíferos, apesar de não possuírem um neocórtex. Foi esse estudo que lhe garantiu o prêmio Leibniz 2013, conhecido como o ‘Nobel alemão’. Em julho deste ano, Onur Güntürkün foi também nomeado para receber o chamado Communicator-Prize, premiação anual com que a DFG e a Fundação para a Ciência Alemã (Stifterverband für die Deutsche Wissenschaft) destacam cientistas pela capacidade de comunicar com sucesso seus resultados de pesquisa a um público mais amplo, fora da esfera científica.

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