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Publicado em: 24/10/2013

Fundação impulsiona variedade de projetos pelo estado

Cada vez mais, as oportunidades de fomento atingem as regiões do interior do estado. No caso da FAERJ, essa meta progressivamente foi alcançada: hoje, a Fundação já está presente em todos os 92 municípios que compõem o estado do Rio de Janeiro. Isso também contribuiu para a diversidade a cada dia maior de projetos desenvolvidos com recursos da Fundação. O visitante que esteve na III Feira FAPERJ de Ciência, Tecnologia e Inovação pôde conhecer mais de 300 trabalhos, de áreas tão variadas quanto agricultura e robótica. Entre eles, o abacaxi vermelho, desenvolvido por empresa da região dos Lagos, que produz a fruta com maior concentração de flavonoides e da qual se pode aproveitar até a casca para suco. Já a equipe Riobotz, da Pontifícia Universidade Católica, trouxe para seu estande o robô dançarino, que mais do que simples diversão é o ponto de partida para pesquisas de ponta em robótica. Nessa diversidade de pesquisas, até mesmo exemplares da fauna marinha da Antártica estiveram em exibição, no estande do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA). Os projetos apoiados incluem ainda iniciativas como a produção de cachaça artesanal para exportação e essências que procuram associar o produto à inclusão de projetos sociais em comunidades.

Lécio Augusto Ramos 

          
     Robozinho que dança serve como ponto de partida para
        estudo de tecnologia de ponta na área de robótica
 
Um robô que dança
Com formas semelhantes às humanas, um pequeno robô chamou atenção dos visitantes da Feira FAPERJ, ao fazer do estande da Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). O robô dançarino foi montado pela equipe RioBotz, formada por alunos de Controle e Automação daquela universidade, sob coordenação do professor Marco Antonio Meggiolaro. Exibindo passos de uma coreografia digna do melhor street dancer, o robozinho em exposição já participou de competições internacionais e ganhou duas medalhas de ouro em abril de 2013 na competição RoboGames, na Califórnia, nas categorias freestyle e sumô, ganharam A premiação é considerada a olimpíada mundial da robótica. A equipe já conquistou outras premiações com modelos diferentes de robô. Em 2011, eles venceram a Combots Cup, a competição de maior prestígio em combate. Apesar do aspecto lúdico dos torneios, esses robôs são o ponto de partida para estudo de tecnologia de ponta em robótica. Graças a essa diversão, Meggiolaro e equipe já desenvolveu o robô que faz a inspeção da tampa do reator nuclear de Angra dos Reis.

Diversão na Antártica
Já que nem todos podem ir à Antártica, a Feira FAPERJ trouxe um pouco do continente gelado até o Rio de Janeiro. No estande do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais (INCT-APA), um pouco desse vasto universo de pesquisas esteve em exibição ao público visitante. Ali, procurou-se mostrar a fauna antártica de duas formas: pinguins, focas e krills – aqueles minúsculos camarões da região, que formam a base de sustentação da cadeia alimentar na região. Todos em pelúcia, com que as crianças poderiam se divertir. De outro lado, potes de vidro exibiam os verdadeiros exemplares da fauna marinha, como ouriços e krills. Outra atração foi um enorme tabuleiro de ludo, em que as crianças faziam o papel do peões. Para jogar, as crianças precisavam responder a questões referentes ao ecossistema e a outros aspectos do continente gelado para poder atravessar cada etapa. Uma das perguntas indaga: A região Antártica é tão seca quanto o deserto do Saara? Verdadeiro ou falso? Como no interior do continente o nível de precipitação chega a apenas 50ml por ano, quem respondeu que era verdadeiro, acertou. Mais uma forma em que os alunos brincam e aprendem.

Com sabor de juçaí
Qualquer semelhança com o açaí não é mera coincidência. Produzido a partir da polpa do fruto da palmeira juçara – uma espécie quase extinta do território nacional devido à sua intensa exploração para a extração do palmito –, o juçaí é um suco saboroso, vitaminado e ecologicamente correto. Além disso, está gerando renda e empregos no interior fluminense. O produto, registrado sob a marca de "juçaí", tem propriedades nutricionais semelhantes às do já consagrado açaí. Para desenvolvê-lo comercialmente, o empreendedor e economista Georges Braile, dono de um sítio em Serrinha do Alambari, no município de Resende, criou o projeto Amável – a Mata Atlântica Sustentável no parque da Serrinha do Alambari, onde pretende promover a preservação e o repovoamento da juçara e gerar renda para a comunidade local de forma sustentável. Para os habitantes da área, além de ecologicamente correto, a exploração da juçara para a colheita do fruto é muito mais lucrativa do que para a retirada do palmito. Além da comercialização do produto, o projeto prevê a geração de sementes germinadas para serem distribuídas aos proprietários de fazendas, ajudando na propagação da palmeira.

