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Publicado em: 10/04/2014

Rio e Suíça: parceria pela ciência

 

Fotos: Renzo Gostoli/Austral Foto

Em seu discurso, Ruy Marques destacou a importância
do acordo para o desenvolvimento científico fluminense

“O desenvolvimento científico no Brasil é uma das fortes vertentes que estão moldando o futuro do mundo.” Por essa afirmação do conselheiro federal Johann Scheneider Ammann, ministro da Economia, Educação e Pesquisa da Confederação Suíça, pode-se compreender o interesse que o país tem em convergir os conhecimentos científicos e tecnológicos com o Brasil. Com esta finalidade, foi inaugurada na última sexta-feira, 6 de abril de 2014, na Glória, no Rio de Janeiro, uma unidade do consulado científico – Swissnex – uma rede suíça de cooperação internacional entre governos, empresas e universidades de todo o mundo para o desenvolvimento de pesquisas de cunho científico e tecnológico. O Brasil é o sexto local escolhido para abrigar uma filial do consulado científico suíço, e o único na América Latina. Nos últimos 14 anos, a instituição se expandiu para as cidades americanas de Boston (2002) e São Francisco (2003), e para o continente asiático, instalando-se em Cingapura (2005), Shangai (2007) e Bangalore (2009). A rede Swissnex é uma iniciativa da Secretaria de Estado para a Educação, Pesquisa e Inovação, subordinada ao Ministério da Economia, Educação e Pesquisa da Suíça, que tem como objetivo conectar cientistas, pesquisadores, empresários, políticos e líderes em todo o mundo, facilitar programas acadêmicos, estratégias de inovações globais e troca de conhecimentos, além de difundir o desenvolvimento de novas políticas de educação, inovação e ciência, entre outras metas.

À ocasião da cerimônia de inauguração oficial do Swissnex, foi assinado um acordo de intenções, que estabelece uma colaboração de produção científica e tecnológica bilateral entre a FAPERJ, representada pelo presidente Ruy Garcia Marques, e o Fonds National Suisse de la Recherche Scientifique (FNS), representada pelo professor Urs Baltensperger, chefe do departamento do laboratório de Química Atmosférica e membro do conselho de pesquisa nacional da Suíça. Dessa forma, foi legitimado entre as duas instituições o compromisso de apoiar conjuntamente o desenvolvimento científico e tecnológico, o que se dará por meio de edital público bilateral, a ser lançado nos próximos meses. Em entrevista para a FAPERJ, o ministro ressaltou ainda que a declaração de intenções entre a Fundação e a FNS, assim como a inauguração da Swissnex no Rio de Janeiro são importantes para o desenvolvimento científico-tecnológico globais. “A FAPERJ é efetiva e pragmática em suas funções e, por isso mesmo, uma das instituições que podem contribuir para o futuro da ciência e da tecnologia em âmbito mundial.”

 


Durante a cerimônia, Marques, em um discurso direto e conciso, afirmou que há muito o que ser comemorado com a inauguração do consulado científico suíço no Brasil e com a assinatura da declaração de intenções entre a FAPERJ e o FNS. “Estamos certos de que essa sociedade marca o início de uma renovação de esforços para uma colaboração ainda maior entre o Rio de Janeiro e a Suíça.” Baltensperger, por sua vez, ressaltou que essa é uma oportunidade única para unir diferentes ideias, de culturas diversas, e representa uma oportunidade única para a ciência. “Esse acordo bilateral proporciona uma circunstância favorável e um terreno fértil para que novas e brilhantes ideias possam emergir e contribuir com o atual cenário científico-tecnológico mundial”, diz.

 
          
    Ammann e Ruy Marques acreditam que o consulado
    científico fortalecerá a relação entre os dois países

Já o ministro Scheneider Ammann destacou o crescente desenvolvimento científico e tecnológico brasileiro nos últimos anos, uma das razões para o estabelecimento da Swissnex no país. “Esse crescimento tem sido substancial e foi esse um dos fatores determinantes para a vinda da Swissnex. Esse consulado será a continuação natural da já fortalecida relação bilateral entre a Suíça e o Brasil, nas áreas política e econômica”, afirmou. E acrescentou: “Como já havia colaboração na área científica entre os dois países, isso criará um grande potencial para um intercâmbio ainda maior e para parcerias inovadoras. A missão da Swissnex inclui não somente focar no apoio à internacionalização das universidades, mas também no desenvolvimento da inovação que não esteja apenas relacionada com uma melhoria em um produto ou processo, que, com o passar do tempo, mude a trajetória do mercado. Para isso, pesquisadores e empresários precisam colaborar globalmente.”

 

Scheneider Ammann destacou ainda o crescimento do estado do Rio de Janeiro e sua importância no que diz respeito à ciência e tecnologia. Ele citou a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) como uma instituição de pesquisa de primeira linha e uma das maiores do estado. “Fiquei impressionado não só pela tecnologia de ponta em seus centros de pesquisa, mas também por seu alcance global, inclusive com parceiros suíços, em particular com a Swiss Tropical e com a Public Health Institute, da Universidade de Basileia.”

O ministro aproveitou também a oportunidade para citar a próxima Copa do Mundo, que será sediada no Brasil, e brincar com a questão do futebol. “Sei que a Suíça não é apenas um país com excelentes cientistas e pessoas dedicadas à inovação, mas também tem ótimos jogadores de futebol. Quem sabe Suíça e Brasil se enfrentarão na final? Eu deixarei que a imaginação de vocês decida quem será o vencedor. Mas não subestimem nosso time; no futebol, somos uma força em ascensão!”

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