Reprodução
     
Vermelho e rico em flavonoides, desse    
    abacaxi até a casca se aproveita


Inovação na aguardente
Os visitantes da Feira FAPERJ também puderam conhecer como a inovação tecnológica vem servindo para aprimorar uma das bebidas mais populares do Brasil: a cachaça. Quatro marcas diferentes de aguardente estiveram em exibição em um dos estandes da feira: as marcas Bousquet e 3 Praias são produzidas na fazenda Monte Castelo, no município de Bom Jesus de Itabapoana, a partir da utilização de uma levedura selecionada da melhor cepa de cana-de-açúcar da plantação da fazenda Monte Castelo. Segundo o empreendedor João Bousquet, "trata-se de uma técnica inovadora, pois torna o nosso produto homogêneo em qualidade, sem variações de paladar". Toda a produção é realizada na fazenda, que conta com plantação de cana-de-açúcar e destilaria próprias, e já atinge a capacidade de cerca de 300 mil litros/ano. Também originária de Bom Jesus de Itabapoana, a Velha Matinha, que inaugura um novo processo de produção no segundo semestre, quando passará a ser bidestilada em alambique de cobre e envelhecida em barris de jequitibá e carvalho, promete cair no gosto dos paladares mais apurados, incluindo a preparação de drinques. Outra cachaça de destaque, já bem conhecida dos brasileiros, a Magnífica é produzida na Fazenda do Anil, localizada na divisa de Vassouras com Miguel Pereira. O engenheiro João Luiz Coutinho de Faria está à frente da produção da bebida, destilada em alambique de cobre de três estágios e envelhecida em barris de madeiras nobres, e que já conquistou admiradores até no exigente mercado europeu.

Produzindo abacaxi vermelho
É exatamente como o título diz: um abacaxi de tonalidade azulada, com polpa que se assemelha a de uma atemoia. Tudo por obra e graça da empresa Botânica Pop, sediada em Maricá, que a partir de cruzamentos genéticos procura aperfeiçoar e garantir determinadas características específicas a frutas como o abacaxi, e também para espécies de plantas ornamentais, como bromélias e cactus. No caso do abacaxi azulado, a ideia é concentrar nele uma maior quantidade de flavonoides, tornando a fruta mais saudável. Ao mesmo tempo, sua polpa forma gomos, facilitando o consumo, e, dele, até mesmo a casa pode ser aproveitada. Como é ela quem concentra flavonoides, pode ser convertida em sucos, ou mesmo aproveitada para doces e outros preparos. E tem ainda mais uma vantagem: é uma planta resistente à fusariose, praga que ataca a cultura do abacaxi. Outra novidade da empresa é o mandacaru sem espinhos. O motivo para isso é simples: como em épocas de seca, no interior do Nordeste, o mandacaru é um dos últimos recursos para o gado, retirar-lhe os espinhos facilita que os animais se alimentem. Esses cruzamentos vem sendo feitos a partir de variedades resistentes desenvolvidas pela Embrapa e, para produção em larga escala, a Botanica Pop estabeleceu parceria com a SB.

Lécio Augusto Ramos 

          

        A empresa Safya Brasil procura traduzir em aromas 
          as características de comunidades fluminenses

 

Aromas para descrever a cidade do Rio de Janeiro
Nascida em Nova Friburgo, no coração da região serrana, a empresa Safya Brasil Aromas da Vida desenvolve essências ambientais. Inovadora, ela desenvolve seus produtos a partir de uma perfeita mistura de ingredientes aromáticos, cuidadosamente selecionados. A grande novidade que levou para a exposição foi sua nova linha. A ideia de Vera Fortes, empresária responsável pela marca, foi desenvolver uma fragrância que caracterizasse a cidade do Rio de Janeiro. Terminou criando quatro aromas: Cheiro do Rio tem notas cítricas que remetem o frescor das áreas oceânicas e da Mata Atlântica. Para criar os outros aromas – Complexo do Alemão, Morro dos Prazeres e Santa Marta, a empresária buscou características locais de cada comunidade para traduzi-las em essências específicas. "No Complexo do Alemão, por exemplo, identificamos a forte representatividade da Igreja da Penha, o que nos fez pensar em uma fragrância com toques de incenso", destaca. Os novos produtos são oferecidos em forma de spray ou como difusores aromáticos. As embalagens são recicláveis e trazem uma tabela ambiental com informações sobre os ingredientes utilizados.

Energia com a força dos ventos
Energia inteligente. É como poderíamos resumir o alternador para turbina eólica de eixo vertical. O projeto, desenvolvido pelo engenheiro Luiz Cezar Sampaio Pereira, responsável pela empresa Enersud Indústria e Soluções Energéticas Ltda., do município de Maricá, é uma torre de cerca de dois metros de altura, com hélices que, ao se movimentarem pela força do vento, geram e armazenam energia elétrica. “Uma torre dessas é capaz de alimentar energeticamente, por um mês, uma casa de dois quartos, em um total de 1.500 watts”, explica Pereira. Para demonstrar a eficiência da energia eólica ao público da Feira FAPERJ, o engenheiro criou uma demonstração interativa: o visitante aciona um vídeo apenas com o pedalar de uma bicicleta. Crianças de excursão de colégios fizeram fila para testar o experimento.


Popularizando o remo
O skiff é um tipo de barco de remo de espessura muito fina e, por isso mesmo, muito difícil de ser navegado. Para isso, é necessário muita experiência e equilíbrio para não deixar a embarcação virar. Para que o esporte se torne mais popular, a empresa Holos Brasil desenvolveu um barco mais espesso e com algumas inovações no design. De acordo com Gabriel Viola, um dos designers que participaram na criação do barco, o novo modelo tem popa aberta, o que permite que a água que porventura entrar na embarcação escoe por trás. Já a proa do tipo Wave Pierce fura as ondas com maior facilidade e dá ainda mais estabilidade a quem comanda o barco. “Um iniciante não conseguiria ficar nem um minuto em cima do skiff; além disso, o treinamento só poderia ser feito em águas muito calmas”, diz Viola. O barco também terá adaptação para cadeirantes, com flutuantes apoiados nas braçadeiras.

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